Resident Evil - James Redfield

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Resident Evil - James Redfield

Mensagem por Leishmaniose em Seg Jul 25, 2011 1:23 pm

Olá,

Em meados de 2002~2003, eu era moderador do Fórum da Daemon. Foi no período do boom dos netbooks quando o sistema daemon tinha saído em Licença Aberta e muitos estavam correndo pra montar netbooks pro sistema. O Nvndaemon estava empolgado em fazer um sobre Resident Evil e nessa mesma época pensou em mestrar um pbf no fórum. O conto a seguir surgiu justamente da ficha do meu personagem, o James Redfield, que seria um primo de Chris e Claire. Eu vinculei também o conto a uma matéria antiga da DB (acho que era uma edição lá pelo número 40... 44, se não me engano), em que o Trevisan falou do jogo utilizando de uma narrativa em primeira pessoa como se fosse um repórter que tinha descoberto as falcatruas da Umbrella e por isso tinha feito esse dossiê, enviando pra algumas pessoas caso algo acontecesse com ele... O jogo não foi pra frente - se passaria seguindo aquele rumor que tem nos jogos de uma base no Brasil, rumor esse que se torna realidade com o advento do RE 6 -, mas o conto-carta ficou legalzim e o posto aqui. Smile

Pra quem não me conhece, eu descarto a existência dos filmes... Exceto o primeiro. E pra quem deseja saber como realmente é o universo de Resident Evil sem aloprações alice-saya-jin: http://pt.wikipedia.org/wiki/Resident_Evil

Bonanças.

Atenciosamente,
Leishmaniose

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James Redfield

Mensagem por Leishmaniose em Seg Jul 25, 2011 1:25 pm

Querida Lara,

Peço sinceras desculpas pelo meu sumiço repentino. Como bem você sabe, eu prometi ao seu finado irmão que cuidaria de você... Ironicamente, é por esse mesmo motivo que eu tive de me afastar. Por estar muito próxima a mim, você podia acabar sendo vítima do perigo ao qual eu fui exposto, e eu acredito que já há pessoas demais envolvidas nisso tudo. Não precisa temer o Michael, ele é uma pessoa confiável e que se mostrou um grande aliado quando precisei dele. Tentarei explicar desde o início...

Acho que você se lembra de Racoon City. Aquela cidade que foi colocada em quarentena devido a um perigo biológico e que foi radicalmente erradicada por uma bomba. Passou nos jornais por um bom tempo. Racoon era uma cidade pacata, cujo crescimento devia-se unicamente à presença da Umbrella Corporation que financiava obras e o governo local. A Umbrella eu sei que você lembra, afinal foi lá que seu irmão trabalhou. Bem, Racoon também era lar do meu primo, Chris Redfield. Lembra-se dele? Tinha uma irmã mais nova, a Claire. A gente os encontrou uma vez naquele verão que passamos na casa do lago, há alguns anos atrás, quando você torceu o tornozelo, lembra? Então... Em Racoon, Chris acabou envolvendo-se com uma experiência secreta e perigosa, uma experiência coordenada pela Umbrella... Ela estava fazendo experimentos procurando criar super-soldados alterados geneticamente, só que houve vazamentos e toda a Racoon teve que pagar por isso. O perigo biológico que existia na cidade tinha sido produzida pela própria Umbrella. A bomba lançada na cidade foi uma “queima de arquivo” por parte da empresa. Na época eu não estava muito a par dos acontecimentos, apenas tinha ouvido relatos que Chris e Claire tinham se envolvido de alguma forma, mas não sabia bem a natureza desse envolvimento. Quando fui procurar informações, descobri que Chris estava na Europa... Então deixei o caso pra lá, mesmo que eu sentisse que havia algo errado.

Algum tempo depois, eu recebi um envelope... Aquele envelope que você tentou abrir, mas eu tomei de suas mãos, lembra? O pardo, bem grosso. Peço desculpas novamente por ter sido tão brusco, mas por algum motivo eu sabia que aquele envelope não trazia boas notícias, e se isso fosse verdade, eu não podia arriscar envolvê-la nisso. O envelope continha uma matéria, escrita por um repórter que conseguiu escapar de Racoon e que, provavelmente, a essa hora já deve ter sido morto, na melhor das hipóteses. Acredite, a Umbrella é muito boa quando se trata em queima de arquivo. Por isso tem se mantido como exemplar por tanto tempo no mercado. Eu não sei bem porque ele enviou aquele envelope para mim, já que eu nunca o conheci, mas tenho a impressão de que isso tem a ver com o fato de eu ser um Redfield. Inclusive, na matéria mencionava-se a possibilidade de haver um heroísmo genético na família Redfield.

A reportagem mesmo parecia a narrativa de um conto do Stephen King, mas eu já vinha me incomodando devido a tantas incoerências nos relatos oficiais envolvendo o ocorrido com a cidade. Por via das dúvidas, tentei contatar Chris e Claire para tirar a limpo essa história. Chris estava ainda na Europa e Claire tinha ido atrás dele. Felizmente, consegui entrar em contato com o Chris e ele me confirmou a história, preenchendo as lacunas existentes. Claire estava aprisionada numa mansão e ele estava viajando para libertá-la. Ao modo dele ele pediu desculpas por me envolver e sugeriu que eu sumisse um pouco do mapa, enquanto ele resolvia a situação.

Era algo bem do feitio dele fazer isso. Chris sempre foi um lobo solitário. E como era bem do meu feitio, eu não o ouvi. Resolvi investigar um pouco mais, procurando descobrir novas informações. Comecei então pela morte do seu irmão, e descobri que ele fazia parte da equipe que estava envolvida com os experimentos em Racoon. Pelo que parece, ele acabou descobrindo a finalidade da Umbrella com tais pesquisas e tentou sair do projeto. Não duvido que, impulsivo como ele era, ele deve ter falado disso abertamente, provavelmente falando sobre denúncia... Conhecendo a Umbrella como eu conheço agora, tenho total certeza que ela não permitiria que ele saísse de um projeto como esse, tampouco que falasse do projeto a outros. E provavelmente a morte do seu irmão não foi acidente como tanto alegaram...

Só que eu investiguei demais e isso começou a chamar a atenção, por isso antes que esse perigo chegasse a você, eu parti. Não fugi, acho que nisso aquele repórter tinha razão... Talvez haja um heroísmo genético nos Redfield. Eu parti para uma pequena cidade da América do sul, onde Chris disse que havia provavelmente uma sede da Umbrella que ele pretendia investigar posteriormente, após resgatar Claire. Antecipando os passos dele, eu mesmo resolvi investigar a cidade. Precisava me afastar de você, para protegê-la, e ainda podia ajudar meu primo a combater essa ameaça que é a Umbrella Corporation. Dois coelhos com uma só cajadada.

Por isso entrei em contato com Michael e fiquei de mandar para ele, uma vez por semana, um sinal de que ainda estou vivo e deixei ordens claras que, após duas semanas sem receber meu sinal, entrasse em contato com você e lhe entregasse essa carta que escrevo de punho próprio. Assim você pode identificar minha letra. Junto a ela está um pacote, onde estão os meus avanços sobre as pesquisas que realizei na cidade, além da matéria do reporte e mais alguns documentos que encontrei enquanto investigava a morte do seu irmão. Eu peço que você envie para o endereço que se encontra numa lista, com cópia para os outros quatro endereços. São os endereços da Claire e do Chris, bem como de dois amigos deles, Jill Valentine e Leon Kennedy.

Bem, não preciso dizer que se você está recebendo esse pacote do Michael é porque muito provavelmente algo aconteceu comigo, né? Finalizo esta carta pedindo desculpas por não poder te pagar aquele sorvete que eu havia prometido, e que eu ainda tinha uma esperança de vê-la ficar com o nariz vermelho de raiva quando eu chegasse tarde em casa, além de querer provar aquela sua lasanha maravilhosa que só você sabe fazer. Desculpa. Não deu... Obrigado por tudo, Lara. Embora nunca tenha falado ou demonstrado, por respeito ao seu irmão, você pra mim sempre foi mais do que uma amiga... Espero que seja bastante feliz.

Com amor,
James Redfield
(e sim, fui eu quem deixei o bolo de aniversário dos 8 anos do Harry cair naquele dia... Foi sem querer mesmo!)

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