7º Cena - O chamado das sombras

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7º Cena - O chamado das sombras

Mensagem por LordAzzur em Seg Out 08, 2012 2:10 am

Era a primeira vez que ela liderava um grupo de soldados, e ela não gostava nada disso. Mas Javert e Greta insistiram tanto que Lady Tristana não teve como negar. Era para ser apenas mais uma missão de reconhecimento que sozinha faria sem grandes riscos. Agora estava presa em uma caverna, junto com os sobreviventes da unidade militar de batedores de Demacia, enquanto lá fora, cercando a caverna, os goblinóides montados em Worgs cercavam o lugar.
Ela observava o desespero daqueles homens, ouvia alguns "sabia que não devia ter me alistado nos batedores! Droga!" E o medo se alastrava como fogo no campo, Tristana só pensava em fugir, mas não podia deixar todos aqueles homens morrerem de forma tão estúpida. Ela teve que fazer uma escolha difícil. E a tomou sem pensar duas vezes, reuniu aqueles que sobreviveram ou não haviam fugido em pânico e atravessou as barreiras entre o Mundo Do dia e o Mundo das Sombras.
- Acalmem-se, vou tirá-los dessa, basta apenas que sigam minha liderança e não se separem. Tampouco prestem atenção no que há para aquele lado - E apontou a minúscula mão para um dos lados da barreira - Se algo os chamar de lá, por favor, ignorem!
Eles estavam na barreira, de um lado, podiam observar o Mundo do Dia como um lugar borrado e do outro, o Sombrio, como uma mancha escura e entropica. Já havia se encontrado em terríveis encrecas por ter visto alguem se perder ali e não permitiria que ocorrese novamente. Andaram por alguns metros e em pouco tempo percebeu o acampamento onde estava Javert e os outros. Reabriu o portal, fingindo invocar arcanos complexos possivelmente ensinados por Ryze e colocou todos para fora. Durante a travessia, Tristana jurou ter ouvido o som de asas, e aquilou a deixou totalmente perdida, como se não tivesse parado no lugar certo...
- Isso é normal minha filha. - Disse a velha senhora sentada na varanda da casa a noite, Tristana ainda era criança, como apenas uma criança halfling pode ser, muito pequena. - Aquele lugar do outro lado da barreira é nossa terra natal. Quando atravessar para cá, você notará que este não é nosso ambiente, nosso lar, por mais que nos acostumemos com ele.
Novamente Tristana estava sentada na cama de sua barraca de campanha. Encostou no canto, apagou as velas e chorou...Chorou por sua avó que nunca pode ver a sua terra Natal, chorou por todo o seu povo dizimado pelas forças do Adversário, um ser tão tenebroso que sua mãe contava histórias para ela sobre ele quando queria que se comporta-se. E no fim, chorou pelos batedores que morreram. - Minha culpa - ela pensava - Nunca deveria ter liderado eles para lá, não sou uma guerreira eu sou um...
- Halfling e halflings não choramingam pelos cantos da barraca, eles vivem nas bordas sombrias e montam seu próprio destino e os sonhos com suas próprias mãos...- Lady Tristana ouviu essa voz surgir aparentemente do próprio ar em sua barraca. Com um misto de susto e ódio, puxou as adagas que estavam no criado mundo ao seu lado e procurou o inimigo.
- Não é preciso tudo isso menina! Estou aqui, não vê? - Foi assim que como alguem que lembra de uma velha piada, Tristana soube que era preciso ver através da barreira para enxergar o que quer que fosse, forçou a vista e viu uma criatura alada com asas de borboleta e fazia um fino barulho de flap ao batê-las para se manter no ar. Seu corpo era um pouco brilhante, mas era a miniatura de uma mulher elfica, se é que isso era possível.

- Quem é você? - Perguntou quase histericamente Tristana, aquele dia não havia sido fácil e parecia que não acabaria também.
- Desculpe, deixe-me apresentar propriamente! Sou Eleniel Aliviniar Tardhuniel! Uma fada. Venho da terra Sombria, nosso lar.
- Você disse nosso?
- É de onde você vem, e de onde nossas raças confraternizavam antes de Azrai e o Adversário. Eu consegui segui-la através da barreira, pois sua energia divina é forte o suficiente para me levar junto. O Adversário fechou a muito tempo a barreira e é quase impossível atravessa-la de lá. Eu a segui por que, pela sua energia, vejo que apenas você pode ajudar nosso povo, as fadas, a tomarem seu mundo de volta!
- ....
- Eu sei, eu sei, isso foi rápido demais...desculpe... Mas entenda! Eu pude seguir sua tristeza, sua angustia. E sei o que a deixa tão pertubada todas as noites aqui. Você deseja retornar a sua terra!
Então a pixie sorriu. Apesar de tudo aquilo, a presença dela era reconfortante, parecida com a sensação de retornar para casa.

E então amigo? O que você faz?

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Re: 7º Cena - O chamado das sombras

Mensagem por Leishmaniose em Sex Out 12, 2012 10:37 pm

Olá,

Tristana apenas meneia a cabeça, coçando a fronte e diz, procurando manter a pose altiva:

- Sim, tenho o desejo de que meu povo retorne pra lá. Mas não de forma tão destrutiva como a do Coringa que prefere condenar aos outros para que seu objetivo seja alcançado. O Adversário deve ser derrotado, mas isso exige tempo e preparação. E é o que tenho tentado fazer, auxiliando um grupo de pessoas e um reino que têm a potencialidade de, futuramente, resolver isso. E até que isso ocorra, eu devo me preparar também.

Tristana focou um pouco no nada, lembrando-se do mito de seu povo sobre as almas que deverá carregar até que chegue ao portão do mundo dos mortos. As almas que morreram em suas mãos, por suas mãos. Ela tem mais de 200 almas a carregar e isso fará sua jornada espiritual ser bastante longa. Não permitiria que isso acontecesse novamente, não em seu turno. Quando fosse fazer algo, seria do seu jeito. 190 vidas foram perdidas por causa do capricho de alguns e da sua passividade em aceitar pra não querer continuar discordando. Aquele fora um erro seu, um aprendizado árduo, mas que pelo sangue de 190 homens que estão em suas mãos, ela não deixará que se repita novamente. Com o olhar firme, ela fitou a fadinha.

- E o que você deseja, pequena sprite?

Bonanças.

Atenciosamente,
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