Tormenta - Fragmentos de um Brownie: Jogadas do Destino

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Tormenta - Fragmentos de um Brownie: Jogadas do Destino

Mensagem por Leishmaniose em Sab Jun 27, 2015 2:45 am

Olá,

Por volta de 2005, o Gabriel "Delhintis", um dos membros fundadores do Inominattus, resolveu mestrar o Libertação de Valkaria em um pbem através do Multiply. Infelizmente, o jogo não foi pra frente, mas rendeu um dos meus personagens favoritos de RPG, o Labrador Brownie.

Em 2010, no hype do grupo do Sandu com o Tormenta RPG, Joka decidiu mestrar um jogo de mesa no cenário de Tormenta. Como a classe do bardo no sistema ficou muito boa a ponto de eu me interessar novamente por ela, decidi dar uma revitalizada no personagem e utilizá-lo no jogo. O jogo teve andamento e o personagem mostrou-se bastante funcional, fortalecendo-o no meu hall de personagens favoritos.

Ainda devido ao hype, Joka acabou empolgando-se de mestrar uma segunda mesa - este, um grupo mais neutro e maligno, pra qual eu fiz uma clériga que pretendo postar ainda o background dela. Infelizmente, ele percebeu que não daria conta e quando foi colocado em votação, o grupo preferiu que a segunda mesa continuasse em detrimento da primeira. Acabei me desfazendo da clériga de Tenebra e levando o Labrador pra esse segundo jogo, tornando-se o único personagem com tendência boa no grupo. O jogo acabou sendo explodido, como tantos outros daquela época, devido à ação dos jogadores e o personagem voltou novamente pra gaveta.

Abaixo segue o conto que fiz na época da revitalização para o jogo de Joka. E na postagem seguinte, o background do Labrador Brownie, com toda sua história narrada em primeira pessoa.

Bonanças.

Atenciosamente,
Leishmaniose

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"Se o Destino for mesmo um Moinho...
Nós somos os grãos esmagados em seu mover."



"Se não posso proteger apenas estendendo a minha mão, desejo uma espada...
Um poder capaz de despedaçar o Destino deve ser como a lâmina de uma espada."


"Você encontra a Aventura
Ou a Aventura encontra Você".
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Fragmentos de um Brownie - Jogadas do Destino

Mensagem por Leishmaniose em Sab Jun 27, 2015 2:47 am

Fragmentos de um Brownie – Jogadas do Destino
 
       Era um fim de tarde tranquilo. O sol se aproximava cada vez mais do horizonte, enquanto a brisa suave e o farfalhar da copa das árvores criava uma melodia natural para a chegada do crepúsculo. Sentado debaixo de um limoeiro, um jovem tentava descrever com versos o ocorrido no início da tarde. Seus cabelos azuis caiam-lhe nos olhos, enquanto se concentrava no pergaminho. Ao seu lado, um bandolim pendia, preso por uma tira, e havia uma mochila entreaberta, revelando caixas de pergaminhos e material para escrita, incluindo uma pena de ganso que balançava com o vento e um frasco de tinta que vazava homeopaticamente por ter virado de lado, manchando a mochila. Alguns metros à frente, uma garota agitava um sabre perfurando a madeira de uma pereira, procurando disfarçar a ansiedade que sentia pelo término da tarefa do garoto. Não conseguindo mais conter-se, disse:
 
       — Vamos, Brownie! Você já fez versos melhores em menos tempo que isso.
 
       — Não é assim, Jen. — respondeu o jovem sem tirar os olhos do pergaminho. — Esta será minha obra-prima! Meu presente de aniversário adiantado. Você verá! O pessoal da taverna vai babar quando eu recitá-la no Festival de hoje à noite. — retirando os olhos do pergaminho por alguns segundos, ele a fitou com um brilho no olhar e com um sorriso, completou. — Com esses versos, toda a família Sprite admitirá o seu talento nato para os duelos.
 
       Ele deu uma leve piscadela para a garota, retornando de imediato à sua dedicação na composição da obra. A jovem fez um gesto de descaso e balançou negativamente a cabeça. Voltando a realizar estocadas contra a pereira, que não tinha como se defender – apesar de em Pondsmânia se encontrar árvores que poderiam se defender.
 
       — Muita gentileza sua, Brownie. Mas nem se eu derrotasse o próprio Keen no torneio do mundo dele e me tornasse a nova deusa da guerra, eles admitiriam isso. Não conseguem superar que uma garota de sua família não queira ser uma clériga ou barda. — fechando um pouco o rosto, ela suspirou, concluindo com um tom de desdém. — Grande coisa!
 
       — Olha a língua, mocinha. Não esquece que eu sou um bardo, tá? — ele falou, sem retirar os olhos do papel. — Além do mais, sua raiva é pelo tabu da sua família, não contra os bardos e os clérigos em si.
 
       — Desculpa, eu apenas...
 
       — Eu sei. Não se preocupe. Eles reconhecerão seus talentos com esses versos, pode ter certeza disso! — respondeu o bardo, procurando o vidro de tinta e fazendo uma careta ao vê-lo manchando a mochila. Mas não tinha tempo a perder, ajeitando o mesmo, umedeceu a pena novamente no tinteiro e voltou à sua atividade.
 
       O bardo repassava mentalmente a cena ocorrida no início da tarde, procurando encontrar as palavras que não só descrevessem a cena, mas acrescentassem beleza e graça a cada descrição. Algo que mexesse com a emoção das pessoas e elas pudessem sentir a vibração e a magia daquele feito, como as grandes histórias tinham o poder de fazer no coração de quem as ouvia. Sozinha, Jennifer Sprite, a jovem a atacar uma pereira, conseguira vencer Arnald Troll, um jovem membro da família Troll.
 
       O feito estava relacionado ao fato de que a família Troll tinha uma função extremamente militar no vilarejo de Shaed, o lar de Jennifer e dele, Labrador Brownie. Todos os membros dessa Família eram guerreiros natos e conhecidos como invencíveis. Jennifer enfrentara e vencera aquele que era tido como o mais forte da nova geração da família. E essa vitória merecia um poema com versos de orgulhar a deusa da poesia em pessoa. E ele os recitaria em pleno Festival da Colheita, na maior taverna da cidade, onde boa parte da cidade estaria reunida comemorando – o fato de ser a única taverna na cidade, garantia que as pessoas realmente fossem pra lá, além de torná-la definitivamente a maior taverna da cidade.
 
       — Sprite! — o grito ecoou alto.
 
       Labrador e Jennifer olharam na direção do grito, onde pelo caminho que levava às fazendas ao sul de Shaed, vinha um homem gigante, carregando uma montante com uma lâmina de quase 1,80m de altura e cerca de 50 centímetros de largura. Era Arnald Troll, aparentemente em busca de vingança, mas dessa vez devidamente armadurado e armado. O duelo que ocorrera algumas horas antes tinha sido completamente desarmado, com ambos usando os punhos e sem armadura protegendo o corpo. Ao lado de Arnald havia alguém mais alto e mais largo que ele, quase no limiar de altura de um humano comum. Era o irmão mais velho de Arnald, Silvester Troll, conhecido por derrubar touros com as mãos nuas.
 
       — A coisa vai esquentar, LaBrown. — falou a garota retirando as lascas de árvore do sabre.
 
       — Não. Não. Espera aí. — Labrador levantou-se, tentando guardar as coisas rapidamente, o que resultou no tinteiro voltar a pingar tinta dentro da mochila e alguns pergaminhos amassando. Retirando a grama das roupas, ele adiantou-se na direção dela. — Deixa que eu cuido disse, swashbuckler.
 
       — Tudo bem. — ela sorriu, olhando de canto de olho para ele. — Só quero ver como você vai falar com aquela montante encravada na sua boca.
 
       — Já falei o quanto eu adoro seu otimismo? — ele falou.
 
       O bardo acenou com a mão para os dois que se aproximavam. Silvester acenou de volta. Ele tinha uma expressão serena no rosto, o que renovou os ânimos de Labrador. Apesar da altura e da força, Silvester era conhecido por ser uma pessoa pacífica, utilizando-se da violência apenas em casos extremos. A presença dele ali amenizava, pelo menos na mente do bardo, a expressão de pura fúria que o irmão mais novo do gigante tinha no rosto.
 
       — Boa tarde.
 
       — Boa tarde, Silvester. A que devemos a honra?
 
       — É que eu ouvi uma história, jovem Brownie, de que sua amiga derrotou meu irmãozinho em um duelo justo.
 
       — Justo mesmo. Sou completa testemunha de que ela não usou nenhum truque e ambos estavam desarmados. — argumentou o bardo aproveitando a deixa dada.
 
       — É. Foi exatamente essa a história que ouvi.
 
       — E qual é o problema, então? — perguntou Jennifer, inquieta por ser vítima do olhar em fúria de Arnald. — Veio tirar uma melhor de três?
 
       Silvester sorriu, ao contrário do irmão, que apertava o punho da espada ao ponto de um filete de sangue escorrer discretamente. Estava claro pra Labrador que ele só fora até ali por insistência do irmão, o que intrigava o bardo. Mas antes que ele pudesse perguntar sobre a situação, Silvester prosseguiu:
 
       — É que há uma tradição na família Troll. — a palavra tradição fez um calafrio percorrer a espinha de Labrador. — A garota que derrotar um homem de nossa família deverá ser cortejada por ele.
 
       — Nunca! — exclamou Jennifer, cerrando o punho com força no cabo de seu sabre. — Não vou me comprometer com alguém como ele só porque ele quer!
 
       — Está distante do “querer”, senhorita Sprite. — respondeu Silvester, com um olhar que demonstrava compreender os sentimentos da garota. — É uma Tradição na nossa Família. E a senhorita sabe muito bem como as tradições são importantes em Shaed...
 
       — E... — balbuciou Labrador, intervindo antes que Jennifer criasse um incidente maior e procurando ganhar tempo pra pensar em algo. — E se o homem já for casado?
 
       Silvester olhou para o garoto como se não tivesse entendido a pergunta, mas após dar uma risada, respondeu:
 
       — Nesse caso, jovem Brownie, a esposa dele vai ter de desafiar a garota e vencê-la. Mas acho que isso não se encaixa na situação, já que ambos são solteiros, não?
 
       — Sim, foi mais uma dúvida retórica. — respondeu Labrador.
 
       — Como se alguém fosse querer casar com isso aí! — bradou Jennifer.
 
       — Você não deseja se casar com o meu querido irmão? — perguntou Silvester, em um tom de voz lento, como se precisasse deixar bem explícito o que já estava claro e isso deixara Labrador apreensivo. Havia algo ali.
 
       — Nem se ele fosse o último homem do mundo! — respondeu Jennifer prontamente, antes que Labrador pudesse impedi-la.
 
       — Ótimo! — exclamou Arnald, com um tom de voz que fez o bardo perceber que realmente estavam com problemas. — Essa cortesã eu só pegaria por uma noite e estando muito bêbado. Nem peitos ela tem!
 
       Jennifer girou o sabre, desferindo um corte em Arnaldo, que apenas sorriu largamente, empunhando a montante. Labrador avançou para tentar deter a luta, mas foi erguido por Silvester. Surpreso, disse:
 
       — Me solta! Eles vão se matar!
 
       — Se a garota recusar o cortejo, a tradição diz que o homem deve derrotá-la em um novo duelo, para que ele recupere sua honra. Pra sua segurança, acho melhor ficar longe deles.
 
       Arnald avançou com um golpe vertical em direção à garota, que esquivou-se do ataque saltando para trás. Apesar da velocidade da garota, a espada ainda conseguiu realizar um corte superficial no braço esquerdo dela. Só o bardo estava preocupado pela espada ter aberto um sulco na terra que dava pra plantar uma muda de árvore. A swashbuckler procurava uma brecha, mas a montante do adversário dava a ele uma área de ataque maior e entrar descuidadamente nessa área poderia ser letal devido à Força dele.
 
       — Silvester! Olhe esses golpes! Eles vão se matar!
 
       — A morte é opcional em um duelo de honra. Mas é o vencedor que irá decidir se será uma vitória com ou sem morte. — respondeu Silvester calmamente.
 
       Arnald girou a lâmina na horizontal, desferindo um golpe que partiu o limoeiro em dois. Jennifer agachou-se rapidamente, escapando por centímetros da lâmina que passou acima dela. Aproveitando que ele estava preso ao impulso do golpe, ela atacou-o com o sabre. Ataque esse que foi aparado por um contra-ataque do braço esquerdo dele, que além de defletir a lâmina, acertou Jennifer no ventre, arremessando-a contra o tronco cortado do limoeiro. Com uma agilidade maior do que a esperada para alguém do seu tamanho, ele girou a lâmina da espada antes de terminar o movimento horizontal e o direcionou verticalmente na direção da garota. A espada encravou uns 5m na terra, levantando grama, enquanto Jennifer rolava para longe do oponente. Antes que ela pudesse se recuperar, ele ergueu a espada ainda encravada no solo, abrindo um buraco e acertando-a com terra e a parte chata da lâmina. A garota girou no ar, caindo a metros dali.
 
       — Ela é um membro da Família Sprite! As consequências políticas serão terríveis!
 
       — A família está ciente disso. Falamos com eles antes de procurarmos vocês. — respondeu Silvester ao bardo. — Você também tem que lembrar que por ser a principal milícia de Shaed, a influência da família Troll pode não ter força burocrática, mas a influência política tem o mesmo peso que a da Sprite.
 
       — Como é que você mantém essa calma? Ele está massacrando-a!
 
       — Com o tempo você vai aprender que precisamos lidar com situações que vão além de nossa vontade. — respondeu Silvester, com um tom de desânimo, que fez o bardo atentar que o outro punho dele, o livre, estava cerrado com tanta força que estava vermelho. O Troll não estava gostando daquilo tanto quanto ele, a diferença é que seu senso de lealdade à tradição era maior.
 
       Jennifer levantou-se cambaleante e avançou na direção de Arnald, gritando de ódio. Desviando-se de um ataque inicial do seu oponente, ela o atingiu diretamente no ventre, atravessando a proteção da armadura ao ponto de penetrar-lhe a carne. Mas o seu oponente fora mais rápido em um giro com a montante, acertando-a devido ao longo alcance da arma, por mais que ela tenha saltado para se afastar. Ela desfaleceu no chão, enquanto o seu oponente avançava na direção dela, preparando-se para desferir um novo golpe. Parecia claro que a simples derrota não seria suficiente.
 
       — Não! Não! Não! Silvester! Como eu posso impedir isso?! — bradou o bardo, olhando para o Troll que apenas sorriu de canto de boca para o garoto.
 
       Arnald girou a lâmina verticalmente para desferir um novo golpe, mas a espada foi atingida por uma lufada de vento frio. Por acertar a parte chata, fez com que a montante oscilasse, parando o golpe. Arnald olhou intrigado para o bardo, que liberto de Silvester, apontava para ele, gritando:
 
       — Eu o desafio, Arnald Troll! Pela tradição da família Troll, eu, Labrador Brownie, o desafio pela vida de Jennifer Sprite!
 
       — Eu não sou assassino, esquilo. Não ia matá-la, só ia cortar o cabelo dela pra que ela aprendesse a lição. — falou Arnald, pegando a montante.
 
       — Não? Eu pensei que... Ah, que bom. Então podemos parar com isso e irmos todos pra casa.
 
       — Infelizmente, não é assim que a Tradição dita, jovem Brownie. — falou Silvester.
 
       — Como assim?
 
       — O desafio foi feito, esquilo. Ele deve ser levado até o fim. — falou Arnald, erguendo novamente a montante.
 
       — Você sabia que ele não ia matá-la. Por que não me disse? — perguntou Labrador.
 
       — Eu não sabia. Apenas podia confiar no bom senso do meu irmão. Acima de tudo, somos protetores de Shaed e dos seus habitantes, o que inclui a jovem Sprite. No fim, sua determinação deu um rumo interessante a tudo isso. Quase dá pra ver os traçados dos planos de Thyatis nessa situação...
 
       — Do que...
 
       — Vamos logo com isso, bardo. — falou Arnald, olhando de canto de olho pro irmão, como se ele tivesse entendido ao que o Troll se referia. Voltando a olhar para Labrador, disse. — Tenho que me arrumar pro Festival. E já que você anda tão duvidoso do meu caráter, não se preocupe. Não vou matá-lo. Dar azar matar bardos.
 
       Labrador suspirou fundo, puxando seu alaúde e dedilhando uma melodia. Ao redor dele, o ar ondulou, revelando a criação de uma armadura de energia arcana. Bardos não eram os melhores magos do mundo, mas ele tinha seus truques e pretendia usá-los bem. Dedilhando uma nova marcha, ele caminhou na direção de Arnald, que o esperava com a montante erguida. Ao sentir um ânimo invadir seu corpo e sua mente clarear-se mais a ponto de analisar toda a situação com facilidade, ele vira que fora atendido na solicitação de auxílio divino que realizara ao dedilhar o alaúde. As magias estavam prontas para o duelo, ele só precisava focar em não ser atingido. Estava mais que óbvio que um único golpe do Troll o derrubaria.
 
       — Terminou com as mandigas? — perguntou Arnald, ao que Labrador respondeu com um aceno de cabeça. — Comecemos!
 
       O guerreiro avançou com sua montante erguida na direção do bardo, que aporveitou a distância entre eles para dedilhar uma marcha de evocação. Um projétil de luz, amplificado pelo auxílio divino de Tanna-Toh que ele solicitara, partiu na direção do guerreiro, seguido de mais dois. Os projéteis o atingiram de forma certeira, fazendo-o sentir o desgaste e o machucado que a luta com a swashbuckler tinha causado – que fora bem maior do que aparentava. A velocidade de deslocamento do guerreiro em sua armadura não fora o suficiente para que chegasse no bardo antes que ele pudesse dedilhar novamente seu alaúde. Portanto, ao ser atingido por novos projéteis, o guerreiro foi ao chão, inconsciente, enquanto sua montante passava raspando ao lado do bardo.
 
       Labrador estava ofegante, mais por nervosismo de ter de entrar em uma luta do que por qualquer esforço que tivesse feito. Não estava acreditando, ele tinha conseguido mesmo derrotar Arnald. Tudo bem, o oponente estava com machucados e um ferimento no ventre devido à luta com Jennifer, mas mesmo assim...
 
       — Sagrada Tanna-toh! — exclamou o bardo, estupefato.
 
       — Ora, ora, ora... — falou Silvester, aproximando-se lentamente. — Não se pode negar quão interessante é o desfecho em que um pequenino Brownie derrota um gigante Troll. Eu diria que a vida reserva algumas boas surpresas, se essa realmente não passasse a impressão de um toque do Destino.
 
       Labrador olhou para o Troll, aquela era a segunda vez que ele mencionava isso, havia algo ali... Só que ele tinha a impressão que Silvester não contaria diretamente ao quê se referia, assim como não contou sobre a possibilidade do seu irmão não levar o duelo até a morte, permitindo que ele se envolvesse naquilo. Silvester olhou para ele e olhou para o irmão e voltando o olhar para ele, perguntou:
 
       — Faz as honras?
 
       — Ah, desculpe. — e dito isso, ele dedilhou uma nova balada, essa mais acolhedora e suave, que fez um brilho esverdeado envolver Arnald por alguns segundos.
 
       O Troll começou a tossir, levantando o rosto da terra com uma certa dificuldade, já que a magia de cura utilizada pelo bardo poderia ter fechado seus ferimentos mais graves, mas a dor ainda continuava. Auxiliado pelo irmão mais velho, ele se levantou. Labrador entregou a montante para ele, usando de toda a sua força, só para erguer o cabo até a altura de Arnald.
 
       — Nossa, um único golpe desta arma e eu teria partido dessa pra melhor.
 
       — Já falei que não sou assassino, Brownie. — falou Arnald, pegando a espada.
 
       — Então, estamos todos quites?
 
       — Sim. Você duelou pelo direito à vida de Jennifer, não pelo duelo dela em si. Ele venceu ao duelo com ela, apenas perdeu o direito de decidir o desfecho do duelo. — falou Silvester.
 
       — Cara, bastava você ter ficado parado e eu tinha te livrado dessa... Ela nem tem peitos.
 
       — Do que você está falando? — perguntou Labrador olhando para Arnald. O Troll mais novo não era tão sutil quanto o mais velho, talvez conseguisse informações sobre a conversa de Silvester.
 
       — Tudo ao seu tempo, jovem Brownie. — falou Silvester. — No momento é melhor você ir ver como está sua... amiga, não?
 
       — Jennifer!
 
       Labrador saiu correndo, um pouco desajeitado devido ao nervosismo da batalha, na direção da amiga, erguendo-a com um certo esforço e a apoiando sentada contra a pereira que ela atacara tanto antes. Silvester já estava distante, apoiando o irmão nos ombros, quando o brownie gritou:
 
       — Ei, do que vocês estão falando, afinal?
 
       — Até mais tarde no festival, jovem Brownie. — despediu-se Silvester. Parando, ele voltou o olhar na direção deles e sorrindo, concluiu. — Considere-se sortudo por existir a Tradição, muitos te invejarão, jovem Brownie.
 
       — Essa Tradição de vocês só nos meteu em encrenca. — respondeu Labrador, levantando-se.
 
       — Ele não estava falando da Tradição da nossa família, esquilo. — Arnald deu uma gargalhada alta. — Muita boa sorte!
 
       Os dois voltaram a prosseguir na direção de Shaed. Labrador ia questioná-los sobre isso, quando ouviu sua amiga gemer. Suspirando, ele se deu momentaneamente por vencido e agachou-se, olhando pra sua amiga. Estava chateado por haver conhecimentos que ele como bardo não possuía, mas a culpa era toda dele... Por odiar a tradição da sua família, em que membros masculinos deveriam se tornar guerreiros ou patrulheiros, ele acabara negligenciando os estudos das tradições das famílias de Shaed. No fundo, o desejo dele era acabar com todas elas. Pondo seus pensamentos de lado, ele dedilhou uma música no alaúde e chegou a cantarolar uma canção, enquanto sua amiga era envolvida pelo brilho verde de uma magia de cura. Vendo sua amiga tossir, ele murmurou consigo mesmo:
 
       — Por isso que odeio essas tradições. Deixem-nas paras fadas. — levantando o tom de voz, apenas disse de forma audível. — Vamos, Jen, você precisa de uma clériga. Melhor voltarmos pro vilarejo.
 

       Olhando pra amiga que estava começando a despertar, ele respirou aliviado. As confusões terminaram. Ou pelo menos era o que ele achava, já que em breve descobrira o quanto estava enganado. Descobrira o quanto os acontecimentos daquele crepúsculo mudaria toda a sua vida. Tudo uma jogada do destino, cujo objetivo só o tempo revelaria...

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Leis, Tradições e Magias

Mensagem por Leishmaniose em Sab Jun 27, 2015 3:34 am

Leis, Tradições e Magia
 
                Sabe o que mais me incomoda na vida? O fato de algumas pessoas desejarem impor certas coisas a você e esperarem que você aceite de bom grado. Acho que nem mesmo os deuses possuem esse direito, mesmo com todo o poder que possuem. A pessoa deve ter o direito de escolher ou não o seu próprio destino, de escolher as lutas que vai lutar, e, acima de tudo, pelo quê quer morrer. Mas parece que grande parte do mundo não pensa assim. Mesmo em Pondsmania...

                Chamo-me Labrador Brownie, tenho 18 anos e sou um bardo nativo de Pondsmania. Meus pais sempre desejaram que eu seguisse a tradição da família, tornando-me um homem de armas com habilidades de combate. Mas eu percebi que não tinha tanta vocação para isso. Minhas habilidades eram mais sutis, como as artes e uma leve prestidigitação que pude desenvolver melhor depois. Então, após muita negociação, brigas e apoio do tio Pardal, um bardo aposentado, eu pude seguir o que desejava e não o que estava sendo imposto. Tornei-me um bardo.

                Com o tio Pardal eu desenvolvi a minha prestidigitação, apurei meu senso artístico e até desenvolvi um pouco de arte arcana para incrementar alguns efeitos durante minhas apresentações. Aos 10 anos eu já era convidado pra apresentar-me nas festas realizadas no vilarejo. Acho que foi a partir daí que meus pais pararam de reclamar sobre minha profissão e já não me chamavam mais de ovelha negra. A paz aparentava estar reinando de volta no meu lar no vilarejo de Shaed.

                Shaed é um vilarejo bem peculiar. Ele é totalmente formado por humanos, mas não sei se por puro capricho ou uma tentativa de não sentir-se deslocado em Pondsmania, possuía mais costumes de fadas que em muitos outros lugares de Pondsmania. O próprio sobrenome das Famílias era um exemplo claro. Cada família possui um sobrenome de fada, eu sou da Família Brownie. Vocês devem ter noção de como é fácil ser alvo de chacota com um sobrenome desses, né? Mas, isso não vem ao caso. O fato é que os costumes e etiqueta das fadas são complexos e mudam de lugar pra lugar, de momento pra momento. O que vale agora, pode não valer daqui a um segundo e valer onde não valia antes. Ou passar de educação pra falta de educação. Assim é Pondsmania, sempre foi. Mas tente reproduzir isso num vilarejo humano e verá como é algo impossível.

                Querendo ou não, os seres humanos possuem um pouco de estabilidade dentro de si, um pouco de ordem. Mesmo quando extremamente caóticos como os servos de Nimb, ainda assim há uma ordem a ser seguida, apenas se desconhecendo qual seja. Por isso se teoriza que Khalmyr e Nimb sejam duas faces de uma mesma moeda. No caso de Shaed, a reprodução dos costumes das fadas tornou-se um pouco mais estável. São escolhidos todo ano os costumes novos que serão aceitos no vilarejo e os antigos continuam vigentes. Apenas quando um novo se opõe a um antigo, é realizada a troca em benefício do novo. Foi justamente essa peculiaridade que me colocou na estrada em Arton e me fez, novamente, ser visto como a ovelha negra da família e mais, do vilarejo.

                Eu tinha uma amiga de infância, Jennifer Sprite. A família Sprite sempre foi tradicionalmente uma das famílias mais importantes de Shaed. Quase todos os burgomestres da história do vilarejo eram da Família Sprite ou era alguém vinculado à família, como o marido de alguma mulher da Família Sprite. Então, qualquer pessoa que desejasse ser influente no vilarejo deveria ter uma boa relação com essa família. Mas esse não era o meu caso, eu e a Jen nos odiávamos. Ela me chamava de afeminado por minhas vocações bárdicas, eu a chamava de masculina pelas vocações combativas dela. Só que ela passava pela mesma situação que eu, pois a tradição da família dela ditava que ela se tornasse uma barda ou uma clériga. Ela me odiava por eu ser um bardo. Eu a odiava por ela ser uma guerreira.

                Jennifer também teve ajuda pra conseguir seguir a vocação dela. Um antigo guerreiro swashbuckler que sempre protegia a cidade conseguiu convencer aos pais dela a permitirem que ela desenvolvesse essas habilidades. Jen acabou tornando-se uma Swashbuckler. Espalhafatosa, fanfarrona e brigona. Desejando a atenção de todo mundo por onde passava. E esse humilde bardo era um adversário pra ela, pois além de ser um bardo ainda conseguia muita atenção por meus talentos. Modéstia parte, após os 10 anos, em Shaed me tornei mais famoso que o Luigi. Mas nós crescemos.

                Aos 14 anos já não trocávamos mais tapas abertamente, um ignorava a presença do outro. Aos 15 nós já conversávamos civilizadamente. Aos 16 nos tornamos amigos. Foi a partir da amizade que percebemos o quanto tínhamos em comum e como podíamos atuar em parceria. Ela se envolvia em aventuras, eu as contava na taverna. Analisando agora, talvez tivéssemos nos envolvido mais um pouco, se não fossem aquelas leis ridículas...

                Tudo aconteceu numa tarde aparentemente normal como qualquer outra. Eu estava escrevendo um poema sobre os feitos de Jen e ela observava para ver se não tinha esquecido nada. Ela vencera um duelo na taverna contra Arnald, um membro da Família Troll, eles eram conhecidos como os melhores combatentes de Shaed e isso era um feito enorme.

                A Família Troll era formada exclusivamente de guerreiros e eram todos robustos. Por causa dessa característica, eles tinham uma tradição entre si. Que toda mulher que derrotasse um homem da Família Troll deveria ser tomada como esposa por ele, ou ser derrotada. Não era uma lei em Shaed, mas os Troll a seguiam à risca, tanto que entre algumas esposas havia amazonas e outras aventureiras. Jen e eu desconhecíamos essa tradição, por isso ficamos tão surpresos quando fomos abordados por Arnald e seu irmão mais velho, Silvester.

                Eu fui logo de início imobilizado e Jen encarou sozinha Arnald. Munido dessa vez com uma espada e uma armadura, o Troll conseguiu desacordar Jennifer. Eles não pretendiam se casar por comum acordo, mas parecia que só a vitória não era suficiente pois ele erguera a lâmina após ela cair. Tudo bem, eu sei. Foi um erro meu ter julgado tão depressa que ele a mataria, esquecendo que os Trolls eram os principais responsáveis pela segurança do vilarejo e dos seus habitantes. Então, no calor do momento, eu me informei com Silvester, que me imobilizava, o que eu poderia fazer. Foi assim que desafiei Arnald para um duelo. Só para descobrir que ele não pretendia matá-la, apenas cortar o cabelo dela como uma espécie de lição. Mas já era tarde, o desafio tinha sido feito. Pelo menos ele me deu tempo suficiente de lançar magias de suporte antes do combate. E, com alguns poucos mísseis mágicos, graças aos ferimentos causados pela Jen, ele veio ao chão antes de me atingir.

                O problema foi justamente após essa vitória. Um costume antigo das fadas era que todo aquele que salvasse uma fada de um perigo mortal teria sua eterna gratidão, devoção e dedicação em tudo que precisasse. Uma corruptela desse costume surgiu tempos depois, alegando que aquele que recusasse essa gratidão deveria morrer pelas mãos da fada. Justamente por causa dessa corruptela esse costume tornou-se opcional em Pondsmania. Apenas algumas fadas o seguiam e poucos seguiam à risca. Mas o bom senso não imperava em Shaed, mais precisamente na Família Sprite.

                Eu salvei Jennifer da morte, o que pela tradição da família Sprite, tornava-a minha noiva. Como eu disse, eu tinha um certo renome em Shaed por minhas habilidades bárdicas, por isso a Família Sprite viu em mim a chance de conseguirem consertar o “erro” de Jen ter-se tornado uma guerreira. Minha Família viu uma vantagem política nessa situação. E, em comum acordo entre ambas Famílias, meu casamento com Jennifer foi combinado. Éramos contra algumas das tradições das famílias e das leis de costumes de Shaed, Jen e eu tínhamos combinado quando mais jovens de lutar contra elas e derrubá-las. Por isso, acreditei que teria o apoio dela contra essa loucura.

                O problema é que em algum momento de nossa relação de amizade, ela se apaixonou por mim. E eu fiquei completamente surpreso com ela se encantar pela ideia. Tudo bem. Eu admito. Eu estava apaixonado também. Não tinha dito ou feito algo por não saber dos sentimentos dela em relação a mim, mas... Não vem ao caso. Nós não podíamos concordar com aquela tradição absurda. E acaitá-la apenas por conveniência, devido aos nossos sentimentos. Não era certo, sabe? Se tínhamos de nos casar, que fosse pelo amor um ao outro e com um apoio sincero de nossas famílias, sem interesses. Mas Jen fazia vista grossa a esses detalhes, mesmo eu explicando tudo. Até uma magia foi realizada pela avó dela, clériga de Wynna, vinculando um ao outro de forma que nós só poderíamos nos relacionar entre nós, e ninguém mais. Aquela pressão estava me matando, então, sem muito a discutir, na noite anterior ao meu casamento, peguei minhas coisas e parti de Shaed, escondido.

                Desde essa noite Pondsmania não tornou-se mais um lugar seguro pra minha pessoa. Primeiro tem os membros da minha família e da Sprite que querem me prender até que eu aceite me casar. Segundo tem os membros da Família Troll que querem derrotar aquele que derrubou o prodígio da família deles sem nenhum arranhão. Terceiro tem a magia lançada por nossas famílias. Essa maldição me vincula a ela de forma que caso nos envolvamos amorosamente com outra pessoa, essa pessoa cairá em um coma febril por dias e nós teremos uma forte crise alérgica. Quarto, que pelo mesmo motivo, tem os pretendentes de Jennifer que desejam casar com ela, por isso devem me matar pra que a maldição chegue ao fim. Quinto e último motivo é a própria Jennifer, que agora me persegue, alegando querer me matar por eu tê-la rejeitado. Embora eu não acredite muito, ela já teve minha vida em suas mãos algumas vezes e hesitou... Acho que ainda está apaixonada, só não quer admitir isso. Também estou, mas não vou contra meus princípios. Só retomarei nosso compromisso quando as famílias pararem com esse interesse besta e quando encontrar uma forma de quebrar essa maldição.

                É por isso, meu caro amigo que estou aqui, pedindo uma vaga nessa caravana, pra que eu possa seguir para Valkaria junto com vocês.
 
Dados Técnicos
 
Nome: Labrador Brownie
Raça: Humano
Classe: Bardo
Nativo: Pondsmânia
 
Aparência

Labrador possui pele branca, cabelos azuis e olhos castanhos avermelhados, algo que de alguma forma remeteria à magia de Pondsmânia. Tem 1,80 de altura e 70kg. Tem 18 anos. Usa um colete vermelho, uma camisa branca, uma calça verde e botas. Carrega consigo uma mochila e um bandolim, este última chamada carinhosamente de Manolo.


Personalidade

Labrador é um bon vivant, ele sempre tenta viver e aproveitar sua vida ao máximo. Sabe que não poderá fugir pra sempre da sua Família, então, tenta aproveitar ao máximo as experiências dessa sua jornada. Ele é um samaritano por dentro, não conseguindo recusar um pedido de ajuda e sempre tentando ajudar como pode, seja dando conselhos ou apenas fazendo alguma apresentação pra reanimar. Apesar de ser bom, ele costuma tentar disfarçar essa sua índole com a máscara do bon vivant, sempre aparentando estar despreocupado com a vida e mais interessado nos seus próprios interesses.
 
Ele só segue as leis enquanto for conveniente fazê-lo, pra ele as leis não são regras da vida e cada caso é um caso. Ele tem como objetivo pessoal tentar quebrar essa maldição e conseguir mudar um pouco a mentalidade da família dele pra aí sim poder assumir seu amor por Jennifer.
 
Observações:
 

  • Labrador Brownie tem um prêmio pela sua cabeça (vivo) colocado pelas famílias Brownie e Sprite que pretendem consolidar o casamento com Jennifer.
  • Os pretendentes a marido de Jennifer (que não são poucos, visto que ela é da família política mais influente de Shaed) tentam matar o Labrador, conforme a "tradição" (e também porque ou matam-no, ou a maldição os fará cair de cama por dias).
  • Alguns membros da Família Troll querem derrotar aquele que derrotou o talento prodígio da família sem ter nenhum arranhão.
  • Fora a própria Jennifer que de vez em quando aparece pra lembrá-lo do que ele fez, sendo mais incisiva e irritadiça quando ele está acompanhado por alguma garota.
  • Labrador Brownie adora cozinhar.

 
***
 
Nome: Jennifer Sprite
Raça: Humano
Classe: Swashbuckler
Nativo: Pondsmânia
 
Aparência

Jennifer possui pele branca, cabelos castanhos compridos e olhos verdes. Tem 1,65 de altura e pesa 58 kgs. Utiliza uma bandana dada por Labrador e os cabelos presos num rabo de cavalo. Traja camisa e calça vermelhas, com um cinto negro. Possui dois braceletes pretos de couro e sapatos mocassins, com meiões acima. Utiliza uma mochila para levar seus pertences e possui um sabre prateado que utiliza em combate.


Personalidade

Jennifer é uma swashbuckler. Gosta de chamar atenção por onde passa e devido ao seu grande orgulho não permite que a destratem por ela ser mulher. Jamais admite que está errada e raramente dá o braço a torcer em algo. Alega que pretende se vingar de Labrador pela humilhação que ele a fez passar, mas no fundo sabe que é apenas um motivo pra manter o contato. Apaixonada por ele, nega o sentimento, mas é visível sua irritabilidade quando o pega acompanhado por uma garota. Apesar disso, ela já o salvou várias vezes tratando das crises alérgicas que ele teve devido a alguma garota avançar o sinal, apesar dos avisos. Ela é boa, gosta de ajudar as pessoas. E a lei é algo que deve ser seguido à risca. Por isso tinha plano, junto com Labrador, de mudar algumas, para justamente poder deixar de seguir as injustas.

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Nós somos os grãos esmagados em seu mover."



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