Enervate RPG: Elliot Blake Pointer

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Enervate RPG: Elliot Blake Pointer

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 1:43 am

Olá,

No ano de 2012, na comunidade do Facebook do "Eu já joguei RPG de Harry Potter" ocorreu um movimento de revitalização do espírito de RPG potteriano da comunidade devido à grande quantidade de pessoas que desejavam jogar algum RPG Potteriano e não havia um board "bom" ou os que existiam exigiam uma dedicação que devido à vida real, onde a maioria das pessoas trabalhavam e estudavam em cursos superiores, não podiam dedicar. Esse movimento de revitalização iniciado pelo Codi resultou no Enervate, um board que funcionou durante um bom tempo, até começar a ocorrer situações que relembraram a alguns o porquê pararam de jogar. Como sempre, acabei metido na administração, inicialmente entrando apenas como suporte-ajudante e depois me vendo carregando a administração do lugar a ponto de desaparecer na primeira oportunidade por não querer levar o lugar nas costas sozinho - também tenho vida real, embora não pareça. Razz

O Enervate foi um dos poucos RPG's da linha RP que eu realmente cheguei a jogar antes de ser enterrado pelos compromissos administrativos do lugar devido ao sumiço dos outros que tiveram de dar suporte às suas vidas reais. Como era um revival, acabei utilizando o meu primeiro personagem criado pra um board desse tipo - e o board que acabou me metendo nesse mundo sem volta dos RPG's de fórum, que foi o Alohomorra. Abaixo segue a ficha feita para o personagem e posteriormente, as postagens, inclusive com RP's paralelas em que ele acabou se envolvendo durante o jogo. Smile

Nota: Se eu ainda estiver utilizando a signature com a foto da Jenna-Louise nesta conta e na conta do Leishuck Norris uma com o Doctor Who, elas são signatures oriundas deste RPG (do Elliot e da Jenna-Louise, que eram meus personagens, embora eu nunca tenha conseguido postar com a J-Lo, exceto no off-topic) que apesar de turbulento restaurou e trouxe à tona algumas coisas boas do movimento de RPGs potteriano.

Bonanças.

Atenciosamente,
Leishmaniose

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Pointer, Elliot Blake - "Allonz-Y!"

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 1:51 am


GERAL
Nome: Elliot Blake Pointer.
Data de nascimento: 02 de dezembro de 1997.
Nacionalidade: Escocesa.
Condição financeira: Classe Média.
Residência atual: A atual residência da família Blake Pointer é um casarão antigo de campo que localiza-se nos arredores de Raven’s Fall, um pequeno vilarejo bruxo localizado próximo às ruínas de um antigo castelo abandonado na costa da Escócia.

ORIGENS
Linhagem: Elliot é filho de dois bruxos, mas tanto a família paterna quanto a materna possui humanos bruxos e humanos comuns ao longo de sua linhagem. Nenhuma das duas famílias importa-se com linhagem de sangue pra “preservar a magia” há muitos anos, não possuindo preconceitos e não corroborando com ideias de elitismo genético. O sangue não define ninguém, no final serão suas ações que demonstrarão sua força e o seu caráter.
Pai: Angus Pointer, pesquisador e professor aposentado de Durmstrang. Suas pesquisas e materiais sobre Arte das Trevas possuem renome no Mundo Bruxo, mas devido ao seu histórico de vida, preferiu manter-se recluso, dedicando-se ao seu lar e suas pesquisas, sem mergulhar no mundo da fama acadêmica e congressos. Foi do pai que Elliot herdou a sagacidade mental e a ambição pela pesquisa acadêmica, embora tenha demonstrado maior aptidão para invenções do que para a teoria.
Mãe: Jena Pointer, dona de casa. Ex-aluna de Angus Pointer, um grande amigo do seu pai, acabou tendo um relacionamento com o professor após se formar, o que influenciou para que a família preferisse uma casa em um lugar discreto e tranquilo, onde pudesse viver sem sofrer críticas pela união. De Jena, Elliot herdou a coragem para fazer o que é certo e principalmente a lealdade aos amigos.
Irmãos: Fae Blake Pointer, irmã mais nova. Ele não sabe se foi influência dele, mas a irmã acabou desenvolvendo gosto por hobbies similares ligados ao mundo não-mágico e por isso possuem um repertório bastante similar que permite com que se entendam, às vezes, sem precisar de muitas explicações. Ele busca tratá-la normalmente, mesmo sabendo da tentativa dela de tirá-lo de sua bolha de paciência e sempre que pode tenta protegê-la – mesmo que não diga a ela nada disso, ela o odiaria.
Outros familiares: O irmão mais novo de Angus, Ethan é o único familiar que frequenta a casa dos Blake Pointer. Não tendo jeito para a carreira acadêmica acabou demonstrando seu interesse por Arte das Trevas de forma pragmática, tornando-se um caçador de criaturas e bruxos das trevas. Não possui filhos e nem esposa, também não possui endereço fixo e costuma ser encontrado apenas através do número do seu celular. Foi com o tio que Elliot aprendeu a não depender da magia, seja pra lançá-la ou pra quando estiver em lugares que não possa usá-la.

HOGWARTS
Ano e Casa: 4º ano, Grifinória.
Varinha: Falkor, como Elliot chama sua varinha, é feita de madeira de aveleira, tem 30cm de comprimento, o núcleo é composto de fibra de coração de dragão e ela é inflexível. Como toda varinha de aveleira, Falkor é leal ao seu dono, além de soltar uma pequena fumaça prateada quando passa perto de gêiseres e lençóis freáticos, tendo habilidade de detectar água subterrânea. O núcleo de fibra de coração de dragão a torna uma varinha poderosa e com especial habilidade pra uso de curses.
Vassoura: Elliot prefere manter, na medida do possível seus pés no solo, não possuindo vassouras ou tendo interesse de possuir.

PERSONAGEM
Descrição Física: Elliot lembra seu pai quando mais jovem, ou pelo menos é o que todo mundo alega. Tem por volta de 1,70 de altura e pesa cerca de 60kg. Seus cabelos são castanhos escuros, embora sob a luminosidade do sol possa aparentar um leve rutilismo. Da mãe herdou os olhos azuis. Caucasiano, ele costuma evitar o sol, por isso acaba permanecendo um pouco pálido. Costuma usar ternos, sobretudo e tênis. E não se incomoda com sua aparência, nem um pouco, sendo um tanto quanto desleixado.
Descrição Psicológica: Elliot tem uma personalidade extrovertida, possuindo uma certa facilidade de conversar com as pessoas, embora sempre goste de observá-las um pouco antes. De natureza racional, gosta de pensar e analisar todas as possibilidades antes de tomar uma escolha, mas nunca abandonando o curso de ação. Gosta de estar preparado para as situações e devido às inúmeras situações que vivenciou nos últimos anos, vem praticando raciocinar em meio a momentos de tensão, garantindo que seus improvisos sempre estejam atrelado a um raciocínio válido. Curioso, ele gosta de ler e se informar sobre tudo e possui aptidão para lidar com as coisas de forma tal que pouco se esforça naquilo que não o interessa – se preciso for, ele vai conseguir. Devido à sua postura racional, possui uma certa aversão à ideia de relacionamentos, visto que coisas afetivas costumam atrapalhar o uso da razão. Apesar disso é extremamente leal aos seus amigos.
Peculiaridades: Elliot sempre possui pacotes de mento’s no seu bolso, trazendo caixas dentro do malão para garantir seu estoque ao longo do ano. Além disso, Elliot atrai confusões. Se ele não estiver envolvido em uma confusão por conta própria, a confusão virá atrás dele de um jeito ou de outro, por isso mesmo costuma usar o mote “Você encontra a Aventura ou a Aventura encontra você”. Costuma praticar o Parkour, pois acredita que é a melhor forma de conseguir se deslocar no colégio – seja pra chegar numa aula que está atrasado ou pra não ser pego pelo Azazel. Seu jargão favorito é “Allonz-y!”.

ATRIBUTOS

  • Força: 0;
  • Destreza: 2;
  • Constituição: 0;
  • Inteligência: 4;
  • Sabedoria: 4;
  • Carisma: 0.


FEITOS

  • Artes Marciais Defensiva: Sabedoria (1);


  • Bruxaria (bônus);


  • Faz-Tudo (1);


  • Ferramentas Improvisadas (1);


  • Magiar (2);


  • Persistente (1);


  • Proficiência com Armas Exóticas: Varinha (bônus).


PERÍCIAS TREINADAS

  • Atletismo (0);
  • Bruxaria (2/4);
  • Conhecimento: Bruxaria, Tecnologia (4);
  • Defesa (4);
  • Diplomacia (0);
  • Enganação (0);
  • Furtividade (2);
  • Indagação (0);
  • Intuição (4);
  • Investigação (4);
  • Ofício: Eletrônica (4);
  • Percepção (4);
  • Perseverança (4).


ITENS MÁGICOS

    Uma mochila azul com espaço maior do que o tamanho externo, a quem chama de Tardis, comprada com sua mesada e o sobretudo com bolsos com o mesmo efeito.



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Uma Aposta Inusitada! A Corrida para King's Cross!

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 1:52 am

Status: RP Aberta.
Data: 01 de Setembro – 9h45min.
Local: Marylebone, próxima à Estação King’s Cross.
Participantes: RP Aberta. Desde que seja antes da chegada na Estação, onde a gente vai pular pro tópico fixo. ;D

. Capítulo I .

Era incrível como as coisas aconteciam com ele... Passara as férias todas em estado de tédio, apenas lendo e aproveitando o tempo livre para se aprofundar nas suas pesquisas. Tudo bem, descansara. Tudo bem, colocara suas séries de televisão em dia. Tudo bem, estava pronto para mais um ano tendo que encarar o “yellow-eyes”, que provavelmente voltaria com um certo rancor pelo desempenho dos Pointers em DCAT – as aulas extras com a Alleborn e o Doutor estavam tendo resultado. Tudo bem, pudera descobrir mais detalhes sobre a quebra da molécula do oricalcum e sua emanação de energia mágica – o que deixara sua mente em polvorosa. Mas a carta do JD chegara justamente no último dia de férias, dando ideias que eles estavam testando na França, nos laboratórios da Bouchard & Constantin, e isso o deixara cheio de teorias que estava querendo testar! Mas como? Estava indo pra Hogwarts e não tinha equipamentos eletrônicos lá... Se ele tivesse recebido isso antes do final das férias, teria sido “só alegria”, mas no final era extremamente complicado. Só havia uma alternativa... Traficar objetos eletrônicos para Hogwarts. Mas como ele conseguiria isso sem seus pais vetarem?

Essa foi a questão problemática que resultou em todo um plano de conspiração mundial. O primeiro passo foi convencer seus pais a deixá-los irem só. Sem a supervisão dos pais, poderia desviar do caminho e conseguir o equipamento necessário para seus experimentos. Mais de 12 horas foram necessárias para essa ação, mas com as palavras certas e os estímulos certos, o resultado foi de sucesso total. Elliot, Fae e Mimi, que estava de pirangueira na casa dos dois, iriam pra estação King’s Cross sozinhos. Segundo passo era conseguir uma forma de se livrar de Mimi e da Fae, o que não era tão difícil. Tendo o primeiro passo sendo executado, em uma conversa discreta com a irmã, resolveu fazer uma aposta: chegando na Estação de Flu de Londres, eles iriam sozinhos, cada um por seu caminho. E quem chegasse primeiro pagaria uma rodada de cerveja amanteigada por uma semana pro outro. Ambos não contaram a Mimi. Elliot acreditava que Mimi não sabendo, não poderia fazer nada e acompanharia Fae, não deixando-a ir sozinha. Terceiro passo era simples pra ele: memorizar todos os mapas da Londres “Above” e Londres “Below”, marcando os atalhos mais rápidos pra chegar na King’s Cross – afinal, ele não queria perder aquela aposta, estava disposto a não cobrar da irmã, mas pagar a aposta seria tenso... E por fim, marcou os pontos vitais: Agência de Entrega de Encomendas, Ferro-Velho e Estação de Flu.

E naquela manhã de 1º de setembro, seu plano foi executado, apesar que havia variáveis que ele não tinha mensurado. Ao chegarem na Central de Flu em Londres, Mimi não acompanhou a Fae, o que deixou o garoto meio alarmado, mas não podia mais voltar atrás – mas por via das dúvidas, deixou um feitiço de localização em um dos ornamentos da roupa da irmã. Seguindo seu caminho, mas não sem trollar Mimi antes, ele prosseguiu até a agência na Londres “Below” de Entrega de Encomendas, pagando a entrega que deveria ser realizada numa caixa postal na Estação King’s Cross antes das 11h. Chegando ao Ferro Velho, ele procurou algumas sucatas de materiais eletrônicos antigos, como vídeo-cassetes e aparelhos de som, além, claro, de objetos mais modernos, entre eles um PS3 – se desse certo seu experimento, ele ia querer que fosse em um PS3, isso resultaria algumas horas de diversão. Por fim, correu pra Central de Flu, para se deparar com filas enormes... Devido à plataforma 9 ¾ da Estação King’s Cross estar fechada pro Expresso de Hogwarts, muitos bruxos tiveram de optar pela Rede de Flu e pelo metrô, o que causava filas enormes. Ainda dava pra pegar o metrô, mas aquela quantidade de ferro-velho poderia se perder no meio da multidão entrando nos vagões... Ele não estava disposto a arriscar, então, simplesmente correu para Londres “Above”, saindo por uma entrada do metrô londrino. Ele só não tinha ideia de como chegaria antes das 10h30 na Estação correndo toda aquela distância... Mas tinha que tentar. Ajeitando a gola do sobretudo, endireitou a gravata e erguendo todo o entulho, respirou fundo e gritou:

— Allonz-Y! — iniciando sua corrida pelas ruas molhadas.

Esperando chegar na Euston Road, onde bastava só seguir reto que chegaria na King’s Cross, ele atravessou todo o Regent’s Park, até chegar à Marylebone. Completamente ensopado e ofegante ele já estava alternando entre caminhadas e corridas, chegando a um congestionamento. Pelo menos, devido ao exercício, não estava sentindo frio, mas certamente ia se entupir de vitamina C ao chegar em Hogwarts pra evitar cair de cama. Aparentemente aquela chuva fina, mas constante, acabara causando algum tipo de transtorno na Euston, o que inviabilizaria pegar um táxi – algo que ele só pensara naquele minuto, fazendo-o ter uma discussão mental consigo mesmo sobre o quanto o cérebro era seu amigo. Estava pensando em uma rota alternativa, onde aí sim, poderia pegar um táxi, quando ouviu seu nome ser pronunciado por alguém que acenava freneticamente, quase pulando para fora da janela de uma limosine. Era Aileen – sim, porque a senhorita Perkins não teria um comportamento daqueles ao vê-lo, geralmente ela corria no sentido contrário, devido às pequenas confusões que sempre acontecem quando ela está com ele. Como se isso fosse culpa dele... Ele não tinha culpa se o universo conspirava pra que ele atraísse confusões como o fogo atrai as mariposas. Era sua maldição. Abrindo um sorriso largo, o garoto adiantou-se até a janela do carro, perguntando:

— Yo! Estão indo pra King’s Cross? — antes que atentasse pro quão óbvia era aquela questão, seu cérebro já o fez emendar outra pergunta, visto que mostrar-se um mistério, pelo menos pra ele. — Mas por que estão indo por aí?


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02. Uma Aposta Inusitada! A Corrida para King's Cross!

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 1:54 am

No episódio anterior...:
[url= http://enervate.forumeiros.com/t22-uma-aposta-inusitada-a-corrida-para-king-s-cross-rp-aberta#1082]Capítulo I[/url]
. Capítulo II .

- Ué, esse é o caminho!

Essa foi a resposta que ouvira da amiga Aileen, após sua indagação da razão de terem pego aquele caminho... Arqueando a sobrancelha e olhando rapidamente pra frente, no congestionamento, ele acabou não percebendo a manifestação de Aubrey sobre a posição de sua irmã por cima dela. Olhando pra Aileen, escolhendo as palavras, ele disse:

— Ah, mas a Euston Road tá com congestionamento. Parece que abriu um buraco por causa dessa chuva. Se vocês derem a volta pelo Regent’s Park talvez... Não, ali, ó. Acho que dá pra chegar na Cardington e de lá até a Evershlto. Depois da Eversholt, pega a Phoenix e é só engatar na Pancras que, voilá, King’s Cross! — Elliot estava feliz por ter conseguido se lembrar tão bem do que memorizara, ainda mais podendo ajudar uma amiga. Agora ele só precisava achar um táxi pra poder não chegar atrasado também...

- Ai, já que vamos dar carona, entra logo Elliot! — Aubrey manifestou-se, ao lado de Aileen. Embora em um tom ríspido, o que fez Elliot arquear a sobrancelha.

— Ho! Vão me dar carona? Nossa, muito obrigado! Eu estava preocupado que pudesse molhar muito minhas coisas nessa chuva. Clima louco esse de Londres, não havia nenhuma frente fria na região e do nada, dez graus! — nada mais inglês que falar do tempo, definitivamente. Ele equilibrou os pertences em um único braço enquanto que com o outro fazia o movimento rápido de abrir a porta. Aubrey saltou pra o lado oposto ao do banco traseiro, onde, pra surpresa dele havia outro banco. Sem muita cerimônia, já que era o carro de outra pessoa, ele colocou os pertences no chão. Deveria ser rápido ao fechar a porta. Assim a chuva não entraria mais e a senhorita Perkins não brigaria com ele. O tom ríspido ao falar da carona o alertara que provavelmente ela estava em um dia de mau humor. Devia ser o frio. Procurando descontrair, ele continuou puxando assunto enquanto afastava as coisas pra poder entrar. — Precisavam ver as centrais de flu! Todas lotadas por causa da 9 3/4 fechada hoje. Os metrôs estão lotados! Parece dia de campeonato de quadribol! Mas foi até bom porque assim eu posso mostrar o caminho pra vocês. Tive que memorizar o mapa de Londres já que a gente ia sem nossos pais, hoje. Eu e minha irmã. Aliás, tomara que ela já não tenha chegado, não quero pagar cerveja amanteigada por uma semana pra ela... — com um leve olhar pra janela, ele permitiu-se pensar na irmã, mas até o momento nada de alarme no mecanismo que deixara nela. Respirando fundo, ele permitiu-se contemplar o carro. Precisava de um assunto que não fosse tecnologia ou sua própria vida pra que a senhorita Perkins não o odiasse tanto. Fechando a porta, deixando o frio e a chuva lá fora, prosseguiu. — Nossa, agora que reparei. Aqui tem mais espaço que meu cômodo na Grifinoria... Licencinha.

Realmente era espaçoso e se ele soubesse que a sorte iria sorrir pra ele naquele dia de chuva, ele teria adquirido aquela geladeira – mesmo que nesse pensamento ele esquecesse do quanto atravessara o Regent’s Park a pé, o que seria impossível, carregando uma geladeira. Com toda a educação de uma dama, a senhorita Perkins o recepcionou.

- Você pode colocar suas coisas... – como não queria incomodá-la ou deixá-la mais mau humorada, ele colocou as coisas no chão e umas no banco à frente. Assim ela não acharia que ele estava sendo descortês com a oferta educada dela. — É... ok então.

- Não seja bobo, Elliot! Fique a vontade! — disse Aileen, ajudando o garoto a ajeitar as coisas. A amiga se divertia com aquilo, definitivamente. Talvez fosse por isso que eles se dessem tão bem. Simplicidade.

— Obrigado, Aileen! Então você e a senhorita Perkins vão sem seus pais hoje? Tão legal isso, né? Essa independência por estarmos mais velhos.

Dando uma nova mostra da grande educação dela, Aubrey manifestou-se, o que fez o garoto arquear a sobrancelha, tentando ser atencioso. Não podia ser mau educado, sua mãe o mataria e ele não se perdoaria, afinal, era a irmã de Aileen, uma de suas melhores amigas.

- Tudo bem Eliott, pode me chamar de Aubrey. A não ser que você queira que eu te chame de Pointer...

Surpreso pelas palavras da garota, ele sorriu. Realmente aquela formalidade excessiva poderia causar impessoalidade e pelo que ela demonstrara, não havia espaço para isso entre amigos. E ela era uma amiga. Era justo, então.

— Tudo bem, senhorita Perkins! Quero dizer, Aubrey. Está melhor assim, senhorita Perkins? — Elliot sorriu, enquanto sua mente apagava a informação dada segundos antes. Aparentemente essa memória ocuparia o último dígito do resultado da constante de Bolltzman, então, ela optou por deixar aquela memória temporária, não se firmando. — Mas e aí, Aileen? Como foram as tuas férias e as da senhorita Perkins? Se divertiram muito?

- Não tanto quanto gostaria. Meus livros acabaram antes do tempo e, bem, demorou bastante para voltarmos. – Mas no geral, foi muito proveitosa. Você nem imagina o caderno de apostas que montei!

Elliot abriu um sorriso, acompanhando a amiga. Apesar de não entender nada de esportes, ele auxiliava a amiga nesse hobby aqui e ali, quando ela solicitava. Olhando para o motorista que estava atrás de Aubrey, ele adiantou-se, afastando alguns dos equipamentos e ajoelhando-se no banco ao lado da jovem lufana, disse:

— Pronto, agora é só pegar a direita ali e seguir em frente. Essa aqui é a Pancras. Olha ali a King’s Cross!

O carro estacionou ao lado da King’s Cross. Elliot cerrou o olhar, pois sabia que sua irmã faria questão de estar ali e mostrar que ganhara. O que não acontecera... Ela provavelmente estava aprontando algo, então. Sabia que a pestinha não iria se perder, afinal, ela era uma Pointer, uma perdigueira – raça canina conhecida por seu faro e sua capacidade de seguir rastros. Abrindo a porta, ele descarregou alguns dos pertences que adquirira e estendera a mão para ajudar uma das gêmeas a sair do carro, quando ouviu toda uma barulheira, som de apitos de automóveis e algo como um vagão de mina correndo desenfreadamente por algum túnel abandonado com um arqueólogo dentro tentando manter seu chapéu... Nesse exato momento ele viu uma cabeça vermelha correndo na sua direção e algo atrás dela iluminou-se, como um sol rompendo as nuvens cinzas que cobriam a cidade e espantando o frio daquele dia. Só que nesse devaneio, ele esquecera o que estava por trás dele e, pisando numa chapa de metal, acabou deslizando pela calçada molhada em direção ao King’s Cross como um surfista de enchente, o que fez com que uma grande quantidade de água respingasse sobre uma das gêmeas. Chocando-se contra um degrau, o garoto voou, enquanto, simultaneamente, largando o malão, sua irmã corria desenfreadamente na direção da entrada. Vendo que o irmão ia ganhar a dianteira por causa desse evento, ela se jogou pra frente. E os dois caíram lado a lado na entrada da King’s Cross, com uma chapa de metal tamborilando mais à frente até parar. Olhando pra irmã, olhando para a chapa, ele disse:

— Acho que a chapa ganhou...


Spoiler:
Com a sorte soprando ao seu favor depois de tantos imprevistos, Elliot conseguiu uma carona com as gêmeas Perkins, após indicar um caminho alternativo que as tiraria do congestionamento. Chegando em frente à estação King’s Cross, ele se depara com um pelotão correndo com sua irmã na direção da entrada. Como cartada triunfal, Katrina Collins usa de sua beleza radiante, que ofuscando o garoto o faz pisar numa chapa de metal que desliza pela calçada molhada em direção à entrada. Os irmãos chegam juntos ao mesmo tempo e quem vence a aposta é a chapa, que caíra mais à frente.


Capítulo III: Em breve...


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03. Uma Aposta Inusitada! A Corrida para King's Cross!

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 1:55 am

No episódio anterior...:
Capítulo II
. Capítulo III .


Elliot ignorou as manifestações de sua irmã sobre humanos e placas metálicas que pudessem ter chegado em primeiro ou em segundo lugar. Ainda tentava entender tudo que acontecera naquela fração de minuto, levando as mãos à cabeça, quando percebeu Katrina Collins aproximando-se com a outra amiga sonserina de Fae. Agora tudo se encaixara, ele tinha sido alvo do encanto de uma meio-veela e como tudo tinha acontecido muito rápido, ele não tivera tempo de resistir aplicando a razão em suas atividades cognitivas. Mas, tudo bem, fora uma ótima jogada. E aquela era uma informação valiosa, que poderia ser utilizada posteriormente. Enquanto sua cabeça reprocessava tudo, Fae recolheu o maquinário que ele arranjara e o entregara tudo. O maquinário... A limosine... As irmãs Perkins... Um jato de água subindo enquanto ele surfava numa placa de metal voltou à mente, bem como a visão de Aubrey molhada enquanto secava-se com um simples feitiço evitando educadamente olhar pro grifinório.

— Srta. Perkins... — sussurrou, sem saber o que dizer.

O garoto pensou em ir ajudá-la, mas deteve-se. Ele sabia o que aconteceria: Assim que ela o desculpasse, algo novo iria acontecer e a deixaria duplamente com raiva dele ou constrangida. Sempre fora assim... Ele tinha essa habilidade de fazer algo e quando ele não o fazia, a vida fazia por ele utilizando-se de alguma situação paralela que poderia ocorrer em qualquer momento, mas escolheria o momento em que ele fizesse algo certo nesse sentido. Resignado, ele prosseguiu com a caravana. A King’s Cross estava cheia pra um dia de sábado, o que seria curioso se não fosse o último final de semana de férias de verão. Todos estavam aproveitando pra voltar pras suas casas, após uma temporada de férias em Londres acompanhando as Olimpíadas...

— É, não importa o quanto você faça bem algo... Sempre haverá uma criança asiática que o fará melhor... — murmurou, vendo um garotinho chinês com um pequeno sobretudo e uma chave de fenda sônica em sua mão. Ele talvez nem soubesse falar direito, mas não parava de repetir “Allonz-y!”.

Parando de olhar para o mini-cosplay do 10º Dr, ele atravessou o portal para a plataforma. O fog estava forte na plataforma, dificultando a localização de pessoas conhecidas. Fae e Mimi prosseguiram cada uma por um lado e ao olhar pra onde deveriam estar as gêmeas, o lugar estava vazio. Certamente a senhorita Perkins puxara Aileen pra procurar um vagão bem longe dele. E ele não a recriminava por isso... As amigas de Fae também tinham desaparecido e não demorou pra que outra pessoa saísse empurrando malões do portal, quase o derrubando.

— Bem, de volta à programação. — ele levantou o olhar, procurando o relógio da estação, contemplando que faltava meia hora para o trem partir. Daria tempo.

Sem pensar duas vezes, começou a correr pela plataforma, carregando aquelas sucatas de equipamentos eletrônicos. Saltando por malas menores, esquivando-se de pessoas que saíam do fog com centímetros de distância, esbarrando levemente em alguns, o que o fazia girar sobre si mesmo para que o equilíbrio das sucatas fosse mantido e elas não caíssem, ele avançou até o final da plataforma. Parando em frente a uma grande loja, ele entrou nela. A loja era pequena, tendo uma recepção com um vaso de planta, três cadeiras, uma mesinha de centro com revistas e logo em seguida, um balcão. Colocando as sucatas no chão, ele procurou no bolso interno do sobretudo um cartão e o entregou à atendente, que acenou assertivamente e passou pela cortina por trás do balcão. E só agora, ali parado, ele percebera o quanto estava ensopado da chuva. Precisaria se secar, mas depois veria isso.

— Aqui estão, senhor. Obrigada por utilizar o Serviço de Entrega Montgomery.

— Prazer todo meu, senhora. Obrigado. — respondeu cortesmente, sem perceber que a atendente, que deveria ter seus 19 anos, lançara-lhe um olhar mortal pelo “senhora”.

Abrindo um de seus malões, ainda dentro da loja, ele colocou toda a sucata. Tudo feito meticulosamente, ele comprara uma quantidade de sucata que caberia dentro do malão sem problema ou deformações. Por isso, em vez de apenas uma mala simples, como costumava usar, ele viera com duas, sendo um de tamanho maior. Abrindo um sorriso, o garoto respirou fundo. Faltava ainda vinte minutos pra partida, o que daria tempo dele continuar com o planejado. Lacrando os malões, ele saiu da loja, não sem agradecer novamente à moça, apesar de chamá-la de senhora. Aproveitando o fog, ele caminhou discretamente até o vagão de carga, colocando o malão de sucata lá dentro e o seu próprio malão, retirando de dentro deste uma mochila com sua chave de fenda sônica, uma toalha, roupas secas, pacotes de mento’s e ferramentas. Assim não chamaria a atenção por estar embarcando sem entregar malões aos carregadores. Antes do desembarque, bastava só ir até o vagão de carga e recuperar os malões e “voilá”. Prendeu os malões junto com as outras cargas e estava saindo, quando ouviu um som.

O garoto escondeu-se rapidamente por trás de alguns caixotes estranhos. O fog que entrava pelo portão do vagão de cargas auxiliava em sua ocultação. Eram apenas quatro carregadores trazendo pra dentro do vagão um sarcófago, o que fez Elliot imaginar quem iria querer encomendar um sarcófago pra Hogwarts. Mas como o trem levava encomendas também pra Hogsmeade, ele preferiu conter sua curiosidade. Pelo menos até os carregadores saírem. Quando eles saíram, ele foi até o sarcófago e estava sem remetente. Dando um muxoxo, ele ouviu a porta começar a se fechar, o que o alarmou. Se não conseguisse sair dali, ficaria preso boa parte da viagem, já que a porta que leva aos outros vagões tem a tranca do lado de fora. Estava pra se revelar, quando os carregadores saíram gritando algo sobre “briga!”, deixando a porta aberta.

Saltando para fora do vagão de cargas, Elliot se esquivou de um feixe azul que ricocheteou no chão e seguiu fog adentro. Outros feixes pareciam sair direto do fog na direção dele, o que o fazia agir rapidamente, esquivando-se.

— Allonz-y! Daleks na estação?!

Esquivando-se de outro dos feixes, ele viu uma mala pegando fogo mais adiante e uma garota, que ele poderia alegar que era a Gabi gritando alto. Como mais à frente estavam os carregadores e iam estranhar o garoto vindo daquela direção, ele subiu, entrando em um dos vagões. Tentaria entender tudo descendo mais à frente. Esquecendo que estava ensopado, novamente, ele prosseguiu correndo pelo corredor dos vagões.

Spoiler:
Elliot dirige-se até a loja de Serviço de Entrega Montgomery para recuperar seus malões, abrindo um deles que está vazio justamente para que pudesse colocar as sucatas. Se esgueirando até o vagão de cargas, colocou os malões lá e saiu, sendo alvo de feixes disparados por uma furiosa Alleborn em outra RP que acabou incendiando o malão de um outro aluno em outra RP. Pra não chamar tanto a atenção, o garoto entrou em um vagão e correu na direção da confusão pelo corredor, tentando entender o que estava acontecendo.

Encerrando ação nessa RP e autorizando o trancamento. Smile


Capítulo IV: Em breve...


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04. Expresso de Hogwarts.

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 1:57 am

No episódio anterior...:
Capítulo III
. Capítulo IV .

Procurando fugir dos feixes de feitiços que estavam ricocheteando e sendo lançados na plataforma, Elliot entrou no vagão do trem, quase esbarrando em uma garota que estava passando pelo corredor naquele momento. Ela soltou um grito de susto que quase o ensurdeceu, mas ele não podia deter-se. Depois voltaria e procuraria por ela para pedir desculpas – ou não, ela deveria estar grata que, estando ele envolvido, tudo que ela tivera fora um susto... Pessoas se acotovelavam nas janelas, dificultando a visão de alguma coisa do lado de fora, mas conseguia ouvir os clamores de briga. E pela descrição de uma loura, grifinória, quintanista, que ele coletara enquanto se espremia pra passar pelos alunos no corredor, ele tinha certeza que uma amiga sua estava envolvida naquilo.

Conseguira chegar ao final do vagão, faltando mais três, quando a multidão saiu da janela, voltando a transitar pelos corredores, com seus malões, procurando uma cabine vazia... A situação fora aparentemente resolvida. Dando um suspiro, ele balançou a cabeça e prosseguiu pelo caminho. Não importava o quanto estivesse resolvida a situação, ele precisava ver se a veterana estava bem. Afinal, Gabriella Alleborn era a irmã mais velha que ele não tinha. A única quintanista com quem ele se relacionara bem, quebrando a tradição de manter veteranos em patamares intangíveis que ele tinha. Prosseguiu passando pela correnteza de alunos que vinham em direção contrária, quando viu duas sonserinas do quarto ano no corredor. Lara Rosenberg, que ele conhecera em detenções, e Elena Holdfeny, a atleta. A garota em quem ele derramara uma poção no cabelo dela no primeiro ano deixando o cabelo dela roxo por uma semana... Se ela o odiava por isso, ela não demonstrava. Mas ele ainda sentia-se mal – principalmente porque todas as vezes que tentou reparar o erro, piorava a situação, como quando a deixou cheia de fuligem ou quando ela acabou com a roupa melada de graxa... Mas ela estava com Lara e era início de ano letivo... Quem sabe nesse, desse tudo certo. Mas pra não arriscar, ele não iria tentar reparar algum dos “fails” do passado, limitando-se a agir como se nada nunca tivesse acontecido.

Oi, Elliot! Feijãozinho de todos os sabores? — disse Lara oferecendo uma caixinha em sua direção.

Feijãozinho? Ah, não, obrigado. Eu estava tentando chegar ao lugar do combate das meninas, mas acho que pelo silêncio já terminou. — será que ela sabiam quem era a outra envolvida? Talvez fosse uma oportunidade de perguntar.

Que combate? Eu ouvi uma confusão mais pro fundo do trem. Um menino tentou vender bebida trouxa pra um bando de sonserinos, veja só. Pensei que Corvinais fossem espertos! — comentou a amiga, descontraidamente.

Cala boca, Lara... — a senhorita Holdfeny se manifestara, um pouco naquele tom de cordialidade costumeiro dela. — Nem parecia que estava tendo confusão nenhuma... — ela tentou reparar a informação concedida.

Ai! Como não?! Tinha bebida derramada pelo vagão todo e... ahm... — Elliot não percebera o olhar de Elena para Lara, sua mente começara a mexer as engrenagens...

O combate entre a... — respondeu automaticamente, afinal, ele não podia negar uma informação. Mas sua mente forneceu um insight que o desviou da ideia original. — Corvinal? Bebida trouxa? Sonserinos? — combinação explosiva e ele só conhecia alguém capaz de criar um tabuleiro daqueles... — Great Scott! Chester... — Elliot olhou na direção que as garotas vinham e fez os cálculos. Ouvindo as palavras de Elena, ele prosseguiu, tinha que justificar-se racionalmente e tomar cuidado com o que diria... Começar o ano sem explodir algo da Holdfeny era lucro. — Certamente que não estaria havendo confusão nenhuma, srta. Holdfeny... Mas sacomé, né? Contei cinco professores no trem e conhecendo meu amigo, quase certeza que ele vai se meter em confusão. Ainda mais porque nem todos os sonserinos são sociais como vocês, sempre têm aqueles que têm complexo de Malfoy, achando que ambição é bancar a bitch mal amada ou o rebelde sem causa... E pior coisa do mundo é começar o ano letivo com placar negativo, né? — ele começava a passar entre elas, gesticulando. — Iniciando o ano com cinquenta pontos negativos... Desse jeito nem ganhando o campeonato de quadribol... Por isso vou lá dar uma verificada.

Ele achara que tinha usado as palavras certas. Ela era a capitã de quadribol da Sonserina, então, ele acreditava que nestes termos ela o entenderia, apesar de suas razões serem obviamente outras, mas essas talvez só os lufanos o entendessem sem precisar de palavras. Passando por elas, vendo que a senhorita Holdfeny estava sã e salva e nem estava com raiva dele, ele começou a correr na direção que elas vieram. Agora com maior urgência, ele corria passando pelos alunos, esbarrando, derrubando malões, saltando, repetindo o mantra “Licença.Tôpassando.Desculpe.FoiMal.Ops.BeloGato,Moça.OndeConseguiuEssaCoca,Garoto?Valeu!”. Chester era ótimo em duelos, mas ele tendia a deixar que suas emoções dominassem a mente e acabava agindo de forma equivocada. Ele não se esquecera da vez que o amigo entregara Gabi só pra tentar se salvar da detenção do “Yellow-eyes”...

Passando para o próximo vagão, ele viu a térmica estranha, provavelmente feita pelo Chester, de Coca-Cola... Como assim derramaram Coca-Cola? Controlando o impulso emocional, ele ouviu a discussão e ouviu quando Chester agiu emocionalmente – mas no caminho completamente oposto... Ele levantara a voz pra alguém e soltara um Estupefaça! Isso era sinônimo de encrenca da grossa! Colocando rapidamente cinco latas de Coca na mochila, ele segurou o carrinho de Coca-Cola que estava no corredor, vendo Mimi se aproximando correndo do outro lado. Ele acenou para o carrinho e fez um gesto com as mãos de uma explosão, uma segunda mímica de puxando algo e movimento do braço pra correr loucamente como se não houvesse amanhã pro próximo vagão, apontando pra porta. Ela acenou assertivamente e ele começou a contar com os dedos, preparados pra agir no três. Fez o sinal de um com o dedo indicador, quando ouviu:

— Sectusempra!

Arregalando os olhos, ele fez um gesto de três rapidamente com a mão, enquanto via os feixes do feitiço chicotearem a parede da cabine próximo à porta. Surgindo na frente da cabine, colocou as duas mãos pra dentro e segurou o amigo, puxando-o mais forte que podia. Chutando o carrinho, ele derrubou as 19 Coca-Colas no chão, enquanto Mimi soltava um Avis e pulava por cima das cocas, na direção deles. Com o coração apertado, a boca seca e um pesar maior do que tudo que ele já sentira, ele estendeu a varinha girando-a enquanto dizia:

— Bom-BAR-da!

Aquilo fora suficiente pra que as latas explodissem com a pressão, impedindo perseguição, enquanto Mimi abria a porta do vagão e ele passava com um Chester que sangrava. Por fim, vindo de trás dele, viu um clarão luminoso intenso. Mimi usara “Lumus Solen”, cegando qualquer pessoa que tivesse colocado a cabeça para fora da cabine e os três dispararam pelo corredor, como se não houvesse amanhã. Percebendo que Chester precisava de atendimento urgente, ele estava procurando uma cabine onde poderia se colocar até quase se chocar com a senhorita Perkins, que estava com uma muda de roupa nas mãos. Sem saber o que fazer, ignorando uma música animada, ele abriu a porta da cabine do lado e jogou-se com o amigo, mas não sem antes puxar Aubrey com ele – não queria que ela fosse pega por algum dos feitiços, ainda mais de Arte das Trevas. Se isso acontecesse, ele nunca se perdoaria. Quando Mimi passou, ele fechou a Cabine, lançando um colorportus e empurrando Chester pra colar na porta, deitado no chão, encostado no assento da poltrona. Se alguém olhasse de supetão pela janela, não o veria. Respirando fundo, ele viu Mimi lançar um Ferula, colocando ataduras pra conter o sangramento e só então notou a jovem garota com uma gaita de foles nas mãos e um esquilo vermelho... Um pouco sem graça, tirando os tênis e subindo no estofamento, ficando colado na parede do lado da porta – e não visível pra quem olhasse pela porta – ele disse:

— Er... Oi. Sou o Elliot. Você deve ser nova, não é? — ele deduziu pela gaita. — Poderia continuar sua música? Não iremos incomodar em nada. Só estamos tentando passar despercebidos, probleminhas com colegas de escola... O de sempre. — e abriu um sorriso largo. Olhando para Aubrey, disse. — Desculpe-me, senhorita Perkins. Eu não podia deixá-la no corredor com Arte das Trevas sendo lançada a esmo assim... Eu não me perdoaria. Finja normalidade se olharem pela janelinha, por favor. É questão de vida ou morte...


Spoiler:
Correndo para tentar saber um pouco mais sobre a confusão do lado de fora, Elliot esbarra em Elena Holdfeny e em Lara Rosenberg que falam dos apuros que seu amigo Chester se envolveu. Sem pensar duas vezes, o garoto correu para tentar resgatar o amigo, através de um plano que exigiu o sacrifício de 19 corajosas latinhas de Coca-Cola que serão eternamente lembradas pelo garoto. Na fuga, acaba se jogando com o amigo na cabine onde se encontra a escocesa Molly Doly, não sem enfiar, novamente, Aubrey Perkins em confusão...


Capítulo V: Em breve...


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05. Vagão dos Professores.

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 1:59 am

No episódio anterior...:
Capítulo IV
. Capítulo V .

Calculando a distância exata entre o chão e a janela, ele saltou, esperando que o tênis aparasse qualquer inconveniente. Flexionando o joelho ao tocar o solo, ele evitou que o choque fosse mais drástico. Levantando-se, ergueu as mãos, ajudando a pequena irmã a passar pela mesma janela. Podia ver a fumaça e princípios de labaredas no vagão... Mas seu plano dera certo, estavam a salvo por enquanto. Observando os monitores em conjunto com um professor se mobilizar, preferiu manter-se na dele, mesclando-se à multidão, guiado por Fae que prestava mais atenção nisso do que ele. Estava preocupado com o incêndio que alguém iniciara, provavelmente um dos perseguidores, mas no momento precisavam de discrição... Elliot suspirou, olhando pro teto, enquanto sua cabeça mantinha-se apoiada pelo encosto macio da poltrona. Ouvira falar que o vagão dos professores era confortável, mas não tinha imaginado que era tão confortável assim. Quase... Quase chegava a não se preocupar com o que aconteceu depois...

A garota parecia um pouco preocupada, mas ele acreditava que poderia ajudá-la. Fazer algo, já que a colocara no meio de toda aquela confusão... Parecia ser escocesa e pela forma como observava e agia, ele podia intuir que não era acostumada com aquilo tudo... Estava imerso nesse pensamento quando percebeu a aproximação do homem acompanhado por dois membros do Esquadrão. O homem estava com uma expressão de enfado e ele reconhecia claramente o significado desse sinal... Não precisava ser tão inteligente pra fazer uma dedução óbvia: Bombarda + latas explodindo + corredor de vagão + alunos inocentes. Normalmente bastaria não ser pego pra conseguir escapar, o que seu plano de fuga garantira... Mas ele não contava com a variável de aurores na estação, nem deles vasculhando o trem. Sentiu a mão de Fae pegar a sua e voltou-se na direção da irmã, dando um sorriso simples. Ela entenderia. Caminhando na direção do professor, ele retirou Falkor do bolso. Sentiu a varinha oscilar, uma mostra do seu temperamento difícil, mas não havia nada que pudesse fazer, então apenas sussurrou “Confie em mim”. Chegando ao professor, entregou-lhe a varinha antes mesmo que o professor se pronunciasse e prosseguiu na direção por onde ele viera... Sem falar nada, sem perguntar nada. Ele era inteligente o suficiente pra saber que aquele não era um momento de agir, mas apenas de observar. Erguendo as sobrancelhas, enquanto mascava um mento’s, ele olhou na direção da mesa dos petiscos. Pelo canto de olho observava o auror no balcão e os demais professores. Os professores estavam relaxados, tranquilos. O auror estava vigilante, embora se mostrasse desinteressado em tudo. Ótima maneira de tentar manipular os outros pra que o subestimem. A com a máscara provavelmente era mais impulsiva, por isso não retirara a proteção da cabeça pra que não a notassem observando tudo descaradamente. Dissimulação era pra poucos.

Observava os demais colegas, como quem tentava fingir um pouco de tédio. A jovem recém-chegada procurava apelar pro emocional, embora ele não pudesse dizer exatamente quão verdadeiro era o seu ímpeto ou não. Ela não parecia ter a postura de alguém frágil, parecia alguém resoluta, decidida, que aprendera a sobreviver confiando apenas em si e em suas capacidades. Mas, de qualquer jeito, não importava se ela estava mesmo baixando a muralha emocional que parecia ter... Não mudaria em nada. O professor de poções estava despachando uma garota na porta do vagão, que aparentemente tentara entrar e prosseguir o resto da viagem no vagão dos professores. Ele não parecia estar muito satisfeito com isso tudo... Mas estava conseguindo manter a postura, bem mais que o Azazel. Apostava como o professor de DCAT demonstraria sua passionalidade emotiva quando eles chegassem lá, mesmo que tentasse usar uma máscara de razão. Ele não perderia essa oportunidade, mesmo que tivesse que sacrificar a dignidade – aliás, ele nem perceberia que estaria fazendo isso, seu narcisismo desmedido o fazia enganar-se a si mesmo...

Falando em passionalidade, Gabi e Baudelaire estavam trocando farpas. O garoto era muito passional, apesar de ter indícios de possuir uma intelectualidade mais elevada... De que adiantava poder voar na razão se na hora de agir apenas se rastejava na emoção? Um verdadeiro intelectual era senhor de si. E não se pode ser senhor de si se você se deixa dominar pelo momento, se é escravo do furor emocional ativado pelos hormônios que percorrem seu corpo, como uma besta selvagem que rosna e ataca para garantir seu respeito. Esquecendo que no momento em que se torna uma besta, você passou a perder qualquer direito a respeito em meio à civilização. Gabi pelo menos era sincera consigo mesma, ela era tão uma com suas emoções que suas ações eram honestas e seu intelecto e pensamentos eram voltados a agirem junto com a emoção. Normalmente ele falaria algo, argumentando... Mas apenas pôs-se a observar os acontecimentos. Com o canto de olho fitou o auror... É, Baudelaire tinha um ponto fraco e sua emoção relacionada a esse ponto o deixava tão vulnerável que ele podia ser facilmente manipulado, com as peças certas no tabuleiro. E havia uma boa parte delas ali... Se fosse preciso, Elliot saberia como agir. Deixaria como uma carta na manga, embora esperasse que não precisasse utilizá-la. Desde a noite que caíram da janela, ele tinha uma boa relação com Isadore e pretendia mantê-la o máximo que pudesse.

Meneando a cabeça, Elliot apenas retirou outro mento’s do bolso e mastigando-o, espreguiçou-se no sofá, sorrindo costumeiramente. Chester deveria estar pensando no que sua mãe faria quando descobrisse e Gabi estava demonstrando claramente o que pensava, ela era sincera consigo mesma a ponto de não lutar contra sua natureza, e vez disso aproveitava-a para alcançar seus objetivos. O problema era descobrir o que os professores estavam pensando sem chamar muita atenção e se ele ficasse observando demais, não passaria tão despercebido. Mas provavelmente o professor que respondera o Professor Coen estava pensando na sorte que teve de não ter de monitorar as crianças, senão ele jogaria mesmo uma faca, trancaria todo mundo numa ilha e diria que só podia sair um. O outro professor tinha um senso de justiça mais apurado, embora num tom mais descontraído. Estaria pensando em coisas para que os alunos tivessem ciência de sua situação e sobre ações e consequências. Esse era o palpite do garoto.

Ouvindo as palavras do Professor Coen, Elliot apenas acomodou-se. Não entendia porque estava todo mundo tão preocupado assim, era apenas mais uma detenção. A diferença é que essa começara antes mesmo de chegarem a Hogwarts... Ele já estava acostumado a isso, era apenas mais um dia na Escola de Magia.


Spoiler:
Relembrando sobre os acontecimentos que ocorreram antes da chegada no vagão e analisando o cenário em que se encontrava, Elliot fez reflexões sobre os presentes procurando assim elaborar pontos de ação SE caso fosse preciso agir, algo que ele não esperava ter de fazer pois o vagão estava muito confortável.


Capítulo VI: Em breve...


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06. Vagão dos Professores.

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 1:59 am

No episódio anterior...:
Capítulo V
. Capítulo VI .

Elliot observou a mão estendida de Mimi e depositou alguns mento’s na mão da garota. Por mais que ele adorasse trollar a garota, tirar onda com ela, deixá-la enfurecida e cositas más... Ele tinha que admitir, após andar com todos os Pointers, ela aprendera a ter dignidade o suficiente a não gastar energia com o que é desnecessário – exceto em casos de trollagem por parte dele, mas ele pagara “Especialização: Trollar Mimi” e “Maestria em Perícia: Trollar Mimi” na ficha dele e por isso ele dava um desconto, afinal era um caso especial. Olhando pra garota e olhando de volta pros demais, ele deu de ombros, como se dissesse “é, né”. Vendo-a levantar-se pra pegar comida, arqueou a sobrancelha e deu uma risada silenciosa, deixando o ar escapar pelo nariz. Era muito folgada mesmo. Só Mimi pra estando em detenção, aproveitar-se disso pra usar o banheiro dos professores e pra ficar pegando comida assim, como se fosse uma convidada ali, na maior cara-de-pau. Quase gargalhou alto, mas isso chamaria atenção demais. Por demais, depois faria companhia a ela na ida à comida, primeiro queria terminar de sentir o ambiente.

— Então você ouviu sobre o atentando? — ele pegou o lanche entregue pela garota, enquanto prestava atenção na pergunta dela. — Quando me trouxeram para cá ouvi dois Aurores conversando. O que você acha?

— Eu bem tinha achado estranho esse trem partindo num sábado, quando o semestre letivo começa numa segunda e o domingo será vago... É dispêndio demais. — murmurou ele. — Mas se for a sério que queriam explodir o Expresso, acho que isso só pioraria as discussões acaloradas da independência da Escócia... Seja como for, não eram Hit-Wizards que estavam envolvidos. Eram aurores. — Elliot olhou de canto de olho para o homem que limpava copos. — E eles ainda estão aqui... Não é só questão de explosão, envolve Magia Negra. E nesse sentido, as bombas podem ser mais criativas do que um simples “e de repente... Boom”. Talvez Fae estivesse intuitivamente certa quando perguntou ao descermos pela janela “Se é assim que o Apocalipse Zumbi começa”. Hogwarts é um internato isolado, tudo bem que continua mantendo contato com o mundo exterior, mas é um ótimo laboratório pra coisas como experimentos com magia negra. Uma ou duas crianças, vulneráveis, infectadas por um vírus ou uma bactéria... Quando mais pessoas estiverem infectadas e o vírus eclodir, sabe-se lá quantos estarão intactos e, mais importante, quanto tempo permanecerão assim. Olha esse vagão, com ar climatizado. Uma única ampola aqui e todos estaríamos perdidos e podíamos nem perceber isso... Talvez estivesse na comida. — e dito isso ele mordeu o sanduíche. — A confusão que a gente realizou não colocaria quarenta aurores aqui... Eu no lugar deles teria aproveitado a deixa para colocar meus agentes no trem pra investigar de forma discreta. Talvez não tenha apenas uma bomba... Talvez alguém aqui, um dos alunos em meio a esse trem, seja a bomba... — ele deu de ombros, deixando-se encostar no sofá. — Eu sei, teria sido mais simples cancelar a viagem. Mas aí perderiam o rastro de alguém que podem estar tentando prender há anos... O Sr. Potter pode ser o chefe dos aurores, mas Skinner também era o chefe do FBI e a gente sabe como o grupo do canceroso manipulavam as coisas... Pra bem ou pra mal.

Elliot abriu um sorriso pra ela, quando viu na porta sua irmã e a outra escocesa, Molly. Ele ficou sério, vendo Fae tentando conversar com o professor Coen. Fae, tudo bem... Mas por que a Molly estava ali? Ela parecia muito mais alguém que queria ficar fora daquilo tudo, não iria vir mexer no cacho de marib... Ele lembrou-se da gravata. Enfiando a mão no bolso do sobretudo, percebera um pequeno movimento dentro dele. Retirando o que restara da gravata, ele viu um esquilo vermelho. O esquilo da Molly. Com uma expressão de poker face, ele abriu um sorriso sem graça pra Molly, que ele podia ver mudando o tom de expressão facial pra o de alguém que vai entrar e mordê-lo até fazer com ele o que o esquilo fizera com a gravata. Pensando rapidamente, puxou um lápis e um bloco de notas do bolso e escreveu instruções pra irmã.

O vagão-restaurante está no meio do trem, se houver movimentação, os aurores terão de passar por lá. Permaneça lá e observe tudo, mas não os provoque.

Terminado o bilhete, ele o prendeu na pata do esquilo. Apontando pra Molly, direcionando o esquilo na direção dela, ele soltou o mamífero que correu na direção da dona, ainda com restos de uma gravata na boca. Vendo o esquilo subir no ombro de Molly, enquanto o professor fechava a porta, ele gesticulou pra Fae, girando a mão direita no pulso esquerdo e apontou pro esquilo. Com a porta fechada, ele enfiou a ao no bolso do sobreturo e retirou uma bow-tie, colocando-a. Vendo que Mimi o observara, apenas deu de ombro e falou baixo:

— Disse pra ela ir pro vagão-restaurante e observar os aurores sem mexer com eles. Depois vou querer saber tudo com detalhes, porque se tem alguém que pode dar mais informações sobre o que está acontecendo, são eles.

Recebendo o lanche do professor, ele abriu um sorriso largo e agradeceu com um aceno de cabeça. Sentindo o cheiro, ele cerrou um pouco o olhar e colocou na mochila. Devolveria depois pra Molly, certamente era da garota – Fae nunca prepararia porridge e estavam sem tempero, o que indicava que o sal e o açúcar seria adicionado depois, ao gosto da pessoa, o que ia contra algo que pudesse ser comprado industrialmente. Então era algo artesanal e como o vestido da garota escocesa era bordado à mão, ele não precisava ter torrado tanto ponto e Inteligência pra fazer a dedução óbvia de que dois mais dois é quatro. Pegando novamente um sanduíche de Mimi, que já estava sentindo-se tão em casa que estava servindo a todo mundo na maior cara-de-pau – ato esse que o fizera quase gargalhar novamente. Ouvindo a pergunta da garota sobre tempos difíceis, ele respondeu com outra pergunta:

— Quando eles estiveram fáceis? Acho que a diferença de antes e agora é que estamos crescendo e isso tenderá a nos envolver... “Você encontra a Aventura ou a Aventura encontra você”. — ele abriu um sorriso e voltou a comer o sanduíche.


Spoiler:
Elliot apresenta para Mimi suas ponderações a respeito do ocorrido na plataforma, bem como envia um recado para sua irmã para que fique no vagão-restaurante observando os aurores ao devolver o esquilo vermelho de Molly.


Capítulo VII: Em breve...


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07. Vagão dos Professores.

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 2:05 am

. Capítulo VII .

Elliot deu uma leve piscadela ao ouvir a conclusão do amigo sobre a possibilidade da bomba estar ainda ali. Ele não queria pensar naquilo, estava com uma forte sensação que alguém ali naquela sala era legilimante. Então, ele não podia pensar em nada que pudesse dar traços de sua potencialidade ou seu plano, deveria continuar passando despercebido... Era a única forma de poder agir quando fosse preciso. Então, vendo Chester levantar-se para procurar sua varinha, ele apenas deu uma respirada profunda e começou a pensar na constante física que relaciona temperatura e energia das moléculas, a chamada Constante de Boltzmann. Fórmula física que recebeu o nome do austríaco Ludwig Boltzmann que contribuiu imensamente para a física e mecânica estatística com sua constante – relacionando entropia e probabilidade, embora de forma que só foi expressa realmente devido a Max Planck. A constante de Boltzmann também era a fórmula que o Capitão Britânia da Terra 616 pensava pra enganar sua irmã Psylocke quando lutavam juntos, já que a telepata utilizava de suas habilidades pra poder analisar o próximo movimento do oponente.

E durante toda a viagem, Elliot prosseguiu repetindo para si mesmo a fórmula, como se repete um mantra. De forma tal, que quando acordou Chester, acabou dizendo:

— 1,3806503 × 10-²³ m² kg s-² K-¹... Digo, acorda Chester, a gente chegou. — respondeu o garoto fazendo alguns alongamentos pra poder manter seu corpo aquecido após todas aquelas horas sentado. Talvez da próxima vez ele ficasse repetindo algum katá em vez de pensar na Constante de Boltzmann.

— Que número é esse?

— Vim pensando na Constante de Boltzmann a viagem toda. Tô achando que algum desses aurores é legilimante... — ele abriu um sorriso, embora o que sentisse em seu âmago fosse uma presença hostil. Ele não era necessariamente sensitivo, mas possuía uma forte intuição e podia sentir aquela presença lhe envolvendo, como quatro batidas que prenunciasse seu fim. Dando uma olhadela ao redor, apenas pôde ver a sua colega sonserina, com quem tinha uma relação amigável, e seus dois colegas. O monitor não parecia ter interesse em nada ali e a outra garota, que parecia se chamar Kayra, parecia recém-chegada e ele ainda não a metera em confusão. Ela tinha um ar aristocrático, o tipo de pessoa que não repararia nele. Então, quem? A menos que...

— Eu preferiria pensar na sua irmã... Quer dizer, eu pensaria no clube de duelos, não vejo a hora de começar

— Não vejo muita diferença entre minha irmã e clube de duelos... Boa sorte. — aquela sentença do seu amigo o despertara de seus pensamentos, jogando em uma nova onda de pensamentos que envolvia Fae torturando Chester de várias maneiras e ele não podendo fazer nada porque foi opção do amigo. Era por isso que ele não se envolvia em relacionamentos. Só trazia problemas e confusões.

Recebendo a varinha de volta, ele a cerrou em sua mão, enquanto mergulhava e seu inconsciente... Ele viu-se em uma colina, um monte elevado que era rodeado por uma floresta, com diversas árvores, dos mais variados tipos e tamanhos. Na colina, havia apenas uma árvore, uma aveleira. Abrindo um sorriso, ele olhou para a floresta, não conseguia enxergar, mas sabia que ele estava ali. Olhos vermelhos se abriram no escuro da mata, fitando o garoto.

— Não sei porque você se incomoda.

— Você ainda precisa dela. A ligação ainda não é forte o suficiente para que a varinha não seja mais necessária. — a voz era profunda e antiga, como de um ser que viveu por muito tempo.

— Tudo bem. Vou tentar não me afastar dela mais... Só não garanto que professores nessas detenções venham tomá-la. — o garoto abriu um meio-sorriso.

— Não existe tentar. Ou faça, ou não. — o garoto acenou assertivamente, sério. Com a voz mais amena, a criatura na floresta prosseguiu. — E mantenha seu treinamento em sigilo...


Elliot olhou pelo canto de olho a aproximação do “yellow eyes”. Provavelmente já estava a par da situação e viera apenas pra tentar demonstrar autoridade. Ignorando completamente o conspirador demoníaco, Elliot apenas retirou o malão de bugigangas do vagão de carga. Nesse exato momento, o professor Azazel veio com sua sentença...

— Aonde pensa que vai, Sr. Pointer? Bombarda!

Por puro reflexo, Elliot jogou-se para o lado, girando um pouco no chão e caindo de joelho no chão. O demônio estava louco, explodindo as coisas assim perto dos demais alunos. A sorte é que o malão não se rompeu, os pedaços de metais ali dentro poderiam ter tornado a coisa mais complicada. Entretanto, o demônio tinha feito um favor, sem saber, a ele: ele teria que quebrar os circuitos e destruir os aparelhos pra depois fundi-los e criar novos moldes... O bombarda do Azazel certamente já fizera a primeira parte por ele. Contendo o sorriso e tentando colocar um olhar de indignação, fitou o pai de Lilith.

— Espero que isso sirva para entender os perigos de uma explosão desnecessária. — Ainda encarando-o, continuou — Sua varinha fica aqui comigo por duas semanas. Seja bem vindo.

Sentiu Falkor rugir em sua mente, enquanto ensaiava mentalmente um “Desculpe, de novo”. Retorando a varinha do bolso do sobretudo, entregou-a ao professor, que nem esperou por qualquer outra reação do garoto, pois deveria continuar com seu show. Sua sorte é que suas roupas e pertences estavam na mochila, tendo um malão menor com essas coisas, mas que estaria lá atrás, no vagão de carga. Porque o garoto pretendia correr pra longe com aquele malão de bugigangas antes que fosse interceptado, entregando a alguém que não estaria em detenção e passaria despercebido, sem ter as coisas reviradas. Pra então, só depois, vir pegar o seu malão de pertences. Olhos límpidos o fitaram no meio da multidão e ele abriu um sorriso. Kelly White. Sempre podia contar com ela. Pra tudo.

— Kelly, não tenho muito tempo. Antes que o Azazel perceba, pega esse malão e coloca junto com o seu. Empresta a Tay. — falou pedindo a varinha dela, a garota o entregou, embora continuasse olhando intrigada. Ele sabia que Tay era geniosa e não obedeceria a ele. Ele olhou ao redor, vendo que ninguém estava prestando atenção, agachou-se, pra disfarçar e moveu as mãos, em vez da varinha, enquanto pronunciava. — Reparo. — a mala voltou a parecer nova e o garoto abriu um sorriso, quando levou um chute no braço. Ele levantou-se, fitando a amiga que parecia com raiva dele.

— Já te disse pra ser mais cuidadoso com isso! — falou ela, em um tom de voz mais alto. Sabia do segredo dele. Vendo-se observada por uma outra garota, a garota pensou rápido, puxando a varinha das mãos do garoto. — Minha varinha não é pra ser utilizada de forma tão brusca assim.

— Desculpe. Azazel pegou minha varinha. — ele fez uma expressão de “não foi intencional”. — Depois te conto melhor no Salão Comunal. Preciso pegar minhas coisas antes que o tinhoso perceba o logro. — dando uma piscadela, ele começou a afastar-se, mas como se lembrasse de algo voltou-se na direção dela e sussurrou. — Obrigado, de novo.

A garota riu e começou a acompanhar os demais em direção às carruagens. Elliot voltou correndo até o vagão de carga e pegou o seu malão, ainda olhando desconfiado pro sarcófago egípcio... Mas seus devaneios foram interrompidos por aquela sensação ruim novamente, como se alguém o rondasse. Olhando ao redor, acabou não percebendo o olhar da garota grega que o marcara como alguém a sofrer futuramente em suas mãos. Sem saber, o garoto fizera uma inimiga...


Spoiler:
Elliot encontra uma forma bem incomum de burlar possíveis leituras de mente e tem seu malão de bugigangas explodido pelo professor Azazel, bem como sua varinha confiscada. Entregando o malão de bugigangas pra sua amiga Kelly, ele prosseguiu pra pegar seus malões normais, ignorando o fato de que tinha ganho uma inimiga pessoal que tem o potencial de transformar sua vida em um inferno.


Off: Ações da Kelly autorizadas, já que ela não tá podendo postar.


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08. Banquete de Abertura.

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 2:13 am

. Capítulo VIII .

Elliot ocupou seu devido lugar na mesa da Grifinória no Salão Principal. Estava sem sua varinha e apesar de não precisar dela, estava um pouco preocupado. Prometera a Falkor que não revelaria sobre seu treinamento, o que indicava que ele teria que encontrar formas de fazer magia de um jeito discreto, sutil, ou usando de subterfúgios, como fizera quando Azazel explodiu suas coisas. A bem da verdade, seu único ânimo era o de desfrutar de uma excelente refeição, muita coisa havia acontecido naquele primeiro de setembro e já era hora de um dia tão fatídico ser encerrado. E nada como uma refeição e uma boa cama pra que tal feito fosse realizado. Pelo menos esse era o plano original. Mas o plano original nunca sai do jeito esperado quando se trata de Elliot Pointer, né? Como era mesmo o lema? “Você encontra a Aventura ou a Aventura encontra Você”. Aventura ou confusão. Depende dos olhos de quem analisava a situação.

Após o discurso do diretor, Azazel começou com seu circo, exigindo as detenções num espetáculo aberto, como uma tentativa de melhorar sua autoafirmação porque é incapaz de fazê-lo por si só. Espera que tendo plateia as pessoas acreditem que ele é como ele é. Como era mesmo o lema? “Uma mentira contada tantas vezes que se torna verdade”. Principia Discordia. Por isso Elliot preferia ignorar. Quando a coisa tinha de ser resolvida mesmo, se usava o grêmio, com os representantes se dirigindo diretamente a quem realmente importa: o diretor e o conselho. Não a um “subalterno”. Elliot não costuma pensar nesses moldes, mas esse era um molde que incomodaria Azazel. Então, em sua mente, tudo que fosse feito nessa natureza, seria o suficiente. Além do mais, adorava a cara de derrota de Azazel quando o diretor cedia ao bom senso após a apresentação das argumentações. “A pena sempre foi mais forte que a espada”. Se o grêmio não resolvesse, ele jogaria bombas de bosta dentro do quarto de Azazel ou explodir as anotações dele novamente. Pessoas sempre subestimam explosões, são tão divertidas... Seria suficiente por uma semana. Abrindo um sorriso, ele se permitiu beber um gole de suco.

Estava procurando ignorar o que estava sendo feito a Isadore, o grêmio abordaria os métodos de disciplina do sistema Azazel posteriormente, abordando o caso com o diretor. Quando chegou a vez de Chester, Elliot olhou para o amigo, mas o que ele ouviu foi Gabi se levantando e proferindo um discurso contra o sistema “Azazel de Detenções”. Elliot levantou-se. O faria por lealdade, já que não abandonaria a amiga, mas o fato de ter abordado o sistema autocrático e injusto de Azazel com aquelas punições que apenas serviam pra humilhar, não pra educar, o ganhou na causa. De educação ele entendia um pouco, visto que seu pai era um professor. O garoto viu Fae pegando na mão de Gabi e abriu um sorriso, enquanto olhava pra Azazel com aquele sorriso largo no rosto. Já se via numa detenção arrancando erva daninha com os dentes, mas valeria a pena. Imaginar o cérebro de Azazel estalando de tanta raiva... Não tem preço. Além do mais, seria apenas mais uma detenção. As pessoas tendem a supervalorizar as detenções, mas depois da vigésima, não surtia mais efeito. Alguns alunos se levantaram em conjunto, pra mostrar o apoio à aluna.

Era algo bonito de se ver, os alunos se manifestando sem receio com ameaças, apesar que, diplomaticamente falando, não acarretasse em resultado válido. Se havia uma representação estudantil, esse é o meio a ser utilizado para que, de forma legal, conseguir as reivindicações. Derrotar Azazel em seu próprio campo de autoridade e com o apoio da escola. Mastercard, pra que precisa-se de você? Mas a coisa começou a sair um pouco do... controle. Principalmente na mesa da Lufa-Lufa... Elliot observou com olhos arregalados, Nanda tentando tocar fogo nas bandeiras e depois discursando pra cima de Azazel – ela não se lembra mesmo que “Incendio” só afeta coisa não-orgânica? Aí o professor com cara de Lúcifer derrubou o Azazel e a coisa começou a ficar muito louca. Bem fora de controle. Muito fora de controle. Não teve como não se lembrar de um diálogo em uma de suas obras favoritas...

“Todo esse tumulto... Essa gritaria... V, isso é Anarquia? Isso é a terra do faça-o-que-quiser?”

“Não. Essa é a terra do tome-o-que-quiser. Anarquia significa sem líder, e não sem ordem. Com Anarquia, vem uma era de Ordung, de verdadeira ordem, ou seja, Ordem Voluntária. Esta era de Ordung terá início quando o insano e incoerente ciclo de Verwirrung, que esses boletins revelam, tiver se exaurido. Isto que você vê não é Anarquia, Eve. Isto é caos.”


Elliot arqueou a sobrancelha, mas tudo que ele conseguia pensar era em como tirar a lufana dali. O professor Cooper fez uma entrada triunfal utilizando-se de um Delorean, que deveria estar repleto de Oricalcum e ele teria de ceder isso pro Elliot depois – já até pensava em como convencer Chester a ir até o professor, mas não ali, chamaria a atenção demais. Deveria agir rapidamente e já se preparava pra fazê-lo, quando o diretor restaurou a ordem com suas palavras, lembrando que aquele não era nem o momento, nem o lugar para aquilo. Alguns alunos se levantaram, saindo do Salão Principal e Elliot aproveitou a deixa. Colocando a mão no ombro de Gabi, apenas deu uma piscadela e acenou assertivamente com a cabeça.

— Desculpa. Eu queria ficar, mas tenho que resolver algo, tá? Não ouse se meter em detenções sem mim!

Passando pelo garoto do país de Gales com o porte de um lobisomem de série juvenil – o tipo de série que alguém com o perfil do Leslie participaria – entregou um cartão do grêmio e disse:

— Conto com você na próxima reunião.

Olhando pro garoto da Corvinal, ele arqueou a sobrancelha. Lembraria do rosto dele pra abordá-lo depois, numa situação melhor. E abriu um sorriso pra Pandy, apontando pra amiga lufana. E aproveitando que três alunos seguiam na direção da saída, procurou ir caminhando o mais rápido que podia, mas sem correr, pra não chamar muita atenção – se isso era realmente possível – e chegando até a lufana, sentindo o cheiro do etílico, a segurou pelo braço e falou.

— Vem, Nanda. Quero falar contigo. — abrindo um sorriso, ele colocou o braço dela em ao redor do pescoço dele e a ajudou a caminhar até a saída do Salão.



Spoiler:
Elliot observa os acontecimentos no banquete, o que o faz achar que dia primeiro de setembro realmente não é um dia comum. Apoia o protesto contra os métodos de detenção de Azazel e quando tudo está resolvido, graças ao diretor, ele resolve tirar Nanda dali antes que a coisa se agrave pra garota.


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09. Aventuras na Cozinha! Beba a poção, Nanda Wizard!

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 2:15 am

]
Status: RP Fechada.
Data: 01 de Setembro – 20h30.
Local: Cozinha.
Participantes: Elliot Pointer e Fernanda Wizard. É possível entrada de novos participantes, mas por favor, manda PM e diz exatamente qual o interesse, só pra facilitar a organização.

. Capítulo IX .

Após sair do Salão Principal, o garoto rumou para as escadas que levavam ao porão, trazendo consigo sua colega de sala, Fernanda Wizard. Ela estava um pouco alta e por isso mesmo fora a protagonista de algumas cenas complicadas no incidente que ocorrera no Banquete – Wizard saíra tentando incendiar tudo. O que sempre é uma boa ideia, visto que o que não é feito com uma bola de fogo não vale a pena ser feito, mas não assim, na frente de todo mundo e com os sentidos e reflexos afetados por substâncias químicas. O cheiro de vodka era tão forte nela que ele chegava a pensar que deveria ter algum parentesco com a Wolfsbane. De início pretendera aproveitar pra tentar conseguir um favor da colega, mas ao chegar nela ainda no Salão, percebeu que naquele estado não seria possível. Então, decidiu fazer o que era mais sensato: levá-la até a cozinha.

— Noooossa, que pessoa bacana você é!! Ajudando uma coleguinha, que nerd bonzinho...

— Sempre um prazer poder ajudar, Wizard. — ele respondeu polidamente. Omitindo a parte “ainda mais quando se impede que alguém seja expulsa do colégio e que o Salão Principal arda como o mais quente círculo do inferno”.

As portas da cozinha se abriram de supetão, com Elliot acompanhado de Fernanda. Ele a colocou sentada numa das cadeiras, enquanto cozinheiros, elfos domésticos ou humanos – todos contratados e pagos, agora que a Revolução dos Elfos os libertara –, se prontificavam para atendê-lo.

— Obrigado. Eu vou precisar dos seguintes ingredientes... Açaí, amendoim, açúcar, ovo, pó de guaraná, leite, cebola, alecrim, pó de pixie, cogumelo smurf e uma pimenta leve. — abrindo um sorriso pra amiga enquanto um cozinheiro coletava esse material, ele disse. — Não se preocupe, essa é uma receita supimpa de um amigo de papai, o Sean Bassett. Ele chama de Revigorante Energetico F.O.D.A.O., disse que utilizava muito no Três Vassouras na época de estud... Ah, obrigado. — respondeu ao cozinheiro que entregou o conteúdo.

Elliot jogou tudo num copo triturador, fazendo o conteúdo transformar-se numa espécie de vitamina espessa. O garoto passou a prestar atenção na cozinha, agora que estavam lá. As coisas estavam bem movimentadas, como era de se esperar no dia do banquete, mas ele percebera que o barulho de conversas diminuíra desde que ele entrara. Provavelmente estava se comentando sobre o ocorrido no andar superior, afinal, a cozinha se localizava imediatamente abaixo do Salão Principal, tendo o mesmo tamanho. Seria um laboratório perfeito para testar as coisas que ele e o pessoal da Tecnomagia criavam... Até os fogões seriam de grande valia para preparar compostos químicos e poções, além das geladeiras conservando ingredientes mágicos... Com a vitamina pronta, despejou tudo numa caneca do tamanho de uma caneca alemã de Chopp, entregou pra amiga. — Toma, três goles e o efeito passa. É tiro e queda.

— Que isso, nerdizinho, pensei que fosse meu amigo! — a garota fez uma careta que despertou risadas em Elliot.

— Confia em mim, moça. Não te meteria numa furada, preciso de você um pouco sóbria pra fazer minha proposta...

— Sei não, hein, isso aí cheira a veneno... — ela estreitou o olhar, encarando o garoto. Alguns cozinheiros deram uma olhada naquela cena, tentando entender o que estava exatamente acontecendo.

— Eu não te envenenaria na frente de tanta gente. Qualquer um deles pode ir pegar um bezoar pra te salvar e eu não poderia fazer nada, entende? — ele explicou a linha de raciocínio lógico que o faria não envenená-la na frente de todo mundo. — Façamos o seguinte, se você passar mal a ponto de ir pra enfermaria, eu fico a seus serviços por uma semana, ajudando no que você precisar.

Ele abriu um sorriso, todo diplomático, fitando a garota.




Spoiler:
Após sair do Salão Principal, Elliot levou Nanda até a cozinha, onde fez um preparado secreto para passar o efeito do álcool no sangue dela – precisava dela sóbria pra uma proposta que tinha. A garota se recusa a beber e Elliot tenta persuadi-la, colocando-se a serviço dela se ela passar mal.

Off: Olá. Ações previamente combinadas com a MF, player da Nanda. Smile Bonanças.


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10. Aventuras na Cozinha! Beba a poção, Nanda Wizard!

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 2:16 am

. Capítulo X .

Quando a garota pegou os copos em suas mãos, Elliot apenas afastou alguns legumes de uma das bancadas onde se colocava alguns pratos e vasilhas pra preparo dos alimentos, sentando-se nela logo em seguida. Vira o efeito do revigorante uma ou duas vezes e sempre achava incrível como ele acabava com todo o álcool no sangue da pessoa. O efeito fora imediato, fazendo Fernanda perder aquela aparência de quem estava meio letárgica em tudo, mas com demonstrações excessivas em suas ações e falas. Abrindo um sorriso caloroso, ela meio comentou sobre o ocorrido, o que fez Elliot enrugar o nariz em uma breve careta, enquanto dizia:

— Não tem com o que se preocupar. O que tinha de acontecer lá, aconteceu. O demônio de olhos amarelos continuará com a prepotência dele, pessoal do grêmio continuará revolucionário, Grifinória continuará ativista, Corvinal estudiosa, Lufana amigável, Sonserinos ambiciosa, entendedores entendendo e odiadores odiando. Odiadores sempre irão odiar. — o garoto pegou uma pequena bolinha, com aparência de uma lua e arremessou com cuidado pra garota, que a segurou. — Toma. Uma lua gelada. Vai auxiliar a passar o gosto estranho da garganta, além de serem uma delícia.

O garoto deu um sorriso, enquanto com os olhos ele percorria toda a extensão da cozinha. Procurava identificar quem estaria tentando prestar atenção na conversa deles e qual o cozinheiro mais distante, pois disso dependeria o tom de voz que ele usaria. Mas devido ao incidente que ocorrera no Salão, os cozinheiros estavam num corre-corre maior, aparentemente alguém acreditara que a comida poderia diminuir toda aquela euforia e conflitos de forças no andar superior. Então, eles simplesmente deixaram “apenas mais aquele casal de alunos” quietos onde estavam. O garoto apenas meneou a cabeça, embora mantivesse o sorriso. Não importa o quanto os cozinheiros estivessem atarefados, que eles pensassem que era apenas mais uma conversa de algum grifinório tentando galantear sua amiguinha lufana. Olhando pra Wizard nos olhos, ele falou, em um tom mais baixo. Audível o suficiente pra garota, mas não pra toda a cozinha.

— Como deve ter percebido no salão principal, eu me meti em uma confusão no Expresso e por isso estou sendo penalizado. O demônio de olhos-amarelos retirou minha varinha e por isso estou um pouco... “Debilitado” no uso da magia nas próximas aulas. — ele ergueu as mãos, com o dedo indicador e o médio juntos, encurvados, enquanto enfatizava o debilitado. Saltando do balcão em que estava e indo até o que a garota estava, ele encostou ao lado dela, e virando um pouco a cabeça, continuou, dessa vez em um tom mais baixo. — Então pensei que você poderia me auxiliar emprestando sua varinha nas aulas. Estou disposto a, enquanto o período de empréstimo durar, ajudá-la nas... situações mais... Escusas. Como auxiliar pra que entre e saia do castelo à noite sem ser pega, recuperação de recursos que tenham sido confiscados por algum professor... Tenho algumas habilidades que são úteis. — ele puxou uma gaveta próxima à garota, que teoricamente deveria estar trancada, estivera mexendo nela enquanto conversava com a menina. — Só não me peça pra fazer algo que prejudique um inocente, podendo definir eu a quem chamo de inocente. E nem pra fazer suas tarefas. Mal faço as minhas. E então, concorda?

O garoto abriu um sorriso, fitando a garota, enquanto com o canto de olho continuava observando os cozinheiros. Nenhum notara a conversa, era um ponto positivo. Agora só precisava que a garota aceitasse sua proposta.


Spoiler:
Com Fernanda sóbria, Elliot faz sua proposta a ela: ela empresta a varinha durante as aulas, ele atua como seu servo em serviços mais obscuros.


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11. Aventuras na Cozinha! Beba a poção, Nanda Wizard!

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 2:17 am

. Capítulo XI .

O garoto abriu um sorriso, sem ajeitar o cabelo, ouvindo as palavras da garota. Então ele conseguira uma varinha, sem precisar ter muitos problemas nas aulas. Pelo menos seu segredo em relação a usar magia sem varinha estaria guardado, por quanto tempo ele não sabia bem, mas estava. Precisava apenas agora treinar lançar sem gestos, pelo menos conseguiria chamar menos atenção. Deveria ter se esforçado no treinamento que nem Mimi, mas não se arrependia do treinamento em Aikidô... Ele podia não ser bom na ofensiva, mas a defensiva garantiria alguma defesa contra qualquer tipo de ação. Acenando afirmativamente, ele apenas disse:

— Não pretendo usá-la para algo “de mais”, só pra fazer algum dos exercícios de sala de aula. Aqueles que os professores não concordarem em liberar enquanto não tenho minha varinha de volta. — o garoto deu uma piscadela rápida, demonstrando claramente que utilizaria da sua condição pra fugir de fazer alguns deveres e passar o tempo de prática da aula fazendo algo como ler sobre oricalcum e tecnomagia. — Okidoki, você é a senhorita Nanda, então. Pelo menos enquanto estiver a seus serviços, até lá te acho um apelido mais adequado.

Olhando ao redor para ver se ninguém mais observava, ele apontou para um dos armários da cozinha, estrategicamente colocado num canto mais vazio, onde ficavam as panelas e objetos da cozinha – lugar pouco visitado pelos alunos, visto que se interessavam mais nas partes em que estavam a comida.

— Ao lado daquele armário, há uma pedra solta. Nela há um buraco na parede que contém um pequeno depósito de algo similar a isopor. Al... Digo, meu informante na cozinha costuma guardar ali as mini-luas, já que eu permito que leia meus quadrinhos nas horas de folga dele. É um acordo saudável. Eu apresento alguma receita de doce, ela... Digo, ele lê meus quadrinhos. Geralmente há umas três mini-luas lá, que eu costumo pegar antes da aula. E fica como nosso segredo. Não vai espalhar pra ninguém, hein? — bocejando um pouco, sentiu o cansaço do dia bater. — Bem, senhorita Wi... Nanda, estamos acordados então. Eu estou indo me recolher, porque o dia foi muito puxado. Tivemos incêndios, explosões, discursos, aurores e mini-luas. E ainda tenho que arrumar meu quarto desfazendo o malão com as coisas que o Azazel explodiu...

Estendendo o punho fechado em forma de soco pra garota, ele se despediu e saiu da cozinha cantarolando alguma coisa que parecia ter a pretensão de ser japonês, mas que não correspondia às perspectivas dele.


Spoiler:
Tendo fechado o acordo com Nanda Wizard, Elliot revela o depósito secreto de mini-luas e despede-se, saindo da cozinha.

Off: Olá. RP Encerrada. Bonanças.


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12. Here's to te Night

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 2:18 am

. Capítulo XII .


”Adivinha o que vamos fazer essa noite?”

“O mesmo de sempre Pinky, tentar dominar o mundo.” Essa foi a resposta que o garoto imaginou quando foi abordado pela amiga lufana, mas acabou respondendo com algo que seria mais compreensível. Não adianta fazer tiradas de humor se a pessoa podia não compreender e naquele mundo de magia, era compreensível que alguns não entendessem as nuances de referências a elementos do mundo não-mágico. Na verdade, no mundo não-mágico, havia muitos que não entendiam as referências dele, por isso mesmo era enquadrado na tribo urbana classificada como nerd. Mas ele aprendera a conviver com isso...

Era uma fria noite de outono, bem como chuvosa... Por isso, vestiu uma camisa de lã por baixo da camisa de botão tradicional. Manteve a gravata, a calça de tecido e os tênis, mas substituiu o paletó por um moletom escuro com capuz, contendo o símbolo do Asa Noturna. Pra manter a proteção contra o frio, colocou luvas e um cachecol – que ele podia facilmente erguer acima do queixo até o nariz, criando uma máscara que, em conjunto com o capuz, deixaria só seus olhos à mostra. Ficaria irreconhecível se não fosse o sobretudo tradicional que utilizava. Seu sobretudo da sorte, como costumava dizer. Em uma mochila, ele colocou seu kit OBA (O Básico do Aventureiro): um lençol grosso, uma muda de roupa seca, uma corda, um cantil com bebida quente, um cantil com água, alguns sanduíches embalados em alumínio, uma pederneira para produzir fogo “à moda antiga”, um estojo com gazes, bandagens e unguentos, um estojo com gazuas e pedaços de arame, além, claro de uma toalha. Ele nunca esqueceria a toalha.

O restante do trajeto foi consideravelmente fácil: Encontrou Nanda no subsolo, às portas da cozinha. Os dois esperaram o fluxo diminuir, com todos indo para o jantar e aproveitaram o momento para esgueirar-se para fora do colégio, dirigindo-se o mais silenciosamente e discretamente possível até a orla, onde procurando evitar a casa do jardineiro, pegaram um atalho. E para surpresa do garoto, no atalho, encontraram com uma terceira-anista. Elliot já a tinha visto por aí algumas vezes, uma garota com bastante imaginação que tinha o costume de chamar alguns garotos com o título de príncipe e com nome de doces – o que acarretou no garoto apelidando-a de Princesa Marshmallow. Elliot estava acostumado com esse tipo de comportamento devido à sua irmã compartilhar, embora pra um lado mais macabro, do mesmo – ele nunca esqueceria dela exorcizando o Azazel... Não esperava encontrá-la por ali, mas deixou a lufana tomar a iniciativa em relação à garota, a quem apenas acenou dando um sorriso – que não podia ser visto devido ao cachecol.

Enquanto elas conversavam, ele procurava prestar atenção, até porque era um lugar proibido não à toa... Criaturas costumavam vagar por ali, criaturas de todos os tipos e origens... Enquanto estivessem na Orla da Floresta a coisa ainda era mais saudável, quando chegassem no interior da mesma, as coisas ficariam feias. E ele esperava conseguir pensar em algo para poder auxiliar, mas pelo que entendera, Nanda estava atrás de saber sobre o ocorrido no lago. Pelo que o garoto tinha tido conhecimento, o lago ficou com as águas agitadas depois de uma forte descarga elétrica... Bem, ele não queria deixar sua imaginação sair voando por aí, mas... Alienígenas, nesse caso em específico, era uma possibilidade... Ele esperava apenas não estar com seu klingon enferrujado.

Encostando-se numa árvore, procurando observar ao redor, ele procurou prestar atenção nos seus ouvidos e uma música estranha chegou aos mesmos. Parecia que, em algum lugar, algum tipo de comemoração estava ocorrendo. Voltando o olhar na direção do castelo, ele não lembrava de ter alguma festa ou algo daquele tipo. Além do mais, por mais que o castelo ainda estivesse visível, qualquer som de festividade no Salão Principal não alcançaria aquela distância toda, ainda mais com a chuva – talvez no pátio, mas não no Salão Principal. Procurando dar uma olhada se via alguma fonte de luz ou algo incomum, ele percebeu que o som diminuiu. Voltando a aproximar-se da árvore, o som aumentou novamente – mas não o suficiente pra deixar de parecer algo muito, muito distante. O som parecia vir da árvore e encostando nela, ele pôde ouvir algo similar a uma voz. É, aquilo era realmente estranho. Muito estranho.

Quando Nanda e a Princesa Marshmallow começaram a caminhar, ele continuou acompanhando-as, esperando o momento certo de perguntar se alguém mais estava compartilhando daquela audição... Foi nesse momento que a Princesa Marshmallow mudou a rota, o que fez o garoto arquear a sobrancelha. “Sapo Mordedor”, fora a resposta dela quando Nanda a indagara... Quando foi puxado pela lufana, juntamente com a grifinória, ele deixou-se levar, mas mais à frente, perguntou:

— Vocês realmente não estão ouvindo nada? Tipo uma musiquinha de flauta com alguém cantando algo estranho aparentemente falando de um cubo?

Ele estava um pouco preocupado. Porque sons de flauta indicavam criaturas feéricas, principalmente dois tipos: dríades e sátiros. E esses dois seres tinham em comum, além da ligação com a natureza, o hábito de sequestrarem pessoas do sexo oposto para escravizar amorosamente. Isso se não fosse uma ninfa que os cegasse com sua beleza, literalmente. Ele ouvira histórias sobre pessoas que morriam quando uma ninfa se despia e levando em conta sua tendência a esquivar-se de relacionamentos, a ideia de ficar preso encantado por uma dríade em um carvalho não o agradava...


Spoiler:
Elliot após preparar-se, acompanha Nanda até a Floresta Proibida e encontram com Louise Sauniere. O garoto acaba escutando uma música estranha enquanto elas conversam e após algum tempo, indaga às duas sobre isso...
Off: Olá. Não, não estou mestrando essa quest. Quem vai mestrar aparece já, só eu encontrar a pessoa no MSN. Razz Coloquei a música e informação sobre o abrigo com base no que foi postado aqui: http://enervate.forumeiros.com/t458p900-sindrome-do-f5#13739 Rolando dados pro básico: Furtividade, Percepção e se precisar de algo mais. Very Happy Bonanças.




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Prequel. I. Happy B-Day El!

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 2:22 am


. Torre de Astronomia .
02 de dezembro de 2010 – 22h

Havia um esboço de sorriso em seu rosto, lembrando-se da festa daquela noite, festa esta que ainda estava acontecendo no Salão Comunal da Grifinória – e provavelmente continuaria até os monitores decidirem que era hora de encerrar, o que só aconteceria quando o efeito das cervejas amanteigadas passasse, lá pras duas horas da manhã. Mesmo que ele fosse um daqueles que não costumava comemorar aniversários, não havia como deixar de comemorar... Seus amigos não deixariam passar aquilo em branco, assim como ele também não deixaria passar a data deles em branco. Por isso, enchendo o bolso com um pouco de comida e pegando uma garrafa de coca-cola – ele ainda descobriria como os amigos faziam pra arranjar isso –, Elliot saiu furtivamente pela entrada da Grifinória. Não tão furtivo a ponto de não ser detectado pelos mais perceptivos, como sua irmã. Mas ela sabia do rito dele e por isso o deixava prosseguir em paz.

Todo aniversário, era a mesma coisa. Após boa parte de interação social nas festividades, ele pegava um pouco de comida e procurava um lugar isolado pra passar o resto da noite. Antes de chegar em Hogwarts, era o telhado da casa que servia de refúgio. Agora, em Hogwarts, a torre de Astronomia. Precisava apenas ser furtivo o suficiente pra chegar até ela sem chamar a atenção, e por essa mesma razão, ele se esgueirava pelos caminhos mais longos do castelo, mas certamente os menos percorridos pelos professores, principalmente Azazel. Após alguns minutos, ele conseguiu chegar ao local desejado: a Torre de Astronomia. Elliot sempre se perguntava porque o professor a deixava aberta a noite toda, mas não chegava a consumar a pergunta ao professor porque temia que ele passasse a fechá-la, caso fosse por distração. Dando um suspiro, ele adiantou pelo piso de madeira, um pouco mais relaxado, menos preocupado em ser notado, afinal, àquele horário, o lugar deveria estar...

— Senhorita Perkins? — ele não pôde deixar de indagar em voz alta ao ver a garota deitada no chão, rabiscando o que parecia ser um mapa estelar, o que servia de prova de que era Aubrey e não Aileen quem estava ali. Ou uma tentativa de um mapa estelar, Regulus estava um pouco mais ao norte do que deveria, na constelação de Leão... Ainda de pé, olhando pra garota, engatou as perguntas. — Faz meia hora que o toque de recolher foi dado, você terá encrencas se for pega aqui, senhorita Perkins.

Ele deu um meio-sorriso, ciente que a garota era certinha demais pra estar voluntariamente além do horário de recolher. Sua respiração tornou-se visível em pequenos vapores. Lá fora, pequenos flocos de neve pareciam dançar lentamente ao sabor do vento, um anúncio sobre o inverno daquele ano...


Spoiler:
Procurando ficar um pouco a sós no dia do seu aniversário, Elliot sai do Salão Comunal após a hora de recolher e segue para a Torre de Astronomia que ele acredita estar vazia, deparando-se com uma Perkins entretida num mapa estelar.


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Prequel. II. Happy B-Day El!

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 2:24 am


. Torre de Astronomia .
02 de dezembro de 2010 – 22h30

O garoto sorriu silenciosamente, fazendo com que vapor saísse pelas suas narinas. Normalmente ele se colocaria a falar pelos cotovelos, como ela, falando da relação espaço-tempo e de como as partículas atômicas explicariam o frio, mas não naquele dia. Caminhando até uma das colunas, ele retirou a “marmita” e colocou-a no chão e em seguida, colocou a garrafa de coca-cola. Vendo que estariam seguras ali, ele voltou até a jovem garota, sem dizer muito, apenas agachando-se a ajudando-a na recolha de seu material. Acreditando que seu silêncio provavelmente causaria estranhamento numa tão agitada Aubrey Perkins, ele comentou algo:

— Se eu fosse você não falaria tão alto, como aqui é uma torre, o som ecoa fácil pelos corredores, não havendo nenhum outro som alto para abafá-lo, como haveria durante o dia... Isso só atrairia professores aqui e, acredite, o único lugar que dá pra se esconder é na beirada, do lado de fora e não é algo agradável. Meus dedos gelaram ano passado e eu dei graças pelo professor não ser legilimante... Ou talvez ele fosse e isso explicaria ele ter passado cinco minutos aqui, sadicamente divertindo-se com minha situação. Isso é algo a se ponderar, definitivamente. — agora ele parecia falar mais consigo mesmo que com ela. — Mas não se preocupe, o caminho pelo corredor das estátuas está limpo. Pelo menos durante a próxima meia-hora, já que o professor de patrulha está agora na zona leste do castelo. Ele vai demorar pra passar por lá, aí você consegue chegar fácil na cozinha. Mas ainda assim recomendo ir o mais silenciosa possível. — ele abriu um leve sorriso, entregando o último dos pertences à jovem lufana. Não conseguindo se conter, disse. — Er... Eu revisaria o mapa novamente se fosse você, só por precaução. Sabe como é, tarde da noite, frio, as coisas acabam ficando muito ao norte em determinados lugares... — dando uma piscadela, ele se levantou, estralando os ossos do pescoço como alguém que se espreguiçava. Caminhando até a marmita, ele sentou-se na janela, olhando a neve que girava, como se bailasse ao som silencioso do vento. Voltando o olhar pra garota, para não parecer indelicado, despediu-se. — Uma excelente noite, senhorita Perkins. Bom ver um rosto amigável por aqui e peço desculpas por ter posto fim ao seu momento sozinha... Eu sei como é bom ter momentos assim às vezes. Apenas apreciar o tempo e a vida em sua totalidade. Amanhã eu não estarei aqui, aí a senhorita pode ficar por mais tempo, tá? Apesar que se quiser continuar, garanto que nem vai perceber minha presença. Vou ficar quieto aqui. Não se incomode por minha causa.

Estendendo a mão para frente, ele deixou um floco de gelo cair nela, enquanto assoprava gentilmente outro próximo, para que retornasse à sua dança noturna.


Spoiler:
Auxiliando Aubrey a recolher seu material, Elliot divaga um pouco antes de sentar-se à janela pra observar a noite.


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Prequel. III. Happy B-Day El!

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 2:25 am


. Torre de Astronomia .
02 de dezembro de 2010 – 22h32

Elliot estava com o olhar fixo sobre o floco de neve que ele assoprara, ele estava girando pela corrente de ar, subindo e descendo em conjunto com os outros, como se toda a natureza se mobilizasse para providenciar um espetáculo aquela noite. Ou talvez, ocorressem espetáculos todas as noites, ele apenas não tinha tempo pra observar imerso no corre-corre do seu dia-a-dia, por isso uma vez por ano, ele tirava uma noite apenas pra observar... Ser algo em conjunto com toda a natureza, toda a existência. Sem julgamentos, críticas, problemas ou confusões. Apenas ser. Ouvindo a voz da garota, ele tirou o olhar do floco de neve e voltou-se para ela, um pouco surpreso por ela estar ali. Tentando lembrar o que ela perguntara, levou alguns poucos segundos pra que a mente processasse a informação, ao que o garoto respondeu:

— Ah, um pouco disso, um pouco daquilo. É o que eu pude pegar da festa que estava tendo lá no salão comunal da Grifinória. O pessoal caprichou e raspou a cozinha quase toda, com a condição de convidar os elfos também.... Gosto desse espírito deles após a liberdade obtida. — o garoto voltou a sorrir. — Pode pegar o que quiser, eu geralmente só trago a comida pro caso de bater a fome e eu não ter de atravessar o castelo todo me arriscando. Mas quase nunca toco no que trago... Talvez a Coca, mas eu acho que estou com cafeína demais no sangue pra ficar sonolento tão cedo. Então, por favor, fique à vontade.

O garoto girou na janela, colocando as pernas pro lado interno da Torre e abrindo a pequena marmita que fizera, mostrou as comidas que trouxera. Alguns salgados, torta de frango, empadão, sanduíches de cheddar com hambúrguer, batatas fritas e até uma fatia de pizza. E potinhos estavam brigadeiros e pudins.

— Infelizmente tudo comida natural dos muggles... Sempre tive essa preferência, acho que a Fae deve ter contado pro pessoal, já que até Coca-Cola eles arranjaram esse ano. Tome, sirva-se. — ele retirou um saquinho com um garfo e uma faca de plástico, além de alguns guardanapos. — Mas a Coca, acho que vai ter de ser na garrafa, eu não trouxe copo...

Ajudando a garota a servir-se, ele voltou a olhar para o lado de fora, quando uma lufada suave de vento entrou trazendo consigo alguns flocos de neve. Vendo a garota se arrepiar, ele tirou o sobretudo dele e o colocou, sem dizer nada, nos ombros dela. Indo até a janela, ele olhou novamente para a noite, enquanto dizia em voz alta, mais pra si mesmo do que para Aubrey...

— Uma das coisas que sinto falta aqui, é de um vilarejo muggle. Lembro que toda noite, esse ano, quando eu ficava no telhado de casa, eu podia ouvir ao longe alguém ouvindo Bing Crosby em alguma das fazendas... E o som acalentava toda a noite. — voltando o olhar para a garota, ele perguntou. — Conhece Bing Crosby, senhorita Perkins? Um ótimo cantor, ótima voz. E como está perto do Natal, era sempre “Have Yourself a Merry Little Christmas” que meus vizinhos ouviam... — como se esquecesse da presença da garota ali, o garoto entoou... ♪ — Have yourself a merry little Christmas... Let your heart be light. From now on, our troubles will be out of sight...


Spoiler:
Compartilhando um pouco da sua comida com a jovem garota, Elliot prossegue compartilhando um pouco de seus pensamentos, embora ainda em devaneios, finalizando com uma antiga canção comum em sua infância:


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Prequel. IV. Happy B-Day El!

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 2:26 am

. Torre de Astronomia .
02 de dezembro de 2010 – 22h33

Após o primeiro trecho a voz do garoto foi diminuindo até tornar-se só um sussurro, enquanto contemplava a neve caindo lá fora. Ele ouvira falar que algumas vitrolas não precisavam de eletricidade pra funcionar, talvez ele conseguisse trazer alguma dessas pra Hogwarts – embora não soubesse exatamente onde encontrar discos de vinil que servissem pra esse tipo específico de vitrola. Pesquisaria mais sobre isso futuramente. Largando o pensamento tecnológico de lado, ele voltou a atenção para a garota que acabara de arrotar. Surpreso, com as sobrancelhas erguidas ao máximo, um sorriso foi se formando na boca dele até estar levando a mão à boca para rir bastante, procurando fazê-lo silencioso pra não chamar a atenção. Recuperando o fôlego, ele falou:

— Mais baixo, senhorita Perkins. Ainda estamos agindo na surdina, de uma maneira fora-da-lei... E uma detenção no final do ano não é algo legal, fica pouco tempo pra apresentar os trabalhos. — sentando-se novamente, pôs-se a explicar. — Isso é um refrigerante, uma bebida feita com alguns produtos químicos e com a adição de gás, que o deixa refrescante em seu beber. Em compensação, se você não tiver o hábito de tomá-la, acaba tendo esse efeito colateral que é conhecido popularmente como arroto. O gás procura por uma forma de sair e acaba encontrando, no seu caso, um caminho pela via oral. É ótimo quando você se sente entalado, porque algo não desceu direito. — fazendo uma expressão mais séria do tipo que vai vendo uma ficha cair lentamente, ele olhou pra garota. — Você é acostumada com cafeína, não é? Digo, toma chá preto ou café... Porque se não for, esse refrigerante em específico atuará como um estimulante. — olhando pra baixo, ainda murmurou pra si mesmo. — Pelo menos você passará a noite acordada pra terminar o trabalho... Great Scott. — recuperando o tom normal de voz, continuou. — Aconselho a comer algo, pra que pelo menos o efeito estimulante seja equilibrado com o “banzo” após refeição devido à digestão...

O garoto abriu um meio-sorriso como se sua mente imaginasse mil e uma coisas que ela faria quando descobrir os efeitos da Coca-Cola de forma mais precisa. Efeitos esses que ele não contaria naquele momento... A cafeína no sangue poderia fazê-la ficar falando alto a ponto de chamar muita atenção. E pensar que ele achava que essa noite seu carma daria um tempo, tinha que agir com cautela. Estava acostumado a entrar em confusões, mas ela não. E provavelmente, do jeito que ela é, o odiaria por ele metê-la em confusões. Lufanos, ficam só esperando o mundo acabar em barranco pra morrerem deitados...



Spoiler:
Enciclopedicamente, Elliot explica sobre os efeitos do refrigerante a Aubrey, imaginando quão a garota será afetada pela cafeína.


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Prequel. V. Happy B-Day El!

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 2:28 am

. Torre de Astronomia .
02 de dezembro de 2010 – 22h35

Ouvindo o pedido da garota, o garoto fechou um dos olhos, enquanto com a cabeça levemente inclinada, perguntou:

— E por que eu falaria disso? É algo muito comum isso, senhorita Perkins, não há nada de extraordinário nisso a ser comentado. Mas se você se sente mais segura com minha palavra, a tens que eu não mencionarei sobre esse incidente a outra pessoa além de ti.

“Cafetina”... O garoto segurou o riso novamente, dessa vez tentando disfarçar, já que ela levara a sério o lance do arroto. Ainda assim, antes que ela saísse repetindo aquela palavra e depois voltasse num modo “Morgan-matadora-de-Elliots”, ele resolveu explicar.

— Cafeína. Sem o “t”. O “t” deixa a palavra um pouco mais... Inadequada para uma dama de ser pronunciada. — ele deu uma piscadela marota enquanto a via pegando os brigadeiros, um atrás do outro. — Isso aí, essa bolinha escura, chama-se brigadeiro, é feito de chocolate e faz um grande sucesso nas festas sul-americanas, tendo ganhado adeptos por essas bandas do norte europeu. Afinal, chocolate faz sucesso em tudo que é lugar. Tem gente que vai pra festa de criança só pra pegar brigadeiro... Infelizmente, ou felizmente, eu não gosto de chocolate e, por tabela, não gosto de brigadeiro. Então fique bem à vontade com eles. Eu só trouxe porque tem uma grande quantidade de açúcar, glicose. E como costumo pensar muito, acabo consumindo muita glicose e por isso um desses ajudaria sem que eu precisasse me empanturrar. Doces são verdadeiros aliados de uma mente pensante...

O garoto sentou na janela novamente, estando levemente curioso sobre o comportamento da garota que nunca provara alimentos muggle. Quando indagado sobre o motivo da comemoração toda, ele deu de ombros e disse:

— Bah. Somos grifinórios, festejamos todos os dias por qualquer coisa. Seja por tirar nota boa, seja por explodir a sala do Azazel sem ser pego... Apesar que dessa vez eu achei desnecessário, mas mesmo que eu insistisse e brigasse, eles fariam. Conheço os meus amigos, apesar de termos apenas um ano e meio de contato... — encostando-se no arco da janela, ele dividiu-se entre olhar a neve virando a cabeça pra esquerda e olhar pra garota, virando a cabeça pra direita. Virando a cabeça pra esquerda, prosseguiu. — Meu autor favorito, o Neil Gaiman, tem uma frase que eu tenho como uma filosofia de vida. Uma de suas personagens, a Morte, diz o seguinte, em uma das graphics em que aparece: “É apenas isto. Se você vai ser humano, tem um monte de coisas no pacote. Olhos, um coração, dias e vida. Mas são os momentos que iluminam tudo. O tempo que você não nota que está passando... é isso que faz o resto valer”. Por isso, no meu aniversário eu prefiro simplesmente agradecer a todos que estão ao meu redor, que ajudaram a fazer aquele ano um ano repleto de momentos, porque são eles que, ao me proporcionarem momentos em que não se vê o tempo passar, fazem a minha vida valer a pena. Mais do que de comemoração, é uma data de agradecer. Mas eles insistiram em comemorar, e queira ou não, sendo desejo deles, uma das formas de agradecer é permitindo essa comemoração hoje. Apesar que eu sei que se dissesse não, eles fariam do mesmo jeito. A minha irmã mais nova, a Gabi e principalmente a Kelly não deixariam hoje passar em branco. O Chester ficou enjuriado por não poder ter acesso ao Salão da Grifi, mas passei trinta minutos com ele na entrada da Grifi. — ele abriu um sorriso e virou a cabeça pra direita, olhando pra Aubrey. — Aliás, senhorita Perkins... Obrigado, tá? A senhorita é uma das pessoinhas que estão ajudando a fazer a minha vida a valer a pena fornecendo momentos em que não se vê o tempo passar, como esse agora. Obrigado pelo carinho e pela amizade.


Spoiler:
Ainda em sua vibe enciclopédica, Elliot explica sobre brigadeiro, glicose como alimento para o cérebro e fala sobre sua relação com seu aniversário. Por fim, agradece a Aubrey.


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Prequel. VI. Happy B-Day El!

Mensagem por Leishmaniose em Qui Jul 30, 2015 2:29 am

Spoiler:

. Torre de Astronomia .
02 de dezembro de 2010 – 22h40

O garoto arqueou a sobrancelha, vendo Aubrey fitando os ladrilhos no chão. Olhando pros ladrilhos, passou a se perguntar o que havia de interessante neles... Talvez a garota estivesse imaginando teorias sobre aquele lugar. Será que ela compartilhava daquela inquietude mental que o dominava desde pequeno? Ele mesmo já olhara o ladrilho daquele lugar e de vários outros... Se perguntando se a madeira escolhida, se o tipo de rocha, tinha algo a ver com o que se desejava que ocorresse naquele lugar, assim como o tipo de madeira influencia a personalidade da varinha. Se ela o fazia com a varinha, por que não o faria com outras coisas? O Pheng Shui não partia de um princípio similar, embora utilizasse a posição dos objetos, em vez de sua composição? Provavelmente havia encantamentos que atuando em consonância com o tipo de madeira, criaria um ambiente que fomentaria o aprendizado ou facilitaria enxergar as estrelas. Provavelmente. Mas as palavras dela não remetiam a isso... E não demorou que garoto entendesse. Talvez em outro dia ele apenas analisasse mentalmente a situação. Mas não naquele dia. Não no seu dia...

— Está tudo bem, senhorita Perkins. — sussurrou ele, próximo ao ouvido dela enquanto a abraçava. Ele sorria, aprendera desde cedo que não importa se alguém não pode te ver, ela pode sentir o sorriso que há em seu rosto. Assim como aprendera que verdadeiros amigos poderiam sentir o que está além disso, poderiam sentir seu coração. — Não é preciso presente. Somos amigos e isso já é suficiente. — afastando-se o suficiente pra que pudesse olhá-la no rosto, ele continuou, ainda com um sorriso no rosto. Procurou fitá-la bem nos olhos, pra que ela visse a sinceridade em suas palavras. — Nunca haverá um presente maior do que o amor de um amigo... E é por isso que agradeço. — soltando-se do abraço, ele deu um passo pra trás sutilmente e gesticulou pondo a mão no coração. — Por confiar a mim uma parte de teu coração, compartilhando comigo tua sinceridade, confiança, alegrias e tristezas. — estendendo a mão até a direção do coração da garota, mas sem tocá-la, finalizou. — E por abrigar em ti uma parte de mim, permitindo que eu possa ser sincero, possa confiar, possa sorrir e possa chorar contigo. — recolhendo o braço, ele voltou pra varanda. — Por isso o obrigado. Por conceder, em meio a esse mundo vasto e inóspito, um lugarzinho, um momento, em que eu possa me abrigar, me sentir bem... Esquecendo de toda a escuridão e frio que existe lá fora. Essa sensação, esse momento, essa felicidade... Não há presente no mundo, nem dinheiro nenhum no mundo que pague. Por isso, não se preocupe. O melhor presente que podes me dar está aqui, em ti. — dando um sorriso, ele voltou a sentar no parapeito da janela. Dessa vez, em um tom mais triste, prosseguiu, olhando pra neve. — Eu bem queria ser desastrado... Seria melhor que a maldição que possuo. Uma coisa é eu me envolver, sozinho, em uma confusão. Eu estou por minha conta, se alguém se machucar, se alguém sofrer, serei eu. Sozinho. Como tem de ser. Não importa o que aconteça, eu sei que vou superar. Eu preciso superar. Não tenho tempo para ser fraco, devo ser forte pra continuar protegendo meus amigos. Mas essa maldição sempre me faz envolver pessoas próximas em confusões... Você tem ideia do quão culpado eu me sinto quando algum deles se machuca, passa por problemas ou fica triste, por minha causa? Quando seu maior desejo é proteger alguém, garantir o bem-estar daquela pessoa, a pior coisa que pode acontecer é você ser o perigo que ameaça essa pessoa... Porque a única forma de continuar protegendo é se afastar... E não importa se você é um lobo solitário, isso ainda dói. Em algum lugar da alma, você sente uma parte de você morrendo, sabe? Acho que entendo o que o Tito Kube quis dizer com o poeminha “Se eu não empunhar minha espada, eu não posso te proteger. Se eu empunhar minha espada, eu não posso te abraçar.” — suspirando fundo, ele apenas meneou a cabeça, imerso em pensamentos internos.


Spoiler:
Elliot explica sobre seu conceito de amizade e fala de sua maldição.


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