Naruto Sekai - Um jutsu de Natal

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Naruto Sekai - Um jutsu de Natal

Mensagem por Leishmaniose em Dom Fev 13, 2011 11:01 pm

Olá,

Em meados do final de 2007, eu dei uma sumida grande dos fóruns que eu costumava jogar e fui me refugiar num universo novo e desconhecido pra mim, do mmo. Como minha net não era das melhores, por recomendação de Tattu, eu entrei em um jogo de plataforma Byond - o Naruto Sekai. Em 2007 eu estava sem faculdade e sem trabalho, podendo passar horas e horas no pc sem nenhuma preocupação. Então eu entrei nesse jogo e upei loucamente meu char, de forma até vertiginosa (Eu tinha o Ninjutsu mais alto do lugar, mas meu Genjutsu e Taijutsu eram suficientes apenas para eu poder fazer o exame chuunin xDDD).

Como bem diz o nome, o jogo é baseado no universo de Naruto. Você escolhe um clã, uma vila e desenvolve seus jutsus de cordo com seu rank e outras coisas mais... Por sorte (sorte mesmo), eu cai com uma kyuubi (no server só tinha kyuubi e nenhum outro biju - na época só se sabia mesmo do de Gaara e do de Naruto). A kyuubi era bugada e só se ativava quando meu char "morria". HAUHAUAHUAHUAHAUHAUA! Algo bem tosquinho e simples, mas era o que eu estava precisando na época e me diverti muito com o pessoal de lá. Conheci muita gente legal nesse server.

Na comunidade do Orkut do jogo tinha concursos e outras atividades extras, realizadas pelo pessoal. No Natal, apareceu dois concursos: um de desenho e outro de contos. Eu decidi participar do concurso de contos e assim nasceu esse conto louco que não explica o que cada jutsu faz e usa e abusa de metagame (termos que é usado em programação e coisas do fórum, como alguns bugs, sendo utilizado como algo do on - da realidade do universo). Quem tiver dúvida do que cada jutsu dito faz, é só clicar aqui:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ninjutsu_%28Naruto%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/Genjutsus
http://pt.wikipedia.org/wiki/Taijutsu_%28Naruto%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hijutsu
http://pt.wikipedia.org/wiki/Kekkei_Genkai
http://pt.wikipedia.org/wiki/Doujutsu

Eu sei que o pessoal aqui, o do Sandu mesmo, que jogou muito tempo Naruto e acompanha o anime não vai ter dificuldade em identificar os jutsus e ver as coisas loucas que esse conto se permite na transformação da realidade de coisas de um server como um universo ficcional Narutiano. Todos os personagens aqui mencionados são personagens "reais", criados por jogadores, do server na época. E os seus maneirismos, toda a cultura do server, está reproduzida no conto... Como o Nejada ter muita grana, o Away viver trocando de clã (toda semana surgia com um personagem de um clã diferente), etc...

Bonanças.

Atenciosamente,
Leishmaniose

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Capítulo I

Mensagem por Leishmaniose em Dom Fev 13, 2011 11:04 pm


O sol surgia no horizonte, dispersando a névoa que cobria Kirigakure, o vilarejo oculto da névoa. Era inverno e a temperatura caíra, obrigando a maioria dos habitantes da vila da névoa a usarem roupas mais grossas. Apesar do cedo da hora, podia-se ver uma movimentação em frente à sede do Mizukage. Vários shinobis aguardavam as palavras do kage, pois em breve seria a comemoração do Natal, a data de paz entre a vilas. A tradição era tão importante que qualquer conflito, que estivesse ocorrendo na época, tinha uma parada durante a semana do Natal. A vila que não honrasse a tradição viria a sofrer retalhação de todas as outras vilas ocultas, na semana seguinte ao Natal. No dia 24 e 25 de dezembro era realizada uma grande festa em um dos cinco grandes vilarejos shinobis. E, esse ano, Konoha, a vila oculta da folha, fora escolhida. Um pouco afastados da multidão, em cima de um telhado, encontravam-se três jovens sentados. Um deles tinha o cabelo prateado, estava com uma calça jeans escura, sapatos mocassim e tinha uma jaqueta escura, por cima de uma camisa sem mangas. Sua bandana estava amarrada na testa e estava de braços cruzados, encostado na parede do primeiro andar, observando a movimentação. Seu sharingan permitia que ele enxergasse as pessoas graças ao chakra contido nelas.

— Esse ano vai ter muita gente. — falou o jovem de cabelos prateados.

— Pois é, Galboto. É a vantagem de não haver conflitos com o país da Neve, como no ano passado. Meus dedos ainda estão roxos do frio daquele lugar... — respondeu um dos jovens que estava deitado, de olhos fechados. Tinha o cabelo verde, em um penteado que o deixava em pé. Utilizava uma calça jeans, duas luvas de taijutsu, botas com coturnos e uma camisa escura com o símbolo de seu clã, Uchiha, no peito, além de um capote escuro. Sua bandana estava amarrada no braço direito, por cima da manga do capote.

— Não consigo ver nada. — resmungou o terceiro, sentado na beira do telhado, forçando a vista pra conseguir ver algo na névoa densa. Tinha cabelos vermelhos, cobertos por um chapéu panamá preto. Usava uma camiseta, com uma camisa manga longa por cima, tênis, luvas de taijutsu e calça jeans. Sua bandana estava amarrada no chapéu.

— Calma, Maniose. A névoa já está se dispersando por causa do sol. — falou Uchiha Galboto.

— Leish, geralmente você nem liga pra essas coisas. Por que está tão afoito? — perguntou o garoto de cabelo verde, sentando-se e olhando desconfiado pro amigo.

— É que a Hyuuga Majin veio com a comissão de Konoha, Pardal.

— Sharingan! — falou Uchiha Pardal, ativando seu sharingan. — Por que não disseram antes? Assim até eu!

— Miseráveis... — resmungou o jovem, afundando o chapéu na cabeça e olhando pra baixo.

— Melhor ficar aí. — aconselhou Galboto. — O sensei Piza vai vir direto pra cá quando a reunião com os jounins terminar.

— Eu vou estar aqui quando terminar. — respondeu o garoto dando um sorriso largo.

— Tô dentro. — respondeu Pardal preparando-se pra saltar.

— É uma pena que logo agora que o Kai-sama permitiu que o MisTeam fosse a Konoha, dois membros se ofereçam pra ficar em Kirigakure, na patrulha. — disse um homem, em cima do telhado do segundo andar, um pouco acima dos garotos. Tinha os cabelos rebeldes, em um louro alaranjado. Utilizava uma camisa manga longa de cor laranja, uma calça de tecido azul, sapatos e uma jaqueta idêntica à de Galboto. Tinha consigo uma espada que parecia ser feita de pura eletricidade, com pequenos feixes elétricos percorrendo-a. Ele fitou os dois seriamente e saltou até o telhado do primeiro andar.

— Ah não, Piza-sensei! — falou Leishmaniose. — Isso é maldade!

— Rá! Pegadinha! — falou Piza, abrindo um sorriso largo. — A gente parte em uma hora com a caravana da Vila da Névoa. Mas ficamos responsáveis pela guarda da caravana, então levem suas armas.

— Então é missão? — perguntou Galboto.

— Sim. — respondeu o jounin, saltando do telhado pro chão e sendo acompanhado pelos jovens. — Rank C.

— Hmmmm... Mil yens... — murmurou Pardal.

— Vai cair bem, eu estava sem dinheiro pra comprar presentes... — disse Leishmaniose.

— Maniose, a gente só recebe quando voltar. — lembrou Galboto.

— Ai caramba...

— Relaxa, tu fala com o Nejada quando a gente chegar em Konoha. — disse Pardal, abrindo um sorriso largo.

— Vou resolver umas coisas. A gente se encontra em uma hora na entrada da vila. Sem atrasos, hein! — falou Piza, desaparecendo no ar, graças à sua velocidade.

— Por que acho que ele saiu correndo assim pra não me emprestar algum?

— Paranóia sua, Maniose. Mais fácil ele ter saído correndo porque você acabou de lembrá-lo que no Natal se dão presentes. Até daqui a pouco. — falou Galboto, seguindo por um caminho diferente dos dois.

— Falou, Leish! — acenou Pardal, acompanhando Galboto. Ambos residiam no bairro Uchiha da Vila da Névoa, na parte oeste.

— Bonanças. — acenou Leishmaniose pros dois, seguindo pelo caminho em direção à sua casa.

***

Dentro do prédio, sentado a uma mesa, um homem realizava alguns movimentos com a mão, entrelaçando os dedos em seqüências, conhecidos como selos. Trinta e cinco ao todo foram os selos que ele realizou antes de colocar sua mão no pergaminho. Uma nuvem de fumaça subiu e o pergaminho se enrolou sozinho. Dando um suspiro, o homem se encostou à cadeira. Trajava um manto branco com cores azuis, assim como a roupa que vestia. Três pessoas se encontravam perante a mesa dele, observando-o. Um deles tinha bandana de Konoha, enquanto os outros dois tinham bandanas de Kirigakure. Eles observavam apreensivos. O homem sentado estendeu o pergaminho a um deles, que adiantou-se e após segurá-lo delicadamente, colocou-o numa pequena arca. Realizando alguns selos, tocou na arca, fazendo surgir vários símbolos ao redor dela, como se fossem correntes. Os outros dois apenas acompanhavam com o olhar.

— A arca está lacrada, Mizukage-sama. — disse o shinobi que lacrou a arca.

— Obrigado, Fefe. — respondeu o kage.

— Kai-sama, repito que é arriscado levar esse pergaminho. — falou o ninja com a bandana de Konoha.

— Eu sei, Sakurai-kun. Mas ele precisa ser entregue a Konoha e esse período, de paz declarada, é o melhor a fazê-lo. Tentar levá-lo depois acarretará em um risco muito maior. — respondeu Kai, serenamente. — Além do MisTeam e do Mizu Warriors, ainda teremos o Konoha Hope e o Guerreiros da Cachoeira. — citou o kage, levantando-se e indo até a parede, onde uma espada azul brilhava de tanto chakra contido nela. — Sem lembrar que eu mesmo estarei na caravana.

— Entendo. Faremos nosso melhor, então. — falou Sakurai curvando-se. — Com sua licença.

Sakurai retirou-se da sala carregando a arca com o pergaminho, acompanhado pelos dois jounins da Vila da Névoa. Cansado, o Mizukage sentou-se, encostando-se na cadeira e fechando os olhos para uma meditação. Utilizara quase todo o seu chakra naquele jutsu e estava exausto. Na janela, em meio à névoa, um contorno moveu-se discretamente, retirando-se. Saltando no ar, metamorfoseou-se em um pássaro negro e seguiu para o Oeste.



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Capítulo II

Mensagem por Leishmaniose em Dom Fev 13, 2011 11:07 pm


A névoa já havia sido dispersada com o sol quente, quando a caravana começou a se formar na ponte de saída de Kirigakure. Já havia uma grande concentração de pessoas, não somente shinobis, mas pessoas de férias e comerciantes que buscavam fechar grandes negócios. Seguiriam pelo rio, em um barco, até o mar aberto por onde navegariam até chegar ao porto no país do Fogo, por onde seguiriam por terra até a vila oculta da folha. Saltando por cima das árvores, à margem do rio, Pardal deu um salto mortal, caindo próximo a um grupo de garotas que conversavam e pararam pra olhar o shinobi. Dando um sorriso, ele lançou-lhes uma piscadela e virou-se, encostando-se em um dos pilares da ponte. Ao olhar pro lado, vendo Galboto, deu um grito e saltou, caindo no chão. As garotas caíram na risada. Galboto estendeu a mão, ajudando Pardal a se levantar.

— Que susto, cara! — exclamou Pardal. — Há quanto tempo você está aí?

— Meia hora. — respondeu Galboto, voltando a cruzar os braços e olhar pra frente.

— E essa pose? Está jogando charme em cima das meninas, né? Malandro!

— Eu não estou fazendo nada! — respondeu o rapaz de cabelo prateado, ficando vermelho. — Eu só estou esperando o sensei e o Maniose.

— Acho bom mesmo! — falou uma voz feminina, bem perto de Pardal, que o fez dar outro grito de susto. Uma garota aproximava-se, vestindo a parte de cima de um quimono de artes marciais amarrado por um cinto feito de tecido. Uma calça leg e sandálias com meiões completavam o vestuário. Os cabelos vermelhos estavam presos em um rabo de cavalo preso com a bandana. Seu olhar era vivo e feroz como fogo. — Ainda bem que estou indo nessa viagem também pra ficar de olho nessas patricinhas. Ah, yo Pardal-kun.

— Eu não fiz nada, Xampu. — resmungou Galboto, olhando sério.

— Yo, Xampu-san. Mas o que é isso? Vocês estão em missão pra serem tão silenciosos assim, é? Relaxem um pouco! — falou Pardal, com a mão no coração.

— Estamos em missão, Pardal. — completou Galboto.

— Aê MisTeam-jins! Xampu-san! — gritou ao longe Leishmaniose, correndo na direção dos amigos com vários espetos de churrascos na mão e a boca cheia.

— Yo,Leish! — acenaram Pardal e Xampu.

— Cara, essa viagem vai ser demais! Esses churrascos estão ótimos! — falou Leishmaniose entregando churrasquinhos a cada um.

— Quem te emprestou grana? — perguntou Pardal, mordendo um dos espetinhos.

— O Away Pongado. — respondeu o jovem apontando pra um grupo de três ninjas aproximando-se. — O esquadrão Guerreiros da Cachoeira, lá de Takigakure, foi enviado pra acompanhar a caravana, assim como o esquadrão Konoha Hope, de Konoha.

— Yo! — exclamou um dos jovens que se aproximavam. Tinha cabelos louros, em forma de cuia, uma camisa rosa e uma bermuda azul-claro. A bandana na testa mostrava o símbolo da vila oculta da cachoeira.

— Fala Pongado, está de que clã hoje? — perguntou Pardal.

— Aburame. — respondeu o garoto com um sorriso mostrando o dedo de onde saia um inseto.

— Sua habilidade não deveria ser segredo, Away? — perguntou um jovem de cabelos negros e com uma camisa e calça escura. A bandana estava amarrada na perna.

— Ele contou pro Nejada, Gatts. — falou o terceiro membro do time de Takigakure, esse de cabelos brancos, olhos claros e vestindo somente uma bermuda e sandália shinobi. Gatts olhou pro rapaz, sem compreender.

— Contou pro Nejada, contou pro mundo. — falou Leishmaniose com um sorriso antes de dar uma nova mordida no churrasquinho.

— Por que está sem camisa nesse frio, Jere? — perguntou Xampu.

— Ele desistiu de comprar camisas depois de rasgar a décima com os ossos dele na última missão. Aliás, foi por isso que desisti de andar de Kaguya... — respondeu Away, olhando pro amigo que fez uma expressão marota.

— Oi, sensei. — falou Galboto, interrompendo a conversa.

Os shinobis olharam pra Galboto, que, sendo alvo de tanta atenção, apontou pro pilar. No pilar, Piza estava realizando alguns selos, quando percebeu que tinha sido notado. Dando um sorriso amarelo, fingiu que estralava os dedos e saltou, caindo em meio ao grupo que o olhava desconfiado. Com o olhar cerrado, ele apontou pra eles e disse:

— Rá! Estavam dando uma festa e nem me convidaram!

— Aqui um pro senhor, sensei. — falou Leishmaniose entregando o último churrasquinho inteiro em sua mão, enquanto mordia outro.

— Que jutsu estava fazendo, Piza? — perguntou Xampu.

— Goukakyuu. — respondeu Gatts. Os demais olharam pra Gatts, que continuou, um pouco vermelho. — Ele estava realizando o selo do rato, do dragão, do cão, do coelho e do boi quando a gente olhou pra ele. Só faltou o do dragão.

— Esse cara é bom. — falou Pardal.

— Você ia lançar um Goukakyuu na gente? — perguntou Jere.

— Estava testando a percepção de vocês. — respondeu Piza, mastigando outro pedaço do churrasquinho.

— Isso é uma ponte de madeira, sabia?! — falou Jere batendo com o pé na ponte.

— Vocês se estressam fácil demais. — disse Piza fechando os olhos. — Bem, MisTeam, Kai-sama já está vindo, melhor nos prepararmos.

— Melhor nos prepararmos também. Vamos, Guerreiros da Cachoeira! — gritou Away erguendo um braço enquanto caminhava em direção à multidão, seguido por Jere e por Gatts, que colocara o capuz de sua camisa na cabeça, esperando passar menos vergonha.

— Aqui, amor. Seu bentô. — falou Xampu dando um beijo no rosto de Galboto e entregando uma marmita. Retirando mais três marmitas da mochila, entregou a Pardal, Leishmaniose e Piza. — Aqui, fiz pra vocês também. Tenham um bom trabalho, a gente se vê no jantar, viu!

Os três agradeceram com um aceno de cabeça e um sorriso largo no rosto. Abriram a tampa pra olhar o que tinha sido cozinhado porque cheirava bem, enquanto Galboto apenas guardou em sua mochila o depósito plástico. Ao longe, acompanhado por um grupo de jounins, o Mizukage aproximava-se. Ele tinha direito a um transporte real, mas Uchiha Kai, chefe do clã Uchiha de Kirigakure e Sétimo Mizukage, preferia seguir a pé, buscando manter um contato mais próximo com os moradores da vila. Os quatro observaram o Mizukage aproximar-se e subir no barco a vapor que estava esperando no rio. Segundo a tradição, o kage deveria ser o primeiro a embarcar, e, ainda assim, após uma busca e revista dos jounins pelo barco à procura de armadilhas. Após feito os procedimentos, Uchiha Kai embarcou. Logo em seguida, as pessoas começaram a embarcar, ficando por último o MisTeam.

— O esquema será vigília de dois turnos de doze horas, em conjunto com os outros esquadrões. Leish e Pardal pegam o primeiro turno, da 0h às 12h. Eu e Galboto pegamos o segundo, das 12h à 0h. Leish, Leste. Pardal, Oeste. Galboto, Sul. Entendidos? — Piza instruiu os garotos, que acenaram com a cabeça. Embarcavam no barco, quando ouviram ao longe uma gritaria.

— Mas não é justo, Fefe! Devíamos ir!

— São ordens do kage, Leozin. Apenas obedeça, como um bom shinobi.

— Mas somos mais preparados e mais fortes e mais rápidos e melhores e... — uma sombra envolveu Leozin totalmente, enquanto Nara Fefe se afastava. Leishmaniose e Pardal caíram na risada.

— Concentração, garotos! Estamos a trabalho. — falou Piza, segurando o riso o máximo que pôde, até explodir em uma gargalhada. Controlando-se um pouco mais, apenas suspirou e continuou. — O Fefe está pagando penitência pela sua época de genin, apenas isso. Tentem economizar chakra, afinal, apesar de ser uma semana de paz, nunca sabemos o que pode acontecer.

Galboto seguiu com Piza para o interior do barco, onde ficavam os cômodos dos passageiros. O rio da névoa como era conhecido era largo e profundo, perfeito para navegação de grandes barcos, quase navios. Suas águas escuras e profundas cortavam praticamente todo o país, ficando o vilarejo de Kirigakure em uma ilha, com ilhotas ao redor, no meio do rio. Havia uma característica peculiar no rio da névoa, suas águas mal podiam ser vistas devido à uma estranha névoa que cobria-lhe a superfície em qualquer época do ano. Durante a noite a névoa aumentava chegando a alcançar três metros de altura, mas durante o dia, na luz do sol, não ultrapassava o meio metro de altura. Devido à névoa era preciso ser um navegador experiente para desviar de possíveis pedras e bancos de areia próximos à margem. O barco a vapor abria caminho em meio à névoa em uma velocidade de vinte quilômetros por hora. Por seu grande comprimento, em seu interior havia espaço para até 500 passageiros. Além dos cômodos, havia uma cozinha, um refeitório e a sala de máquinas. Pra quem não queria ficar em seus aposentos havia a possibilidade de ficar do lado de fora, na proa e popa, espaçosos.

Pardal utilizando-se de chakra, subiu pela parede do barco até alcançar seu topo, perto da chaminé. E lá ficou sentado, com seu sharingan ativo no nível 1. Suficiente para detectar chakra alheio, sem consumir o chakra. Alguns segundos depois, ele percebeu um Mizu Bunshin ao seu lado, de Momochi Cloud, um dos jounins de Kirigakure. O verdadeiro estava escondido um andar abaixo, disfarçado. Pardal arqueou a sobrancelha, balançando a cabeça assertivamente. Uma técnica esperta. Leishmaniose sentou-se na grade do barco, olhando pra margem repleta de árvores. Procurava uma forma de se posicionar, já que não possuía vantagens oculares como Galboto e Pardal. Dando de ombros, realizou alguns selos, lançando um Tajuu Kage Bunshin No Jutsu. Vinte e um kage bunshins, cópias de Leishmaniose, apareceram na parte direita do navio, fazendo-o balançar forte. Uma pessoa passou por ele em direção à grade, sendo segura pelo braço. Era uma garota, Hyuuga Majin. Tinha os cabelos escuros e os olhos claros, tradicionais dos usuários de Byakugan. Trajava uma vestido vermelho de seda, com uma calça leg preta e tênis.

— Desculpa, Majin-chan. Não tinha te visto.

— Sei. — ela olhou de canto de olho pra ele. — Não precisa de tanto bunshins, meu Byakugan pode enxergar bem longe.

— Então vou cancelar onze, fica menos peso pro navio e não dá tanto na vista. Ia ser estranho um barco com vinte e dois caras idênticos. Com onze chama bem menos atenção. Eu acho. — disse Leishmaniose dando um sorriso amarelo e fazendo um selamento pra cancelar alguns bunshins.

— Leish... Onze pessoas idênticas ainda chamam a atenção. — murmurou Majin.

— É verdade. Vou deixar sete.

— Desisto. — falou Majin sentando-se.

***

Dois vultos observavam o barco, de cima de um monte. Suas longas capas negras esvoaçavam ao vento enquanto suas bandanas riscadas eram ostentadas em suas testas. Eram Nukenins, shinobis que traíram suas vilas. Um deles possuía o cabelo castanho e o outro o cabelo de cor roxa e não havia pupila em seus olhos. Observavam demoradamente o barco. Um pássaro negro pousou ao lado de um deles, voltando a tomar forma humana. Era uma mulher, trazia uma bandana da vila de Konoha no braço, também riscada. Ela respirou fundo e disse:

— Uchihas e Hyuugas na vigilância, como você previa, Patrick-sama.

— E então? — perguntou o de cabelo castanho. — Vamos atacá-los agora?

— Não. Atacar ninjas da névoa na água é coisa de noob. Vamos esperá-los com os outros no país do Fogo, antes de Konoha. Lá poderemos montar uma armadilha e roubar o pergaminho com o segredo dos codes do Rin’negan, dos jutsus e das bijus, Anjo da morte. — respondeu Patrick.

— Afinal, por que precisamos disso se já temos o Selo Amaldiçoado? — perguntou Anjo da morte.

— Porque poderemos dominar as vilas shinobis e nos tornamos kages, criando nosso próprio “sekai”. Nós como Kages seremos bem melhores que os atuais, e eles pagarão por toda humilhação que passamos. Joyce, prepare-se pra avisar aos outros pra prepararem suas coisas, nós vamos partir pro País do Fogo.

— Está bem, Patrick-sama.

A garota realizou alguns selamentos, transformando-se num corvo e passou a voar na direção onde estavam os outros membros daquele grupo de nukenins. Os outros dois começaram a caminhar lentamente, desaparecendo entre as árvores como sombras.



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Capítulo III

Mensagem por Leishmaniose em Dom Fev 13, 2011 11:14 pm


Dia vinte e três de dezembro, um dia antes da chegada da caravana de Kirigakure à Konoha. Um grupo de ninja escondia-se nas sombras das árvores, em um trecho de estrada irregular, o que forçaria as carroças e carruagens a seguirem mais lentamente, um trecho perfeito pra tocaias e, de fato, o mais perigoso da região. A floresta estava em silêncio, até o vento parara, como se toda a natureza parasse para presenciar aquele momento tão tenso. Como se estivesse prendendo a respiração, ansiosa e apreensiva. Um alerta de luz ao longe, seguido de vários outros. Eles estavam se aproximando... Patrick sorriu por trás da máscara que roubara de um ANBU. Seria aquele o grande momento em que ele colocaria pra fora todos os Kages e dominaria o mundo.

***

Pardal girou rapidamente, utilizando-se da velocidade pra ter força ao empurrar Majin pro lado. Ainda em movimento, quicou na árvore, dando um salto mortal enquanto o Katon Housenka No Jutsu atingia o tronco, derrubando a árvore. Mal teve tempo de respirar, caído no chão, teve que usar um kawarimi pra não ser acertado por um segundo ninja que atacava com uma espada. O nível daqueles ninjas era alto, muito alto. Aquilo não era mais missão Rank C, era uma Rank A, no mínimo. Esperava que o pagamento fosse do mesmo valor. Galboto utilizava-se de shunshin no jutsu pra correr entre as árvores enquanto perseguia um dos nukenins. Utilizava-se do sharingan pra evitar as shurikens carregadas de chakra, mas ao passar por uma árvore, percebeu tarde demais uma tarja explosiva. Quando a bola de fogo se desfez, o nukenin olhou à procura do Uchiha, mas ele desaparecera. Ao ver a cobra vindo em sua direção, do alto, percebeu quão alto o seu oponente saltara. Ainda no ar, ele lançou um Kuchiyose no jutsu, invocando uma serpente peçonhenta. Leishmaniose criou vários bunshins que atacavam em massa um dos nukenins, mas estavam sendo desfeitos pelo hakke do oponente. Era um Hyuuga. Sem alternativa, começou a realizar os selos do Suiton Suiryuudan no jutsu, fazendo surgir um dragão de água que foi na direção do oponente. O giro rápido defletiu o golpe, o seu oponente utilizara o kaiten, a técnica de defesa suprema do clã Hyuuga. Piza saltou do lado do genin.

— Eu sabia que estava tranqüilo demais, Sensei! A viagem no barco foi quase um cruzeiro tropical e desde que saímos do porto, nem bandidos comuns a gente encontrou no caminho... — Leishmaniose saltou pra trás, fugindo de um Fuuton Renkuudan No Jutsu. Acompanhado por Piza, ele continuou. — Por que o Wolf tinha que dizer que era impossível algo acontecer à caravana porque ele estava nela? A culpa é do Wolf!

— Leish, temos que dar tempo dos outros saírem daqui. O esquadrão Mizu Warriors acompanharam os civis, o Konoha Hope e o Guerreiros da Cachoeira estão de muralha, se eles fugirem, nós perseguiremos por meia hora e caso não façam menção de retornar, nós paramos a perseguição. Vou avisar aos outros, mas antes entenda uma coisa... A culpa SEMPRE é do Wolf! — dando uma gargalhada, Piza desapareceu num shunshin.

Ao todo eram 30 nukenins, antigos ninjas que traíram e abandonaram suas vilas por causa de insatisfação. Eles desejavam ter os melhores jutsus, aprenderem as técnicas mais rápidas, utilizar-se de selos e outras técnicas proibidas para terem maior poder, sem tentarem se esforçar e sem procurarem acrescentar algo às suas vilas. E por serem vetados acabavam realizando escândalos, brigas, até que saíam da sua vila ou eram expulsos. Patrick não era diferente, ele foi banido e agora desejava construir um novo mundo, expulsar o governo dos cinco kages, colocar-se como um dos kages e dar os cargos restantes a outros dos seus comparsas. Iria dar selos, liberar as técnicas proibidas e colocar cópias de bijuus em todos que colaborassem com ele. Não percebia a longo prazo o perigo dessa decisão, mas estava disposto a alcançar seus objetivos, reunindo todos os insatisfeitos com o sekai. De princípio tentou criar novas vilas em países esquecidos, mas acabou descobrindo como era difícil fundar uma vila oculta, passou então a copiar as vilas, num processo chamado rip, e quando percebeu que não entendia nada dos procedimentos, resolveu tomar as vilas pra si. Por isso estava atrás dos segredos que os cinco kages possuíam em relação ao mundo shinobi. E aquele pergaminho era um deles.

— Rasengan!!!

Sakurai utilizou a esfera giratória de chakra no estômago de um dos ninjas, arremessando-o longe, contra uma árvore. Ao longe, via Majin utilizando-se do kaiten enquanto Pardal tentava aproximar-se para prender o ninja em um genjutsu. Jerônimo aparecia saltando entre os galhos de árvores, lutando contra cinco oponentes ao mesmo tempo. Mesmo não sendo especialista em taijutsu, ele aprendera algumas técnicas e manhas, sabendo se virar no corpo-a-corpo. Lúcifer utilizava os 64 pontos, bloqueando o fluxo de chakra dos seus oponentes. Jere deixava claro o motivo de não usar mais camisas. Seu corpo era uma armadura de ossos e ele lutava com garras saindo dos seus punhos, como espadas, rasgando o corpo dos oponentes. Away girava suas pernas em extrema velocidade, derrubando oponentes com golpes de taijutsu do clã Lee, enquanto seu corpo rubro deixava à mostra o uso da técnica dos portões. Gatts apenas era visto, saltando de galho em galho com uma kunai na boca e duas sujas de sangue nas mãos. Do lado direito, uns cinqüenta Leishmaniose saíam avançando feito manada de touro enquanto o original conjurava dragões d’água para manter afastado os oponentes. Mais à frente, corpos de nukenins caindo da árvore indicavam a presença de Galboto, que utilizava-se de genjutsu e serpentes. Piza desaparecera, mas um grupo de dez nukenins lutavam contra o Mizukage, que utilizava de sua espada para enfrentá-los. O embate estava de igual para igual, praticamente.

— Você amoleceu, Kai! Não merece mais ser Kage! Entregue-se e eu o deixarei viver! — disse Patrick, esquivando-se de um golpe de espada que fora a “resposta” de Kai. Cerrando o olhar, ele girou a kunai e energizando-a de chakra, continuou. — Eu te dei a chance, Kai! Você não aceitou!

Com um selamento de uma mão só, conseguido através de uma técnica proibida, conhecida como bug, Patrick girou a kunai arremessando-a como um jutsu contra Kai que usou a espada para bloquear. A lâmina da espada encravou-se no chão, partida. Ao seu lado, o corpo do Mizukage caiu no chão, com a kunai atravessada na garganta. Caíra morto. Por trás dele, sujo do sangue do kage de Kirigakure, estava Pardal, que não conseguia acreditar no que estava vendo. Kai morrera e ele tinha a sensação que o Mizukage podia desviar daquele golpe, mas se não o fizesse, ele seria o atingido... O Mizukage morrera para salvá-lo. Um grito de ódio ecoou na floresta e Pardal avançou no líder dos nukenins.

— Seu Maldito Noob!

Patrick deu um sorriso de superioridade e prendeu Pardal numa cobertura de folhas. Um pouco mais distante, Joyce acenou. Estava com uma arca nas mãos. Patrick utilizando-se de chakra lançou um grande assobio, avisando aos nukenins que era pra se retirar. Notando a fuga dos nukenins, Sakurai parou de lutar, assim como os membros do Konoha Hope e do Guerreiros da Cachoeira. Havia vinte nukenins no chão, somente dez haviam fugido. Ainda assim conseguiram levar a arca. O MisTeam saiu em perseguição dos nukenins, como era o plano. Galboto e Leishmaniose na frente, seguido pelos bunshins. Pardal havia sido libertado por Piza e não esperou pelo sensei, saindo em disparada pelas árvores. Um dos bunshins de Leishmaniose ao passar pelo corpo do Mizukage, agachou-se e enfiou a kunai em si mesmo, estourando. Alguns metros à frente, Leishmaniose arregalou os olhos, enquanto corria ao lado de Galboto. O conhecimento do bunshin passara a ele.

— Não! Kai-sama!

— O que foi, Maniose? Concentre-se!

— Eles... Eles... — Leishmaniose balbuciava enquanto sentia a notícia chegar ao seu estômago.

— Esses filhos de uma #$@$ mataram o Mizukage! — gritou Pardal, com lágrimas nos olhos, enquanto o sharingan começava a girar rapidamente, entrando no nível 1, no nível 2 e depois que chegou ao nível 3, começou a sofrer mutação transformando-se num tipo diferente. O genin de cabelos verdes não notou a transformação do Sharingan, estava transtornado demais para fazê-lo.

— Mangekyou Sharingan... — murmurou Galboto ao reconhecer a mutação. Pardal estava se sentindo culpado pela morte do Mizukage, como se ele mesmo o tivesse matado. Por esse sentimento de culpa dentro de si o genin de cabelos verdes foi capaz de desenvolver o último nível do Sharingan.

Pardal aumentou a velocidade, sendo acompanhado por Galboto e por Leishmaniose. Corriam entre as folhagens, utilizando-se dos galhos para saltar o mais longe que podiam. Conseguiam ver a movimentação do grupo mais à frente. O chuunin ativou seu sharingan, demonstrando também possuir o Mangekyou. Quando abandonou Konoha anos atrás, quando ainda era genin, para ser aceito entre os ninjas de Kirigakure, ele sentiu no profundo de seu ser como se tivesse matado não só um amigo, mas a todos que confiavam nele. Esse sentimento fora suficiente para o desenvolvimento da técnica secreta do clã Uchiha. Galboto apenas murmurou:

— Essa não é a pior notícia... Eles também pegaram o baú lacrado do Mizukage...

— Como assim?

— Pelo pouco que pude investigar em poucas conversas com os jounins e que ouvi aqui e ali...

— Você estava ouvindo conversas atrás de portas, Galboto? — perguntou Leishmaniose, horrorizado. — Não me diga que é voyeur!

— Maniose! Eu só estava passando na hora! Mas isso não vem ao caso, o que vem ao caso é que aquela arca contém muitos dos segredos dos Kages e que por ser tão importante precisava ser levado à Konoha...

— Isso é problemático... — murmurou Leishmaniose. — Na mão de noobs como eles, o estrago vai ser grande.

— Pelo menos você entendeu a seriedade do assunto. — murmurou Galboto.

— Entendi. Hmmm... Você não espionou minhas conversas com a Majin não, né?!

— Que papo é esse de conversa com a Majin, Leish? Quando a gente voltar, você vai me contar isso tudinho!

— Ops! Concentrar na missão, Pardal! Missão! — falou Leishmaniose com um ar sério, imitando a voz de Galboto. — É uma Rank S, galera! Não podemos fazer feio!

— Agora você leva a sério, né? — falou Galboto olhando de canto de olho.

— Concentração, Galboto. Concentração.

Ao longe, Piza notando que mesmo tendo passado meia hora de perseguição, os seus discípulos não pararam, percebeu que a situação estava se complicando. Eles estavam atrás da arca, certamente... Isso acabaria rendendo uma situação de conflito maior, quando Patrick percebesse que apenas o MisTeam o seguia. Realizando rápidos selamentos, conjurou um sapo com um Kuchiyose No Jutsu.

— Rápido, vá a Konoha. Procure ajuda. Urgente!

Uma sombra observava Piza e ouvindo suas palavras começou a correr rápida e silenciosamente na direção dos três membros do MisTeam. Como se fosse um guepardo, o sapo saiu correndo em uma velocidade surpreendente, em direção à vila da Folha. Piza retomou a perseguição, sem notar que alguns metros mais à frente, à sua direita, uma sombra movia-se velozmente.



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Capítulo IV

Mensagem por Leishmaniose em Dom Fev 13, 2011 11:16 pm


Os três se encostaram de costas um pro outro, ofegantes. Pardal estava segurando seu braço esquerdo que estava coberto de sangue e com uma fenda enorme do ombro ao cotovelo. Leishmaniose tinha sangue descendo dos lábios e sua roupa estava rasgada, com uma grande mancha no estômago. Por pouco o raikiri não pegara em seu coração. Galboto estava menos machucado, com as roupas chamuscadas e alguns cortes, mas utilizar o Mangekyou daquela forma estava acabando com seu chakra. Dos dez oponentes, três haviam caído. O problema é que faltavam sete, justamente aqueles os cercavam.

— Eu aceito sugestões. — falou Pardal.

— Que tal cortar o cabelo e pintá-lo de preto? — perguntou Leishmaniose.

— Estou falando em relação à nossa situação, Leish!

— Ah, disso? É, sei não... Tipo, não acho que vão querer sentar e resolver tudo com chá, biscoito e um carteado...

— Quatro deles podemos vencer se trabalhamos em conjunto, os stats deles não estão distante dos nossos, a diferença é que usam técnicas proibidas. Os problemas mesmo são os outros três, eles têm stats quase tão grandes quanto os dos kages. — falou Galboto analisando a situação.

— Chances de fuga? — perguntou Pardal.

— Seis por cento. — respondeu Galboto.

— E se um os distrair? — perguntou Leishmaniose.

— Quinze por cento. — respondeu Galboto.

— O que está pretendendo, Leish? Não vá fazer loucura!

— Não tem mais o que fazer... Eles acabaram com meu chapéu! — falou Leishmaniose mostrando o chapéu destroçado que estava no chão. Com um olhar de raiva, continuou. — E era um item único! Eu estou muito puto da vida!

— Você tem mais de cinqüenta em casa, Maniose. — murmurou Galboto, baixinho.

— É, mas eles não sabem, deixa-me tentar intimidar, faz favor. — replicou Leishmaniose, sussurrando entre os dentes. Voltando a elevar a voz, disse, realizando selamentos. — Tajuu Kage...

O movimento foi rápido, utilizando-se de um shunshin, um dos nukenins atacou o genin com um Chidori no seu peito, justamente no lugar do coração. O corpo do genin deu um chacoalho rápido, enquanto seu coração saía do compasso normal, prestes a parar.

— Leish!

— Maniose!

— Fu... jam... — A voz de Leishmaniose saiu fraca e agonizante, dava pra sentir a dor de longe. Cuspindo bastante sangue, fechando os olhos, ele caiu no chão. Galboto não conseguia mais ver o chakra pulsando dentro dele. O coração parara.

Pardal e Galboto pensaram em se virar na direção do amigo, mas uma mão de terra os envolveu rapidamente e voltou para debaixo da terra. Patrick criou um rasengan e atacou o solo, próximo a ele. Uma grande cratera, com três metros de profundidade, abriu-se em uma explosão que arremessou pedaços de rocha a cem metros de distância. Em meio às rochas voando com o impacto do golpe, uma sombra saltou em meio aos escombros, com duas pessoas em seus ombros. Ao cair no chão, ela colocou Pardal e Galboto no chão. O vaso de areia nas suas costas, a bandana invertida, a roupa composta pela calça e camisa preta. Os dois reconheceram aquele que abandonara sua vila para caçar os nukenins de Kirigakure.

— Siegs, miserável.

— Um obrigado já está bom pra mim, Galboto.

Os nukenins, que haviam saltado, pararam próximos a eles, com um olhar desconfiado. Já haviam ouvido falar do oinnin Siegs Masterfori, o caçador de nukenins. Apesar de muito pouco se saber realmente sobre ele, seu nome era sussurrado nas sombras do mundo shinobi. Ele era o antigo discípulo do jounin Uzumaki Piza antes de Galboto mudar-se para Kirigakure. Siegs ignorava os nukenins, observando o monte de rochas entulhadas por trás deles onde estaria o corpo de Leishmaniose. Havia uma tensão em seu olhar.

— Merda! Primeiro o Kai, agora o Leish! Vão pagar caro, bando de filhos da @#$@! — o mangekyou sharingan de Pardal começou a girar rapidamente, enquanto concentrava chakra vermelho nele. Do outro lado, um dos nukenins gritou, antes de cair queimado por chamas negras que rodeavam seu corpo.

— Amateratsu? — perguntou Piza saltando ao lado dos três. — Quando você desenvolveu isso, Pardal?

— Cinco segundos atrás... E acabou de comer todo o chakra dele. — respondeu Galboto olhando pro amigo que, sem chakra, sentou-se. — Sensei, o Maniose...

— O que tem o Leish?

— Foi acertado por um raikiri com chakra suficiente pra causar dez vezes o dano que ele podia suportar, Piza-san. — respondeu Siegs, com um sorriso no rosto.

— OMG...

— É, estou curioso pra vê-la. — falou Siegs cruzando os braços. Um dos nukenins tentou atacar, mas ele, com um movimento de mão, o envolveu com o Sabaku Kyuu e o explodiu com o Sabaku Sousou. — Fica quieto que está começando.

— O quê? — perguntou Pardal.

Galboto apontou para as rochas atrás dos outros cinco nukenins. Era quase imperceptível, mas podia-se ver algo similar a pequenos filetes de chakra escorrendo pelas rochas. Aos poucos, como feixe de luz, começaram a afastar levemente as rochas, fazendo-as tremer em um efeito quase pirotécnico. A intensidade dos feixes de chakra foi aumentando gradativamente, chamando a atenção dos nukenins. Logo em seguida, uma grande onda explosiva de chakra ecoou pelo lugar, abrindo uma pequena cratera, de onde um Leishmaniose alterado saiu. Ele tinha chakra laranja percorrendo seu corpo, com garras, presas e sangue escorrendo pelo seu corpo parecendo uma pelugem. Seu olhar estava rubro e podia-se ver a sede de sangue em seu semi-rosnado.

— O Leish tinha kyuubi? — perguntou Pardal. — E eu preocupado com ele... Filhodamãe, vai me pagar!

— Ele não sabe controlá-la... — falou Galboto olhando a forma como o chakra estava oscilando. — Por isso ele só conseguiu ativá-la quando levou dano alto, mas o efeito só vai durar alguns segundos.

— Suficiente. — falou Siegs, voltando a controlar sua areia para a luta.

— Pardal, tente descansar, você está sem chakra. — falou Piza, adiantando-se com sua espada relâmpago. — Eu cuido do líder, o Patrick, esse noob. Temos contas a acertar.

Leishmaniose saltou na direção de Anjo da Morte, atacando-o ferozmente. O Anjo da Morte começou a ativar seu selo, pra tentar ativar, logo em seguida, sua kyuubi, mas o genin foi mais rápido, encravando suas garras no tórax do nukenin, abrindo-o em dois. Sangue pintou as rochas da arena de combate, enquanto o nukenin caíra derrotado. O genin observando um novo alvo, saltou o mais alto que pôde, mas o chakra começou a desaparecer e logo em seguida um Leishmaniose inconsciente despencava, sendo seguro por Galboto que o interceptara no ar, saltando.

— Vai ficar me devendo essa, Maniose. — falou Galboto utilizando shunshin pra levá-lo até o Pardal. — Cuida do moleque um pouco, Pardal. Ainda tenho chakra e quero testar uma técnica nova que desenvolvi com o Mangekyou.

Galboto correu rapidamente, criando em suas mãos um chidori mais escuro, como se feito de relâmpagos negros. O chidori envolvia todo seu braço, como se tivesse vida própria, como se todo o seu braço fosse o jutsu. Com um rápido shunshin, avançou no oponente e após esquivar-se de um odama rasengan, encravou o chidori na cabeça do nukenin, que foi arremessado a seis metros de altura e vinte metros de distância, abrindo uma trincheira e sendo arrastado pelo que parecia ser um dragão elétrico negro. Dando um sorriso discreto, de satisfação, ele fitou o punho, chamuscado pela técnica, e disse:

— Funcionou. — caminhando em direção a Pardal, sentou-se. — Meu estoque de chakra acabou, só tenho o suficiente pra três shunshins.

— Me levando junto, não vejo mal. — brincou Pardal.

Piza lutava freneticamente contra Patrick, em uma velocidade que quase mal dava pra acompanhar a olho nu. Patrick ativara selo e kyuubi, mas não estava conseguindo vencer a experiência de Piza em pvp. Siegs utilizava a areia pra atacar e se defender dos dois nukenins restantes, em uma luta só não tão frenética quanto a do Piza porque a velocidade era menor. Pardal, que assistia com atenção aquilo tudo, deu uma leve cotovelada em Galboto.

— Usa dois shunshins. — disse, apontando pra arca que estava no chão.

— Certeza?

— Não adianta esse sacrifício todo se a gente não completar a missão... — falou Pardal. — Eu mesmo só não dou cabo porque estou zerado.

Os dois oponentes de Siegs afastaram-se dele, realizando os selos para o Kuchiyose. Uma Grande Cobra e uma Salamandra enorme apareceram, avançando em direção ao Gaara. Cada um tendo no mínimo cinco metros de altura.



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Capítulo V

Mensagem por Leishmaniose em Dom Fev 13, 2011 11:20 pm


A luta estava acirrada, com Piza cuidando de Patrick e Siegs tendo que enfrentar dois nukenins com nível de ANBU e dois kuchiyoses gigantes, uma salamandra que cuspia lava e uma cobra cujas presas exalavam veneno. Mesmo tendo cuidado de alguns kuchiyose antes, ele reconhecera que o nível daquelas duas era maior que o do Gamabunta.

— Pode deixar que do Megazord Cobra, eu cuido! — falou um ninja com a bandana de Kumogakure, o vilarejo oculto da nuvem. Realizando rápidos movimentos, ele conjurou duas lesmas tão grande quanto a Cobra. E os três summons começaram a digladiar-se em um duelo de titãs.

— Kydoimos! — exclamou Pardal.

— Em carne, osso e jutsu médico, Pardal. — falou Kydoimos aproximando-se e utilizando seus jutsus em Leishmaniose.

— Acha que ele sobrevive? — perguntou Pardal.

— Tem de sobreviver. Está me devendo dinheiro.

Vinte ninjas surgiram, saindo da floresta. Utilizando diferentes bandanas, eles avançaram em direção à Salamandra, que começava a cuspir lava. Dois deles, Captain Maito, de Iwagakure, o vilarejo oculto da Pedra, e Scars, de Sunagakure, o vilarejo oculto da Areia, ficaram pra lutar contra o último nukenin, permitindo a Siegs se concentrar no terceiro. A luta estava acirrada. Siegs utilizava a areia para tentar capturar a garota, mas ela conseguia escapar se tornando vento ou água. Quando ela o atacou com um golpe, percebeu que atingira um bunshin feito de areia. Por trás dela, Siegs girava um rasengan, acertando-a com vigor. Ela tentou transformar-se em um elemento, mas foi pior, porque a água acabou se espalhando por todo o lugar, voltando ao normal logo em seguida, como sangue e pedaços de corpo. Maito lutava junto com Peludinho, seu cachorro, tentando acertar um Gatsuga, mas o alvo se esquivava rapidamente. Até que, utilizando shunshin, Scars conseguiu prendê-lo num genjutsus, paralisando-o por tempo suficiente para que o Gatsuga o acertasse. Enquanto o corpo do nukenin caía, Scars atravessou-o com um chidori, abrindo um buraco no peito do oponente, só por garantia. Onilê, Limão, Arashi, Lúcifer, Sakurai, Majin, Jerônimo, Hiroshi, de Konoha, Minato, Raziel, Coraline, Nara Trini, Dark Juugo, Cloud, de Kirigakure, Jere, Away, Gatts, de Takigakure, e Ian Todds de Kumogakure combinavam jutsus e técnicas, tentando derrubar a salamandra lendária do país da chuva que foi utilizada por Hattori Hanzo, pra vencer os três sannins. Em poucos minutos, a salamandra desapareceu numa explosão de fumaça enquanto ouvia-se gritos de comemoração por parte dos dezoito ninjas, alguns não tão intactos. Piza surgiu ao lado dos membros do MisTeam, com um braço perfurado e parte da perna direita, dilacerada. Com um sorriso, ele olhou pra arca e disse:

— Parabéns, recuperaram a arca...

— Obrigado, sensei. — falou Pardal com um sorriso. — Pena que não pudemos salvar o Kai-sama. Em plena época de Natal...

— Uma coisa de cada vez, Pardal. — falou Piza ignorando o olhar de Kydoimos e quase que Pardal podia jurar que o sensei estava segurando o riso. — Vamos primeiro voltar pra Konoha. Leish, você consegue andar?

— Quem conjurou o Kuchiyose em cima de mim? — perguntou o genin, meio atordoado ainda, sendo ajudado por Kydoimos a levantar-se. Ao ver Coraline e Majin, deu um pigarro, balançou a cabeça e disse. — Estou bem, estou bem. Só traumatizado porque perdi meu chapéu favorito... Mas não vou entrar em crise emo. Eu deixo isso pro Sakurai.

— Eu ouvi, hein! — falou Sakurai dando um peteleco na orelha do genin.

— Não respeita nem mais os feridos. Isso é um absurdo no mundo de hoje. Sei não, viu. — falou Leishmaniose num tom jocoso. — Simbora pra Konoha, meu povo. Ainda é Natal. — ao olhar para Pardal, diminuiu o ânimo da voz. — E Kai-sama merece os devidos ritos fúnebres.

— O Mizukage? — perguntou Away. — O Mizukage está em Konoha desde ontem.

— Como assim, desde ontem? — perguntaram Pardal e Leishmaniose, juntos. Os dois voltaram o olhar na direção de Galboto e de Piza.

— Não olhem pra mim, só estou suspeitando de algo porque o Piza está roxo por estar segurando o fôlego pra não rir. — falou Galboto.

— Rá!!! — exclamou Piza, dando uma grande gargalhada. Após gargalhar até perder o fôlego, ele continuou. — Pegadinha! Era um Mizu Bunshin. O Mizukage veio na frente, em uma comitiva secreta. A nossa caravana era pra não despertar suspeita, embora isso realmente tenha colocado os civis em perigo... Mas vocês protegeram bem junto com os outro esquadrões. A gente só não esperava que se dedicassem tanto à missão, correndo atrás mais do que havia sido estipulado. Deram sorte que o Siegs estava por perto.

— O Siegs? — perguntou Leishmaniose, olhando ao redor. — Onde?

— Ele já foi enquanto você perguntava que kuchiyose te atropelou. — falou Piza com um sorriso. — Síndrome de Corredor X. Aparece pra salvar o Speed e depois se manda.

— Mas... Se o Mizukage está em Konoha, e o pergaminho verdadeiro está em Konoha... O que tem dentro dessa arca? — perguntou Pardal.

— Um jutsu de natal. — falou Piza com um sorriso largo. — Era presente pro Patrick e seu grupo noob. Mas como eles não vão mais precisar, vai ser bem mais útil lá em Konoha.

— O que é um jutsu de Natal? — perguntou Pardal, olhando de canto de olho pra Piza.

— Uma coisa de cada vez, Pardal. — falou Piza. — Vamos primeiro voltar pra Konoha. Kydo, providencia uma lesma, faz favor.

— Se for virar transporte público, vou cobrar passagem. — resmungou Kydoimos, realizando os selos necessários.

***

A vila de Konoha estava totalmente ornamentada, com uma enorme árvore na frente da casa do Kage. As pessoas andavam com sorrisos no rosto, cumprimentando alegremente e acenando, toda desejando Feliz Natal. Pardal e Leishmaniose após terem passado por uma sessão intensa de cura conseguiram alta pra comemorar aquela noite de Véspera de Natal fora do hospital. Ambos caminhavam olhando as vitrines das lojas. Pardal contava os preços e o dinheiro que ainda tinha. Leishmaniose apenas olhava. A carteira estava vazia, era certeza. Aproximando-se do banco, ele viu ao longe Nejada, o indivíduo mais rico de todo o mundo, mas também viu a fila para chegar ao Haku Nejada.

— Você pretende conseguir esse dinheiro essa semana ainda? Porque essa fila dá pro mês todo. — comentou Pardal.

— É... — falou Leishmaniose, um pouco desanimado. — Fica pro ano que vem mesmo. Tem problema não.

— Olha, o Kai-sama é justo. Ele vai pagar a gente como missão de Rank A, no mínimo. É certeza. — falou Pardal.

— É, quando chegarmos na Vila da Névoa. — sorriu Leishmaniose. — Liga não, Pardal. O emo é o Sakurai mesmo.

— Eu ouvi! — falou Sakurai colocando a cabeça pra fora de uma barraquinha de ramem do outro lado da rua.

— Pensei que Byakugan era só pros olhos. — falou Leishmaniose surpreso. Acenando pro Hyuuga, continuou. — Feliz Natal pra você também, Sakuremo!

— Deve ser leitura labial. — falou Pardal, acenando junto. — Feliz Natal Gentoo!

Os dois seguiram pela calçada em direção à árvore de Natal, onde seria realizada a comemoração natalina. Todos trajavam suas melhores roupas, enquanto alguns sapos summonados tocavam uma animada melodia natalina. Em um enorme palco montado em frente à árvore, os cinco kages podiam ser vistos, conversando antes do evento. Estavam lá: Inuzuka Juba, Raikage, o kage de Komugakure, a vila oculta da nuvem; Uchiha Kai, Mizukage, o kage de Kirigakure, a vila oculta da névoa; Jiraya Dbugs, Hokage, o kage de Konoha, a vila oculta da folha; Lee Luke, Tsuchikage, o kage de Iwagakure, a vila oculta da pedra; Hatake Nightmare, Kazekage, o kage de Sunagakure, a vila oculta da areia. Trajavam suas melhores roupas e confraternizavam entre si. A rua estava lotada, os dois tiveram que subir num telhado para poder ter a paz que queriam pra poder observar o evento. Do telhado puderam ver Sakura Yon, Sakura Chan, Haku Coraline, Hyuuga Majin e Uchiha Xampu, levando visitando as lojas, de onde saíam cheias de pacotes. No caso de Yon e Chan, levavam seus senseis, Sakurai e Scars, respectivamente, já Majin levava Leeeo e alguns outros fãs, enquanto Coraline andava com o Senki, o Raziel e Juugo, embora os braços dados fossem com Raziel. Xampu arrastava Galboto por tudo que é lado.

— Nessas horas é bom ser solteiro. — falou Pardal dando um sorriso.

— Certeza. — respondeu Leishmaniose.

— É uma atividade estranha, não entendo essa compulsão feminina.

— Yo, Hinata. — falou Pardal olhando pra garota por trás deles. Ela usava um vestido longo preto e trazia a bandana amarrada na cintura. Apesar da aparência gótica, possuía um charme inegável. Nas costas ela trazia uma espada de água.

— Yo, Hinata. Nem te vimos, desculpa. — falou Leishmaniose.

— Eu é que vi vocês e gostei da idéia de se refugiar no telhado, bem melhor que andar no meio da multidão. Se não se incomodam. — falou Hinata sentando-se ao lado deles.

— Fica à vontade. Nosso telhado é seu telhado. — falou Pardal com um sorriso.

— Quer sentar também, Galboto? — perguntou Hinata, revelando a presença do chuunin.

— Olha quem está fugindo! — falou Leishmaniose olhando pra Galboto que estava em pé no topo do telhado.

— Quem é aquele com a Xampu? — perguntou Pardal olhando pra baixo.

— Mizu Bunshin. Vantagem de ser chuunin. — falou Galboto sentando-se também.

— Ela vai te matar. Hohoho! — falou Leishmaniose com um sorriso maligno.

— Claro. — falou Galboto, sério. — Assim como os outros quando souberem da sua poupança de duzentos mil yens.

— Você tem uma poupança com duzentos mil yens, seu miserável?! — exclamou Pardal.

— Como é que esse filho da mãe descobre essas coisas? — murmurou Leishmaniose. Voltando-se pra Pardal, continuou. — Não é bem uma poupança. É um dinheiro investido em ações. Coisas mais empresariais... Sabe como é, só missão não sustenta não...

— Quando a gente voltar pra vila da Névoa, tu explica isso melhor e me paga o que deve em ações... — falou Pardal. — O evento vai começar.

— Opa! Então afasta aí! — falou um Uchiha sentando-se ao lado de Hinata.

— Gento? Tu deixou bunshin com a Yon-chan, foi? — perguntou Leishmaniose.

— Claro. Galboto é quem têm as manhas.

— Pois é. — falou um rapaz encostado na chaminé.

— Caramba, até o Scars. — falou Pardal olhando pra trás.

— Querem churrasco? — perguntou um outro rapaz com vários espetinhos na mão.

— Eita, o Juugo. E quem ta aí atrás? Senki? Eita piula! Só o Raziel ficou lá, coitado! — exclamou Leishmaniose

— E o Leeo e os fãs da Majin. — falou Pardal.

— Olha, lugarzinho maneiro esse de vocês. — falou Away aproximando-se, desa vez caracterizado como do clã Spider.

— Eita, vai ficar lotado. — falou Leishmaniose. — Se o telhado desabar a culpa não é minha não.

— E é de quem? — perguntou um genin que estava deitado e quieto até aquele momento.

— Aiminhasantanévoa! Até tu está aqui, Wolf? — disse Leishmaniose com um olhar desesperado. — Desce, senão o telhado quebra mesmo!

— E a culpa vai ser do Wolf. Como sempre.

— Piza-sensei! — falou Pardal. — Esse telhado não é tão grande, como está cabendo esse povo todo?

— Ué, pensa num lado bom... Eu podia ser Akimichi. Né, Peludinho? — falou Maito recebendo um "auf" de resposta do seu cachorro.

— Maito, tu no telhado é uma coisa, mas trazer o Peludinho junto já é absurdo! Esse telhado vai cair. — falou Leishmaniose gargalhando.

— Psiu! Silêncio! Vai começar! — falou Piza.

No palco, Dbugs aproximou-se com o microfone e após limpar a garganta pigarreando, disse:

— Boa noite, Sekai-jins de todas as vilas. Essa é uma noite especial porque comemoramos o Natal, a semana de paz entre as vilas ocultas. Como podem ver, Konoha está ornamentada especialmente para vocês que estão na rua e... — Dbugs olhou para o telhado de frente ao palco e arqueando a sobrancelha, continuou. — Em cima, nas arquibancadas também. Vocês estão criativos esse ano, hein! — ele acenou pro pessoal do telhado que acenou de volta, ovacionando. — Bem, antes do show do Menudos, esse ano teremos uma surpresa muito especial. E devemos valorizar essa surpresa porque três shinobis quase deram suas vidas pra que Konoha pudesse desfrutar dessa graça. Agradeçam ao Calazar, ao Piriquito e ao Brotinho pela colaboração deles. Tragam o pergaminho, por favor. — Jerônimo aproximou-se trazendo o pergaminho e entregou a Dbugs, que com o microfone nas mãos, continuou com uma voz mais empolgada. — Uma grande surpresa preparada para essa data: Um jutsu de Natal! — realizando os selamentos, ele tocou no pergaminho.

Uma música de Natal começou a tocar no ar, enquanto fogos de artifício começaram a explodir no céu, iluminando o lugar em diferentes forma e desenhos. Logo em seguida, flocos de neves começavam a descer em meio à multidão. Leishmaniose, Galboto e Pardal se entreolharam ao notarem que quase morreram por causa de um pergaminho que fazia nevar. Piza aproximou-se deles e disse:

— Parabéns, por conseguirem tornar real o milagre da neve em Konoha. Feliz Natal, MisTeam.

— Obrigado, Sensei. É, realmente um milagre. — falou Leishmaniose olhando pra neve que se acumulava na palma da mão estendida que ele observava. Dando uma gargalhada, ele continuou. — Feliz Natal, Sensei. Feliz Natal, Pardal. Feliz Natal, Galboto.

— Maldito País das Neves, meus dedos estão roxos de novo. Aposto. — resmungou Pardal olhando pros pés. — Feliz Natal, Leish. Feliz Natal, Galboto. Feliz Natal, Sensei.

— Feliz Natal. — falou Galboto abrindo um sorriso e jogando uma bola de neve em Leishmaniose.

— Ah, fidamãe! Eu sou mole mesmo... Ah, esquece! É natal! — ficando de pé, carregou a garganta com chakra e gritou. — Feliz Natal, Sekai-jins!

Um coro de Feliz Natal ecoou pelas ruas enquanto os Menudos começavam a preparar a apresentação. Foi quando um sonoro “creck” ecoou perto dos MisTeam e ao olharem pra trás, viram o Wolf afundar no telhado. No momento em que o telhado ia ao chão, todos os ninjas que lá estavam saltaram pra longe. Uma nuvem de poeira subiu. DBugs no palco, com o microfone na mão, perguntou:

— O que foi isso?

— Culpa do Wolf! — um coro se seguiu como resposta.

— Normal. Fiquem com o Show do Menudos e tenham Feliz Natal! E como diz o Calazar, Bonanças! — falou Dbugs após dar uma risada.




Off: Feliz Natal, Sekai-jins! Muita Felicidade, Paz, Saúde, Amor, Dinheiro, Sorte, Sucesso e Bonanças nesse Natal e no próximo ano pra vocês! /o/

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Nós somos os grãos esmagados em seu mover."



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Um poder capaz de despedaçar o Destino deve ser como a lâmina de uma espada."


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Ou a Aventura encontra Você".
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